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Depois dos prefeitos de Santiago e Dilermando, outros quatro não descartam abrir mão de salários

Medida, segundo os mandatários, pode ajudar na crise gerada pela pandemia do Covid-19

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Foto: Foto: Divulgação
Prefeito de Dilermando de Aguiar, José Claiton Ilha (esq.), e de Santiago, Tiago Gorski, foram os primeiros a anunciar que abririam mão de salários

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Prefeito de Dilermando de Aguiar, José Claiton Ilha (esq.), e de Santiago, Tiago Gorski, foram os primeiros a anunciar que abririam mão de salários

Tudo indica que a iniciativa de dois prefeitos da região - de Santiago e Dilermando de Aguiar - que abriram mão de 20% de seus salários para contribuir com as despesas de seus municípios com o Covi-19 terá adesão de outros chefes de executivos municipais. Dos mandatários de seis cidades da região, quatro consideram adotar a medida: em Caçapava do Sul, Júlio de Castilhos, Restinga Sêca e Cruz Alta. O valor bruto dos subsídios, termo técnico utilizado para definir os vencimentos dos administradores públicos, ficam entre R$ 14 e R$ 18 mil. 

No decreto do prefeito de Santiago, Tiago Gorski Lacerda há autorização para que o vice-prefeito, o procurador, o chefe de gabinete e secretários também cedam parte de seus salários. A medida tem validade de dois meses e, com os descontos dos 13 servidores, deve gerar uma economia de R$ 60 mil. Em Dilermando de Aguiar, o prefeito José Claiton Ilha estendeu a possibilidade legal a todos os agentes públicos que queiram doar, em qualquer percentual.

Em algumas cidades, as Câmaras de Vereadores já retornaram parte dos recursos que geralmente sobram no final do ano. A Câmara de Vereadores de Faxinal do Soturno oficializou a devolução de aproximadamente R$ 20 mil à prefeitura. O valor é resultado da economia do legislativo no primeiro trimestre do ano. Em Formigueiro, a Câmara de Vereadores também devolveu R$ 20 mil para aplicação em ações da Assistência Social.

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Confira a opinião dos prefeitos da região:

  • Prefeito de Caçapava do Sul, Giovani Amestoy da Silva - Subsídio de R$14,6
    "Todas as ações são importantes. Podemos até avaliar fazer isso também, porque todo recurso que entra no município é bem-vindo. Já prevemos uma queda na arrecadação, mas pelo menos contamos com a garantia do repasse do mesmo valor do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) que recebemos no ano passado. Esperamos que a União também encontre formas de compensar a queda de ICMS. Também já recebemos um repasse de R$ 80 mil da Câmara de Vereadores e de R$ 10 mil do Poder Judiciário que deve ajudar neste momento." 

  • Prefeito de Júlio de Castilhos, João Vestena - Subsídio de 16,7 mil*
    "Acredito que 20% é pouco, por isso nem pensamos nisso. É uma possibilidade, teria que ver o aspecto legal. Mas meu subsidio é baixo em relação a outros na região. Eu manifestei minha vontade de que não fosse reajustado na última revisão. Estamos tendo muitas despesas, mas todas necessárias, como a compra de 100 testes rápidos. Também adquirimos kits de merenda escolar que seria usado em abril, mas, com as escolas fechadas, estamos doando aos pais dos alunos que tem mais necessidade."

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  • Prefeito de São Gabriel, Rossano Gonçalves - Subsídio de R$ 18 mil*
    "É um gesto elogiável, mas não resolve. É um pingo d'água no oceano. Acho que não funciona. Não posso pedir que ninguém abra mão de subsídio. Eu contribuo, como cidadão para uma ação solidária que temos aqui, é uma conta aberta que todo gabrielense pode colaborar. Acho que temos que reunir esforços e pressionar o governo do Estado e União a nos auxiliar, que o fundão partidário, que é de bilhões, seja liberado para uso no combate ao coronavírus, etc. Até hoje recebi 80 litros de álcool gel e R$ 938 do governo para compra de EPIs." 

  • Prefeito de São Sepé, Léo Girardello - Subsídio de R$ 17,3 mil*
    "Acho que não é hora de falar nisso. É hora de trabalhar e não de fazer demagogia. Se eu tiver que abrir mão de todo meu salário, farei sem tornar isso público." 

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  • Prefeito de Restinga Sêca, Paulo Ricardo Salerno - Subsídio de R$ 14,2 mil*
    "Tudo depende de como as coisas vão andar. Tomaremos todas as atitudes necessárias e esta (abdicar de parte do subsídio) pode ser uma delas. Nós temos feito doações particulares em campanhas para quem está sendo atingido pela crise, mas, realmente, abrir mão do subsídio e o impacto dessa doação para as contas públicas ainda não foi estudado." 

  • Prefeito de Cruz Alta, Vilson Roberto Bastos dos Santos - Subsídio de R$ 15,4 mil*
    "Nossa abordagem será mais ampla nesse sentido. Estamos estudando uma série de medidas para o enfrentamento desta crise e uma delas é um pacote de redução de subsídios do prefeito, vice, secretários e cargos em comissão. Também estamos diminuindo as convocações, que são o aumento das horas de trabalho de servidores de setores que não estejam vinculados a serviços essenciais, entre outras soluções para reduzirmos o tamanho da folha de pagamento para nos preparar para os próximos meses." 
    *Valor referente ao vencimento bruto 


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