com a palavra

Policial civil fala sobre os 37 anos atuando na delegacia de Santiago

David da Silveira Nunes trabalhou na comunicação social da 21ª Delegacia de Polícia Regional de Santiago

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Foto: Foto: Arquivo Pessoal


Foto: Arquivo Pessoal

Policial civil, David da Silveira Nunes, 58 anos, nasceu em Alegrete, mas vive há mais de três décadas em Santiago. Funcionário público estadual, atuou por 37 anos como agente administrativo da Polícia Civil, onde trabalhou, principalmente, na comunicação social da 21ª Delegacia de Polícia Regional de Santiago. O filho único do casal José Quevedo Nunes e Luciana da Silveira, é pai de Vagner, 35 anos, Aline, 33, e Daiana Oliveira Nunes, 30. Os netos Isadora, 10 anos, Lorenzo, 7, Valentina e Helena, ambas com 1 ano, completam a alegria do santiaguense. Nesta entrevista, David conta como concilia o tempo entre família e trabalho como policial civil.

Diário - Conte-nos um pouco da infância.
David Nunes -
Nasci em Alegrete, onde morei por 15 anos. Tive uma infância bem complicada, em virtude de meu pai ter sofrido um acidente de trânsito. Ele sobreviveu, mas ficou com sequelas e precisou ficar internado. Por um longo período, convivemos com a rotina do hospital. Ele acabou falecendo aos 59 anos

Diário - O que mais gosta na Terra dos Poetas?
David Nunes-
Em Santiago, estou residindo há cerca de 30 anos. Entre tantos fatores positivos, o que mais gosto na Terra dos Poetas é a hospitalidade. Valorizo o acolhimento que recebi da cidade, da qual me considero um filho do coração


Foto: Arquivo Pessoal
 Entrevista na Rádio Verdes Pampas FM. Na mesa, o radialista Rafael Nemitz, delegado Vladmir Medeiros, capitão Müller, do 5º RPmon, e o Chefe da PRF em Santiago, Paulo Müller

Diário - Conte como surgiu o interesse de ingressar na Polícia Civil?
David Nunes -
A admiração que tenho pela instituição me levou a escolher essa carreira. Fui em busca do sonho e, em 1992, fui aprovado no concurso para agente-administrativo da Polícia Civil

Diário - O início da sua carreira foi em Santiago?
David Nunes -
Iniciei minhas atividades na Delegacia de Polícia de Santiago em 1982. Em 1997, fui transferido para a 21ª Delegacia de Polícia Regional, com sede na mesma cidade. 


Foto: Arquivo Pessoal
Viagem a Gramado

Diário - Quais funções o senhor exerceu nos 37 anos de profissão?
David Nunes -
Em tantos anos na profissão, já fui secretário, cerimonialista em eventos da Polícia Civil, relações públicas e responsável pelo serviço de Comunicação Social. No início, tive que me adequar à nova realidade de conviver e, por vezes, ter que resolver os problemas de parte da sociedade que vive em vulnerabilidade e depende do nosso trabalho de servir e proteger.

Diário - Conseguiria elencar os momentos mais marcantes nesta trajetória?
David Nunes -
São vários. Entre eles, as operações policiais que participei, destacando a Operação Navalha em São Borja, considerada como uma das maiores do interior do Estado, com a participação de mais de 600 policiais. A ação resultou nas prisões dos chefes e integrantes de uma organização criminosa de tráfico de drogas, formada por mais de 12 facções ramificadas na fronteira-oeste.


Foto: Arquivo Pessoal
Confraternização na Associação dos Policiais Civis de Santiago

Diário - Quais os projetos que mais gostou de atuar?
David Nunes -
Um dos mais importantes foi o projeto Mediar no RS - Polícia Civil, que consiste na mediação de conflitos relacionados à proteção da mulher vítima de violência doméstica, crianças em estado de vulnerabilidade e idosos.

Diário - E quanto aos desafios? Que dificuldades encontrou na profissão?
David Nunes -
As dificuldades que enfrentamos estão relacionadas à falta de recurso e efetivo para que a Polícia Civil ofereça um serviço de segurança pública de qualidade


Foto: Arquivo Pessoal
Aniversário de 1 ano da neta Helena

Diário - Quem é a sua referência nesta trajetória?
David Nunes -
Destaco o delegado de polícia Marcelo Mendes Arigony que, quando delegado regional de Santiago, se tornou uma referência para mim. Com profissionalismo, ele aproximou a Polícia Civil da sociedade e dos órgãos de imprensa, fazendo com que, atualmente, a nossa delegacia regional tenha o reconhecimento da comunidade. 

Diário - São muitos anos de serviço. Que mudanças o senhor percebe na sua área?
 David Nunes -
Menciono a criação do Serviço de Inteligência e Análise Criminal, que contribui muito para a elucidação de crimes e em ações referentes ao tráfico de drogas, entre outros. Tudo isso dá agilidade ao trabalho de investigação.


Foto: Arquivo Pessoal
No registro, junto a amigos da Polícia Civil de Santiago

Diário - Que projetos pretende colocar em prática?
David Nunes -
Um dos objetivos a que me proponho é buscar espaço junto aos meios de comunicação para um programa de rádio voltado aos bairros de Santiago, incluindo o serviço de segurança pública com palestras e outras ações, aproximando, ainda mais, polícia e comunidade

Diário - Como o senhor faz para conciliar o trabalho e atenção à família?
David Nunes-
Sempre procurei conciliar o trabalho com a atenção à família reservando momentos de lazer e confraternização, mesmo que, por muitas vezes, esses momentos fossem interrompidos pelo dever da profissão.

Diário - E quando há tempo livre, o que gosta de fazer?
David Nunes -
Gosto de ouvir música, principalmente ao vivo, em um barzinho. Curto festivais nativistas. Tenho focado mais nos netos e, por eles, tenho viajado com frequência para Serra Gaúcha. Sonho retornar às Cataratas do Iguaçu para apreciar aquela beleza que Deus presenteou ao nosso país.


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