Crise na saúde

Greve pode reduzir pela metade leitos de psiquiatria no Hospital de Cacequi

Funcionários da instituição estão em greve devido a atrasos salariais que vêm de gestão anterior

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Foto: divulgação
Pelo menos 30% dos serviços devem ser assegurados durante paralisação dos funcionários do Hospital de Cacequi, mas serviços já começam a ser atingidos

A greve iniciada segunda-feira no Hospital de Cacequi já começa a ter reflexos nos serviços à população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, segundo a direção do hospital, os pacientes atendidos no Pronto-Socorro que não se enquadravam em urgência começaram a ser encaminhados a postos de saúde. Outra consequência deverá ser a redução, pela metade, das internações na ala psiquiátrica, que tem 10 leitos para saúde mental, incluindo desintoxicação de usuários de álcool e drogas.

- Como temos que manter 30% dos serviços, temos que ter 10 pacientes internados em todo o hospital. Na psiquiatria temos 10 leitos e a ideia é ficar com apenas cinco à disposição do Estado. Estamos pagando para atender porque o Estado não está passando nada. Sempre lota e não recebemos nada - disse a administradora do hospital, Vanessa Fragoso.

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Conforme informações dos grevistas, a 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (4ª CRS) seria comunicada da decisão de reduzir as internações psiquiátricas. Até o final da tarde desta terça-feira, porém, o órgão não havia sido comunicado, conforme a coordenadora regional de Saúde, Marilisa Villagrand.

Sobre o montante de R$ 1,3 milhão que o Estado estaria devendo ao hospital, conforme alega sua direção, a Secretaria Estadual de Saúde enviou nota ao Diário, esclarecendo a situação.

 "O Hospital de Cacequi trocou de gestor e está sem contrato com a Secretaria da Saúde (SES) desde maio deste ano, o que impede que a instituição receba incentivos financeiros. Assim que o novo gestor tiver um CNPJ e a documentação dele for cadastrada e regularizada junto ao Ministério da Saúde, Estado e município, será firmado um novo contrato. A SES tem repassado mensalmente os valores relativos à produção hospitalar. No entanto, esses recursos estão sendo depositados em juízo, atendendo à determinação judicial", diz a nota.

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Segundo Vanessa Fragoso, a Associação Santo Onofre, de José Bonifácio (SP), que assumiu o hospital, em substituição ao Instituto de Saúde e Educação Vida (Isev), de Porto Alegre, já está encaminhando a documentação para renovar o convênio com o Estado. O Isev, que era o gestor do hospital nas duas greves (a primeira, no final do ano passado, e a segunda, em janeiro deste ano) deixou a administração em maio e a nova gestora assumiu em 1º de agosto. Nesse vácuo de dois meses, mais débitos se acumularam, principalmente com os funcionários.

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A Santo Onofre, em princípio, só assume os débitos a partir de agosto. Dessa forma, os salários devidos antes desse mês teriam que ser pagos pelo Isev. O instituto é proprietário do prédio onde funciona o hospital de Cacequi e alugou o imóvel para a nova gestora. Segundo a nova administração, esses recursos serão utilizados para pagar parte da dívida com os 40 trabalhadores da instituição.

O Diário tentou, nesta terça, mais um contato com a direção do Isev. Novamente, a atendente disse que os diretores estavam em uma reunião e que retornariam a ligação. No entanto, até o fechamento da edição, a resposta não foi enviada.


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