em agudo

Júri de acusados de torturar e assassinar empresário deve ficar para 2020

Sessão foi anulada após ré passar mal e precisar de atendimento médico

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Foto: Foto: Fernando Ramos (Arquivo Diário)


Foto: Fernando Ramos (Arquivo Diário)
Local onde Bernardini foi encontrado morto

Após a anulação do júri dos acusados do assassinato do empresário Ediér Antônio Bernardini, 58 anos, ainda não há nova data para o julgamento. Nesta terça, por volta de 21h, após 11 horas de sessão, a ré Rosângela Lipke passou mal e precisou de atendimento médico. Os advogados de defesa dela e do outro réu, Valter André Silva Santos, abandonaram a Sala do Júri. Com isso, o juiz Jonathan Cassou dos Santos anunciou a anulação do júri popular.

Segundo Jean Severo, advogado de Rosângela, a ré está grávida. Ela foi encaminhada ao Hospital Agudo e, posteriormente, ao Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). O advogado anexou um atestado médico aos autos do processo e o Júri Popular foi anulado após a audição de quatro testemunhas e dos réus.

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Agora, uma nova sessão deve ser agendada e, como se trata de um júri popular, novos jurados serão chamados. Todas as pessoas já ouvidas em tribunal terão que testemunhar novamente. De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, o julgamento deve ficar para 2020, já que, devido ao recesso de final do ano, não deve haver mais datas disponíveis. Em outubro deste ano, uma primeira sessão do júri também precisou ser interrompida por questões de saúde. Nesse caso, o advogado de Rosângela, Jean Severo, passou mal.

Segundo a investigação, a ré Rosangela Lipke é suspeita de ser a mandante do crime, e o réu Valter André Silva Santos teria participado ativamente do assassinato e estava em um veículo de Bernardini. A mulher havia tido um relacionamento com a vítima e estaria exigindo dinheiro e bens do empresário, que havia registrado ocorrência policial em que relatou estar sendo ameaçado de morte pela acusada.

Em 2012, pouco depois do crime, a dupla chegou a ser presa, mas os dois estão respondendo ao caso em liberdade até agora.

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Ainda há outros dois homens acusados de participar do crime: Diones Crumenauer dos Santos e Gelson da Silva Grigolo. Como eles ficaram foragidos e só foram encontrados mais tarde, o processo foi dividido em duas partes e eles deverão ser julgados posteriormente, sem data definida.

O QUE DIZEM AS DEFESAS
O advogado de Rosangela, Jean Severo, afirmou que não havia condições de seguir o júri por conta do estado de saúde da ré:

- A gente veio pra terminar esse julgamento hoje, é desgastante pra gente. O que aconteceu é que a ré passou mal. Levamos ela ao Hospital de Agudo, onde encaminharam ela para Santa Maria de ambulância. Temos o atestado comprovando a situação. O Tribunal do Júri é um direito de defesa. É um direito da ré de participar do julgamento, então não teria como seguir o júri sem a presença dela. Devemos ter humanidade, acima de tudo. No meu entender, com todo o respeito, faltou humanidade ao magistrado, porque é só marcar um novo julgamento e a gente vai estar presente. Agora, nessas circunstâncias não havia como trabalhar mais. [...] Vamos esperar o que o Juiz vai definir [...] e esperar o novo julgamento - disse Severo.

O Diário também tentou entrar em contato com a defesa de Valter, o advogado José Carlos Dri, porém não obteve retorno nas ligações. Já o advogado assistente de acusação, Jorge Pohlmann, assim como a família da vítima, afirmaram ter recebido a decisão "com incredulidade e indignação".

O CASO

O empresário Edier Antônio Bernardini, 58 anos, foi assassinado na sede de sua empresa, no dia 30 de setembro de 2012, na localidade de Rincão dos Mosquitos, interior de Agudo. Seu corpo foi encontrado amarrado ao portão de um galpão da firma. Segundo informações da Polícia Civil, havia pelo menos uma marca de facada em seu peito.

O corpo foi descoberto por um funcionário da firma que Bernardini mantinha há 30 anos, a Transportes Edini. O motorista chegou de viagem por volta das 17h15min e se preparava para descarregar o caminhão quando enxergou o patrão morto.

Nascido em Linha dos Pomeranos, interior do município, o empresário deixou o campo nos anos 80. Na cidade, sempre trabalhou com transportes. No ano anterior ao crime, mudou-se para Rincão do Mosquito, transferindo para lá sua empresa. Era tido como uma pessoa gentil e amável. A morte do empresário - que era separado e pai de um casal de filhos - foi anunciada no rádio, causando comoção nos moradores. 

*Colaborou Janaína Wille


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