covid-19

VÍDEO: UPA bate recorde de atendimentos desde o começo da pandemia

A principal porta de entrada de pacientes com sintomas tem crescimento na procura desde o inicio da semana. Centro de Referência Municipal também registra aumento

Felipe Backes e Leonardo Catto
Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)

Foto: Pedro Piegas (Diário)

A procura por atendimento de pessoas com sintomas da Covid-19 tem crescido nos últimos dias em Santa Maria. O diagnóstico é feito por duas das principais portas de entrada deste tipo de paciente em Santa Maria: a Unidade de Pronto-Atendimento 24h, no Bairro Perpétuo Socorro, e o Centro de Referência Municipal da Covid-19, no Bairro Nossa Senhora de Lourdes.


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Na UPA 24h, os últimos três dias foram de movimento intenso, conforme a administradora Manuela Trevisan. Entre 7h de segunda e 7h de terça, foram 360 atendimentos. Em média, esse número, durante a pandemia, variava de 180 a 230. Com o crescimento da demanda, a situação chegou a um patamar ainda não atingido desde a chegada do coronavírus.

- Não tivemos ainda a procura que teve agora. Nos últimos dias, está sendo bem grande - afirma Manuela.

Por volta de 11h, 30 pessoas aguardavam em silêncio por atendimento na área externa da UPA 24h. A maioria formava uma fila em frente à porta principal do prédio, mas há quem buscou a sombra e os bancos da área arborizada em frente ao prédio para esperar. Com dor de cabeça, dor no corpo, cansaço e dor de garganta desde sexta-feira, Édila Machado, 33 anos, suspeita para Covid-19, aguardava em um dos bancos acompanhada da tia, que preferiu não se identificar:

- A gente chegou às 8h. Chamaram ela para triagem bem rápido e poderiam ter atendido ali. Mas, em questão de uma hora, lotou tudo lá dentro e, agora, não estão chamando mais pessoas.

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Ela fez o teste da Covid e outros exames às 10h30min. O resultado do teste ficaria pronto em dois dias, e ela esperava pelo resultado dos demais exames, que sairiam em três horas. Elas reclamam da mistura de pacientes. Casos suspeitos de Covid, acompanhantes e pessoas com outras demandas ocupavam os mesmos espaços. Segundo Manuela, a separação é inviável no local.

- A gente não pode descaracterizar a UPA, negar atendimento. Então temos outras patologias junto. Hoje não tem como separar, não tem estrutura física para fazer essa separação - explica.

Um exemplo dessa mistura estava a cerca de 15 metros de Édila. Uma senhora, de 71 anos, moradora do Bairro São José, esperava sentada ao lado do filho. Com problema cardíaco, ela, que preferiu não se identificar, aguardava transferência para o Hospital Universitário de Santa Maria para realizar uma cirurgia. Ela relata ter sido muito bem atendida na UPA, mas a espera durava desde às 14h de segunda-feira. À noite, ela dormiu em uma das poltronas da UPA. Conforme o filho, a justificativa para a não disponibilidade de leito é a alta demanda pelo coronavírus. Com paciência, ela aguardava sem reclamar:

- Se surge um leito lá, tenho que estar aqui para conseguir.

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ORIENTAÇÕES
No Centro de Referência Municipal, o movimento parecia mais calmo, sem filas, por volta de 10h. Mas é apenas aparência. Até aquele momento, 50 pessoas haviam sido atendidas durante a manhã. Para efeito de comparação, são disponibilizados apenas 24 horários para agendamento por turno, todos preenchidos.

- Desde a semana passada, percebemos um aumento bem significativo na procura por sintomáticos, mas não só respiratórios. Aqui, fazemos todo o mapeamento de contatos de casos positivos - relata a secretária adjunta de Saúde, Ana Paula Seerig.

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Em média, o Centro realiza 100 testagens por dia. Entretanto, o número de pessoas que atuam no centro é variável, já que parte da equipe é formada por residentes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). De acordo com o coordenador do centro, o epidemiologista Marcos Lobato, o local não oferece o atendimento clínico a quem procurar. O trabalho é voltado para orientações quanto ao contágio e coleta de amostras para testagem. Lobato acredita, ainda, que o aumento da procura na UPA e no centro decorre do crescimento de casos.

- A gente tem conseguido dar conta. Não alterou a proporção de pessoas que têm sintomas leves, moderados e graves. Se a gente tem mais gente doente ao mesmo tempo, aumenta o número absoluto de pessoas com sintomas moderados e graves que precisam de atendimento. Não é à toa que a média de ocupação de leitos para Covid é alta. Mesmo que exista alguma variante, ela ainda não afeta a proporção de gravidade dos casos - explica.

Caso o ritmo de atendimentos siga crescendo nas unidades de saúde, Lobato defende estratégias diferentes de prevenção, como restrições mais fortes ou revezamento dos grupos afetados pelas medidas.


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