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Vacinação de gestantes com AstraZeneca é suspensa em todo país

Ministério da Saúde determinou que apenas CoronaVac e Pfizer podem ser utilizadas nestes casos, mas somente em mulheres com comorbidades

Leonardo Catto

O Ministério da Saúde suspendeu a vacinação de gestantes com a vacina da AstraZeneca no Brasil. Santa Maria foi uma das primeiras cidades a suspender depois da recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda na manhã desta terça-feira. No começo da tarde, o Rio Grande do Sul decidiu por interromper a campanha para este público, além de puérperas, no Estado.

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Em coletiva, o ministro Marcelo Queiroga disse que é autorizado o uso das vacinas CoronaVac e Pfizer em gestantes, desde que as mulheres tenham comorbidades. Porém, isso limita a aplicação, já que a CoronaVac sofre com déficit de produção no país. No Rio Grande do Sul, a aplicação da Pfizer se limita a Porto Alegre no momento.

Mesmo com a decisão, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reforçou a importância das vacinas, inclusive da AstraZeneca. A Anvisa recomendou a suspensão como precaução depois que a morte de uma gestante que recebeu a vacina foi notificada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na última segunda-feira. A relação de causalidade ainda é monitorada. A mulher, de 35 anos, e o feto, de 23 semanas, morreram depois de um acidente vascular cerebral causado por trombose.

- Ficamos chateados com essa perda. Mas ainda não está claro que a vacina tenha sido a causa desta trombose. Estamos examinando detalhes de todo o prontuário para que a gente chegue a uma conclusão e esclareça a todos. Por isso mesmo que estamos esperando exames para orientarmos de uma forma tranquila - disse, na coletiva, o professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e diretor do Laboratório de Imunologia do Incor, Jorge Kalil.

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A orientação para vacinação de gestantes e puérperas começou em março. Segundo Kalil, o motivo era o aumento do número de mortes por Covid-19 neste grupo. Não há estudos de vacina contra a doença para mulheres grávidas ou até 45 dias após o parto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica a vacinação apenas se os benefícios superam os riscos de infecção e agravamento do quadro, como em casos de grávidas profissionais da saúde. Ainda assim, especialistas avaliam que cada paciente requer a análise do médico que a acompanha.

A ponderação entre riscos e benefícios é comum em processos de vacinação, segundo o secretário de atenção primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Parente.

- Ainda não há estudos de alto nível de evidências. Mas a gente nota um aumento grande de óbitos (de gestantes). Este cenário fez com que o Programa Nacional de Imunização tenha decidido por unanimidade pelos estudos e cenário epidemiológico que o risco-benefício favorecia a imunização - comentou o secretário.

A coordenadora do PNI, Francieli Fantinato, informou que ainda não foi definido protocolo para o caso das gestantes e puérperas que tomaram a primeira dose com AstraZeneca. Uma nota técnica deverá ser divulgada até o fim da semana. Enquanto isso, a orientação é que essas não recebam a segunda dose. Ela acrescentou que a orientação pode ser revista diante das conclusões da investigação sobre o caso da gestante morta e do avanço dos casos e mortes da pandemia.

NO RS
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) informou que aguardaria a orientação do Ministério da Saúde em relação às gestantes que tomaram a primeira dose. Agora, a espera é pela nota técnica mencionada na coletiva.

O governo estadual aguarda um levantamento pedido aos municípios sobre quantas gestantes receberam a primeira dose. Em Santa Maria, algumas grávidas chegaram a receber a vacina em outras ações voltadas para outros públicos, como profissionais da área da saúde. Entretanto, a prefeitura ainda não mensurou a quantidade.

*Com informações da Agência Brasil


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