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VÍDEO: casos de Covid-19 mais que dobraram em um mês em Rosário do Sul

Até outubro, cidade tinha apenas duas mortes. De novembro até agora, óbitos chegaram a 20

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Foto: Renan Mattos (Diário)

ATUALIZADA: matéria atualizada às 9h57min do dia 5 de dezembro de 2020

De março a outubro, durante os oito primeiros meses de pandemia, Rosário do Sul era considerada uma das cidades da região que melhor conseguiu controlar o avanço da Covid-19: eram duas mortes e 478 casos confirmados em uma população de cerca de 39,3 mil habitantes. Só que, desde novembro, a situação mudou. Em pouco mais de um mês, foram mais 782 casos confirmados (totalizando 1.260) e 18 mortes. Números alarmantes, que fizeram o sistema de saúde do município entrar em colapso e deixam o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, o único da cidade, superlotado há mais de 30 dias. Três das 20 mortes foram registradas ainda na tarde desta sexta-feira. Dois pacientes estavam internados no hospital de Rosário e um terceiro morreu em outra cidade, mas era natural de Rosário do Sul.


- Tivemos realmente um aumento significativo. Isso causou um transtorno no serviço de saúde, porque não estávamos preparados. Quando existe uma ascensão no número de casos, acaba o sistema colapsando, e foi o que aconteceu - analisa Jair Rocha Oliveira, enfermeiro e assessor técnico da Secretaria de Saúde.

Foto: Renan Mattos (Diário)

Outro fator que preocupa é o número alto de pessoas com o vírus ativo. Conforme o boletim mais recente, Rosário do Sul tem 424 pessoas com o vírus ativo. Com isso, a taxa de recuperados no município atualmente é de 65%, um índice bem abaixo da média estadual, que é de 91%. Isso torna o município uma das cidades gaúchas com maior porcentagem de pessoas com o vírus ativo no RS. 

- Nós observamos que a dinâmica social aumentou nos meses de setembro, outubro e novembro, com comportamento inadequado da população, que passou a fazer mais aglomerações. Tivemos também o período eleitoral, que contribuiu para o aumento de casos, Além disso, chegou ao nosso conhecimento alguns casos de festas clandestinas no município. É uma soma de fatores. Muita gente estava cansada de ficar em casa, mas reagiu de forma totalmente errada, deixando de se cuidar - afirma Jair. 

Foto: Renan Mattos (Diário)

Nos últimos dias, o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora isolou mais uma área para receber pacientes com Covid-19. Mas, ainda assim, a ocupação de leitos segue acima da capacidade no único hospital da cidade. O espaço destinado a pacientes com coronavírus confirmado, que precisam de isolamento, está com 145% de ocupação - há 29 pessoas internadas no local que tem capacidade para 20. Já nos leitos de UTI, a ocupação é de 100% nos oito leitos. Conforme Jair, alguns pacientes já foram encaminhados para o Santana do Livramento visto que não há onde alocar mais pessoas.

Durante dois finais de semana, a prefeitura de Rosário do Sul chegou a decretar lockdown, para tentar frear o aumento de casos. A medida, no entanto, não irá se repetir neste fim de semana. O momento é considerado extremamente preocupante na cidade, e as autoridades fazem um apelo à população:

- Podemos contratar mais gente, podemos abrir mais leitos, mas, se as pessoas não se cuidarem, vai ter mais casos, a curva vai aumentar, vai faltar capacidade para uma atendimento humanizado. Nós estamos em uma situação crítica. Os profissionais da área de saúde estão esgotados, eles têm se doado, têm se exposto, têm adoecido. Precisamos que a população nos ajude. São vidas que estão sendo perdidas - destaca o assessor técnico da Secretaria de Saúde. 

Foto: Renan Mattos (Diário)

CENTRAL COVID
Para atender a demanda de testes de coronavírus, a Secretaria de Saúde montou uma Central de Covid, que funciona de segunda a sábado. No local, chegaram a ser feitos 200 exames em um único dia e a média diária tem sido de 80 testes. Uma médica também atende os pacientes na central. 

- São feitos tanto testes rápidos como os RT-PCR. Fazemos uma triagem com todos os pacientes que vêm aqui, para ver se tiveram contato com alguém que testou positivo, se estão com sintomas e há quanto tempo estão - explica o enfermeiro Roger Cesário Santos Silva. 

*Colaborou Janaína Wille


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