Saúde pública

Cruz Alta tem mais sete casos de suspeita de dengue

Município está entre os 85 com alto risco de transmissão da doença no Estado

Da Redação


Fotos/João Vilnei (Prefeitura de Santa Maria, Divulgação) e Charles Guerra (Arquivo/Diário) - Mosquito continua se reproduzindo com o frio

Depois de ter quatro casos confirmados de dengue neste ano, três deles adquiridos dentro da própria cidade, Cruz Alta aguarda os resultados de outros sete pacientes também com suspeitas de estar com a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegpty. As autoridades municipais estão preocupadas com a possibilidade de uma epidemia.

- Como temos casos autócnes (transmitidos no próprio município), nosso medo é que haja ovos contaminados. A gente corre risco, sim, porque os ovos não morrem com o frio. Não podemos descuidar em nenhum momento - diz a coordenadora municipal da Vigilância em Saúde, Adelita Missio Lopes.

Segundo Adelita, Cruz Alta tem 20 agentes de saúde trabalhando em campanhas de prevenção contra dengue, chikungunya e zika. Há visitas de rotina, realizadas todos os dias no município, para conscientizar a comunidade.

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- Conforme a coordenadora, mesmo que nenhum dos sete novos casos suspeitos seja confirmado, a administração municipal não vai descuidar das campanhas de prevenção e de combate ao mosquito.

Com 60,6 mil habitantes, Cruz Alta é um dos 85 municípios com alto risco de transmissão de dengue, zika e chikungunya, conforme levantamento divulgado domingo pelo governo do Estado. Os dados têm como base o último levantamento da presença do inseto, realizado entre maio e junho, que identificou larvas em mais de 4% dos imóveis vistoriados em cada cidade.

MIL CASOS
Em 2019, o Rio Grande do Sul já registrou mais de mil casos confirmados de dengue, nove deles na Região Central. Além de Cruz Alta, foram registrados três casos em Santa Maria, um em Agudo e um em Dilermando de Aguiar, porém, todos esses adquiridos por pessoas que viajaram para outras cidades. Na Região Central, além de Cruz Alta, outros seis municípios constam na lista de alto risco.

CIDADES EM ALERTA NA REGIÃO

  • Nova Palma - 10,8
  • Jaguari - 9,4
  • Santiago - 9,4
  • Santa Maria _ 7,7
  • Cruz Alta _ 5,3
  • São Sepé _ 4,5
  • Nova Esperança do Sul _ 4

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Conforme a Secretaria Estadual da Saúde, o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) permite que sejam identificados os bairros onde há concentração de focos de reprodução do mosquito. A ferramenta também permite identificar o tipo de criadouro predominante, para que possa ser combatido. O governo do Estado informa ter investido R$ 4,8 milhões em 2019 para ações de prevenção e combate ao Aedes em 361 municípios gaúchos. O dinheiro foi destinado às cidades consideradas infestadas pelo inseto, que são aquelas que tiveram ao menos um foco de larvas do mosquito identificados nas armadilhas nos últimos 12 meses. Entre essas cidades, estão as 85 com o índice de infestação considerado de alto risco. Os depósitos preferenciais para os ovos do Aedes aegypti são recipientes com água parada ou até a parede desses, mesmo quando secos. Os principais exemplos são pneus, latas, vidros, cacos de garrafa, pratos de vasos, caixas d'água e outros reservatórios mal tampados.  

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CUIDADOS BÁSICOS PARA EVITAR A PROCRIAÇÃO DO MOSQUITO

  • Tampar caixas d'água, tonéis e latões
  •  Manter limpos os bebedouros de animais
  •  Guardar garrafas vazias com o gargalo para baixo
  •  Guardar pneus sob abrigos
  •  Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises
  •  Não acumular água nos vasos de plantas
  •  Manter a piscina tratada durante todo o ano
  •  Colocar embalagens de vidro, lata e plástico em lixeiras fechadas



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