arte pela liberdade

Apenados de Júlio de Castilhos confeccionam bolsas com pôsteres acadêmicos

Com o valor arrecadado, projeto consegue se manter e também ajudar as famílias dos presos

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Foto: Carolina Mello de Christo (Divulgação)

É por meio da arte que apenados do Presídio Estadual de Júlio de Castilhos (Pejuli) vislumbram novas perspectivas do futuro. É que na instituição foi criado o projeto Arte pela Liberdade, que alia sustentabilidade e formação profissional por meio da confecção de bolsas artesanais.

De acordo com o psicólogo e diretor do presídio, Gabriel Marcelo Moresco, a iniciativa começou em março, mas por conta da pandemia teve que ser adaptada. 

- A ideia inicial era de que pudéssemos ofertar oficinas para eles, para que assim começassem a confeccionar as bolsas. Só que tivemos que readaptar por conta da pandemia. Em vez disso, levamos diversos passo a passo impressos com imagens de internet e eles mesmos começaram a criar os próprios métodos - explica Moresco. 

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A matéria prima dos produtos são pôsteres acadêmicos doados pela comunidade, que geralmente ficam inutilizados após as apresentações dos alunos. Em vez de ficarem acumulados em algum canto ou irem para o lixo, os oito apenados que participam atualmente do projeto transformam o material, costurando à mão, em bolsas resistentes e multiusos.

O projeto também conta com a ajuda de voluntárias, como a advogada Carolina Mello de Christo, que ajudou a viabilizar as ações, e a estudante de comunicação visual Karoline Parode, que criou a arte das etiquetas do projeto. Com pouco mais de uma semana de divulgação, cerca de 30 bolsas produzidas já haviam sido vendidas em toda a região. 

Com o valor da venda, parte é destinado para os presos e suas famílias e o restante para o próprio projeto, que se mantém com essa renda para comprar agulhas, linhas e outros materiais necessários para as confecções.

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- Eles estão tendo um reconhecimento de sua produção e vendo que conseguem produzir algo positivo, pois a sociedade está aceitando as coisas que eles produzem e isso é difícil,  porque a maioria dos presos são acostumados a serem mal vistos e hostilizados. As pessoas tendem a associar que tudo que vem do presídio é ruim. É muito bacana poder pensar que a arte produz a liberdade, que vai além dos muros, mas também é de sonhos e ideias - completa o diretor.

Quem quiser adquirir as bolsas pode entrar em contato com Moresco pelo telefone (55) 99639-1007. Elas são entregues em Santa Maria e também podem ser enviadas pelos Correios. O projeto também aceita a doação de materiais, como os banners acadêmicos. 


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