produção agrícola

Perdas pela estiagem ficaram acima da média do RS na Região Central

Na soja, média de perdas fica em torno de 53% e no milho 64% na região de Santa Maria

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Foto: Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)


Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

Foram apresentados, na manhã desta sexta-feira em coletiva de imprensa virtual, os dados sobre perdas causadas pela estiagem no Rio Grande do Sul. De acordo com a Emater, com o término da colheita das culturas de verão, as principais perdas foram observadas na soja, que é também a principal produção agrícola do Estado

No total, a colheita de grãos no Estado chegou a 22,4 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 28,7%  em relação ao esperado, que era de 31,4 milhões de toneladas. É o menor volume desde a safra 2011/2012, quando o Estado também sofreu com a falta de chuva. 


O diretor técnico da Emater, Alencar Rugeri, apresentou os dados coletados em todo o Estado, considerando a situação das lavouras após o fim da colheita. Na soja, as perdas foram 45,8% no Estado nos 5,9 milhões de hectares plantados. Dos esperados 19,7 milhões de toneladas, a cultura encerrou a safra com produção de 10,6 milhões de toneladas. Na região de Santa Maria, os dados apresentados pela Emater estimam perda média ainda maior nas plantações de soja, de 53%.

- A média de sacas por hectare ficou em 30 no Estado, bem abaixo do esperado, que era de 55. O que a gente percebe é que foi uma safra muito irregular. Há lavouras que perderam 90%, outras quase nada. Variou muito. Esses números já impactam nos bolsos de muitos agricultores que sofreram com a estiagem, e vão impactar muito nas exportações gaúchas - destacou Rugieri.

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O milho também apresentou resultados negativos na estimativa da safra de verão. A área de plantio do milho, de acordo com a estimativa inicial e a área atual, teve aumento de 2,5%. Porém, a produção esperada para esta safra era de 5,7 milhões de toneladas, enquanto cenário encontrado a partir do levantamento indica redução de 31,9% na produção (4,1 milhões de toneladas). A região de Santa Maria foi a mais afetada no RS na cultura do milho, com prejuízo médio de 64%.

O arroz foi a única cultura de verão que não teve perdas expressivas registradas. Inicialmente, havia uma estimativa de perdas de 10%, mas, como as lavouras colhidas mais tarde tiveram produtividade acima da média, no final, não foram contabilizadas perdas no levantamento da Emater.

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O secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, ressaltou ainda algumas ações e políticas públicas que estão sendo fomentadas no Estado, visando à minimização dos resultados da estiagem, como incremento de recursos no programa de forrageiras, distribuição de água para comunidades rurais, além de outras ações e encaminhamentos de demandas ao governo federal.

Na Região Central, todas as 39 prefeituras já assinaram o decreto de situação de emergência por causa da estiagem e obtiveram a homologação do Estado e o reconhecimento da União. No RS, de acordo com o último boletim informativo pela Defesa Civil, são 393 municípios afetados pela seca, o que equivale a 79% do total de cidades gaúchas. 

Dados do escritório municipal da Emater estimam que R$ 175 milhões vão deixar de circular em Santa Maria neste ano por causa da seca que afetou o setor agrícola. Além dos danos mais aparentes no milho e soja, a falta de chuva e o calor excessivo também impactaram na pecuária e hortifrutigranjeiros. Em toda a Região Central, esse valor fica em torno de R$ 3 bilhões de prejuízo. 

*Colaborou Janaína Wille


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