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Vigilância em Saúde coleta amostras para buscar agente de síndrome febril em Santa Maria

14 Abril 2018 16:00:00

Ainda não há uma definição a respeito do que vem provocando os sintomas nas pessoas que já procuraram atendimento

Thays Ceretta

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

Com o objetivo de descobrir o agente causador da síndrome febril em Santa Maria, técnicos da Vigilância em Saúde coletaram, na sexta-feira, 17 amostras de sangue de pacientes que manifestaram os sintomas. A síndrome vem preocupando a população e gestores em saúde, e ainda não há uma definição concreta a respeito do que vem provocando os mesmos sintomas nas cerca de 100 pessoas que já procuraram atendimento nas últimas semanas. A coleta de sangue está sendo feita em parte dessa população para que o material seja enviado ao Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen RS) e, assim, tentar identificar o agente etimológico. Não foram divulgados quantas amostras serão coletadas nem o prazo para concluir a ação.

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O médico infectologista Alexandre Schwarzbold, professor de Medicina na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), integrante da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar e chefe do Setor de Pesquisa e Inovação Tecnológica do Hospital Universitário (Husm), comenta que, mesmo ainda não tendo informações oficiais do ponto de definição laboratorial e clínica dos casos para se afirmar qual a causa da síndrome, os sintomas que as pessoas estão apresentando podem estar relacionados com a água. A justificativa, segundo ele, é porque boa parte desses pacientes possuem sintomas compatíveis com algumas doenças transmitidas pela água.

- Alguns dos pacientes têm resultados laboratoriais confirmando toxoplasmose. Os sintomas são também compatíveis com tal doença, embora inespecíficos e compatíveis com outras. É baixíssima ou nula a transmissão familiar ou interpessoal, o que seria esperado caso fosse uma transmissão viral. Por exemplo, a toxoplasmose não é causada por vírus, é parasita, que tem a água como grande fonte transmissora - explica Alexandre Schwarzbold.

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Ainda conforme o infectologista, é muito comum em cidades com obras de sistema hidráulico ter contaminação da água. A suspeita baseia-se, também, na restrição geográfica da doença e na falta de outras exposições em comum nas pessoas que foram contaminadas. A situação não apresenta gravidade, nem é motivo de pânico. Praticamente todos os pacientes com baixíssimas exceções - e que ainda assim tiveram boa evolução tardia - tiveram evolução favorável, sem agravamento. Considerando-se uma doença autolimitada, ou seja, sem tratamento específico para ela, evoluem bem.

- Espera-se que o Lacen confirme qual é o agente causador, vírus, bactéria, protozoário ou outros. Mas, mesmo assim, essa identificação etiológica pode não ser garantida. Em muitas dessas situações não se consegue confirmar a etiologia com as amostras coletadas - salienta o médico.

A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) emitiu uma nota atestando a qualidade da água, garantindo que ela pode ser consumida sem nenhum receio e que não possui relação com a síndrome. Conforme a nota, "a Corsan informa que a água tratada e distribuída à população de Santa Maria atende todos os parâmetros de potabilidade exigidos pela legislação (Anexo XX da Portaria de Consolidação nº 5/2017, do Ministério da Saúde; e da Portaria nº 320/2014, da Secretaria Estadual da Saúde), em especial quanto à sua desinfecção. Nesse sentido, assegura-se que a sua qualidade está devidamente atestada e que ela pode ser consumida sem qualquer receio, não possuindo assim relação com a recente notícia de surto de síndrome febril".

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