Nathália Schneider
A reforma da Gare, que teve início no dia 20 de novembro, começa a tomar forma com a limpeza do local e a retirada das telhas, que foram guardadas e serão reutilizadas. Para isso, o local, que é um dos mais importantes patrimônios históricos de Santa Maria, foi totalmente isolado com tapumes para impedir qualquer problema com equipamentos, manter os cuidados com a equipe de trabalhadores e evitar que a população transite pela obra. A revitalização é realizada pela empresa Versalhes Incorporação e Construção Ltda, de São Leopoldo.
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Como o prédio da Gare é tombado como patrimônio histórico municipal e estadual, alguns materiais, como tijolos e calhas, foram extraídos e identificados com etiquetas e numerações. Esses materiais serão encaminhados ao Museu Municipal, para uma preservação histórica da Gare, segundo informou a arquiteta Franciele Bombana.
Coordenador da equipe de trabalho pela Versalhes, Iris Porto, 50 anos, reforçou os cuidados com essa preservação.
— As etapas das obras estão seguindo os cronogramas sem nenhum atraso e mantendo o trabalho intenso para entregar na data correta. E, nesse momento, em que a gente faz a demolição, esse material é cuidadosamente limpo, catalogado e recebe um número de identificação. Tudo é separado para depois ser encaminhado ao museu de Santa Maria. É necessário esse trabalho cuidadoso, porque essa obra é diferente, estamos tratando de uma obra que envolve um prédio histórico, então, todas as etapas são feitas mantendo um contato direto com a prefeitura e a construtora responsável — afirmou ele.
Apesar de várias frentes trabalharem ao mesmo tempo, algumas ações concentram mais atenção da equipe. Responsável pela obra, o engenheiro civil Kemeron Eberhardt, 29 anos, explica que as prioridades, no momento, estão concentradas nos pavilhões 4 e 1 e no lanternim. Cada local tem ações pontuais que serão realizadas.
No lanternim (extensão do telhado que abriga a locomotiva e os vagões que ainda estão na Gare), será feita a recuperação da estrutura metálica e do madeiramento. No pavilhão 4, toda a rede de esgoto será reformada, além de ser colocado piso novo, mesmo trabalho que será realizado no 1.
— Essa obra concentra múltiplas frentes de trabalho. Então, hoje, a gente está atuando nos pavilhões que demandam mais ações. Principalmente no lanternim, essa extensão do telhado que abriga à locomotiva e os vagões que ainda estão aqui — explicou o engenheiro.
Eberhardt disse que os trabalhos estão dentro do prazo e qualquer alteração no cronograma é sempre discutida com as equipes responsáveis da prefeitura de Santa Maria.
Orçamento
A revitalização, orçada em R$ 5,5 milhões, será feita com recursos próprios e do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa II). A construtora terá seis meses para concluir a obra — até maio de 2024.