A coluna vertebral é o eixo central do corpo humano. Ela é exigida em quase todos os movimentos e ainda funciona como um duto por onde passam todas as ligações nervosas que unem órgãos e outras partes do corpo ao cérebro. Por isso, não são raros os casos de lesões na coluna, que podem ser identificados a partir de alguns sinais. Conforme o médico neurocirurgião Davidson Alba, esses sintomas que sugerem algum tipo de alteração na coluna começam pela dor, que normalmente é a queixa mais comum, especialmente junto à própria coluna.
- Quando a dor se estende ao longo dos membros, braços ou pernas, e se acompanha de formigamento ou dormência, sugere se tratar de algo na coluna cervical (braço) ou lombar (perna). Em situações mais graves, pode haver alteração da força muscular nos membros - explica o médico.

Em quadros mais graves que resultam em doenças degenerativas da coluna, como hérnias de disco, artrose, espessamento de ligamentos, desgastes em geral das estruturas espinhais. Outros casos são aqules causados por alum tipo de trauma, como fraturas ou lesões por acidente nos ligamentos da coluna.
- Esses casos podem gerar instabilidade, que é a a frouxidão patológica dos elementos espinhais, ou tumores, tanto primários, surgidos na coluna, quanto metástases - conta Davidson Alba.
QUANDO FAZER CIRURGIA
O quadro clínico do paciente é o que vai indicar se há a necessidade de uma cirurgia para correção do problema na coluna. O neurocirurgião Davidson Alba exemplifica que, a partir de uma certa idade, boa parte da população terá uma ou mais hérnias de disco na coluna, mas a imensa maioria delas não estará provocando sintomas, ou pelo menos não a ponto de levarem à investigação para serem descobertas. Ou, ainda, no caso de uma alteração degenerativa que não provoca dor nem déficit neurológico nenhum, se não houver risco iminente de evoluir para algo grave, não deve ser operada.
- Há exceções e sinais de alerta, como incontinência urinária e/ou fecal agudas, diminuição da força e/ou da sensibilidade em um ou mais membros, ou a partir de um nível no tronco, que apontam para cirurgia de urgência em potencial. Então, mesmo uma hérnia discal, quando comprime a medula espinhal, ou a cauda eqüina, pode necessitar ser retirada de forma urgente, ainda mais se os sintomas e sinais neurológicos associados a ela forem agudos - considera o doutor.
Ainda quanto as cirurgias de coluna, elas podem ser feitas desde a forma tradicional, com a exposição da estrutura óssea, envolvendo ou não o implante de próteses, geralmente com auxílio de microscópio cirúrgico ou lupa cirúrgica, ou, até mesmo por vídeo, sendo por via endoscópica percutânea.
- A natureza da doença, bem como os aspectos clínicos e anatômicos de cada paciente, são o que define a melhor técnica para cada caso. Cabe ao cirurgião explicar ao paciente a sua doença e as opções de tratamento, com seus prós e contras. Afinal, não se tratando de urgência, o paciente é a pessoa que melhor pode avaliar o quanto poderá, ou não, aliviar a sua dor, já que é ele mesmo quem a sente - finaliza.