doença infecciosa

VÍDEO: pela primeira vez, Santa Maria registra casos e óbito de humanos com leishmaniose

Casos autóctones em animais já são registrados em Santa Maria desde 2017, mas nunca houve confirmações em pessoas

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Comum em cachorros e transmitida por um inseto, pela primeira vez, Santa Maria teve registro de leishmaniose visceral em humanos. Foram dois casos confirmados: um em janeiro, de um jovem, de 20 anos, que se recuperou depois do tratamento; e outro de um homem, de 58 anos, com outras comorbidades, que morreu em abril, após complicações.

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De acordo com informações da prefeitura, a vítima foi internada para fazer tratamento contra o alcoolismo em uma comunidade terapêutica fora de Santa Maria, durante um breve período. Em março, já de volta à cidade, o homem sentiu-se mal e foi hospitalizado. Após exames, foi descoberto que era portador de leishmaniose visceral. Morador do Bairro Divina Providência, ele morreu após apresentar sintomas como febre, dor e inchaço abdominal e não responder ao tratamento.

Já o jovem de 20 anos é morador do Bairro Nossa Senhora Medianeira. Ele também precisou ficar internado durante o tratamento, que é feito à base de três medicamentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), seguindo protocolo do Ministério da Saúde.

A leishmaniose é transmitida pela picada de um inseto conhecido como mosquito-palha e atinge principalmente cães, mas o inseto também pode picar humanos. A doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra, nem dos cães para os humanos.

Os sintomas comuns são febre por mais de sete dias, aumento do tamanho do baço e do fígado, acompanhados de palidez e emagrecimento.

INVESTIGAÇÃO
Segundo o médico veterinário da prefeitura, Carlos Flavio Barbosa da Silva, está em curso um inquérito sorológico canino nas áreas de residência das duas vítimas para identificar se há ocorrência de mais casos, tanto em cachorros quanto em humanos, e captura do possível vetor. Até agora, os resultados sobre o vetor foram negativos.

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- Estamos saindo a campo para coletar sangue dos animais e aplicando testes rápidos. As amostras que apresentam reagentes positivos são encaminhadas para o laboratório estadual, onde é realizado novo exame sorológico para a confirmação da doença - explica.

 Em relação ao óbito, foi realizado o mapeamento do local e levantamento casa a casa, com realização das coletas e análises laboratoriais. Conforme a prefeitura, os moradores recebem informações em relação à enfermidade, fatores de risco e medidas preventivas.

CASOS AUTÓCTONES
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o primeiro caso autóctone (contraído no território do Rio Grande do Sul) foi em 2009, na cidade de São Borja. Em Santa Maria, segundo dados da prefeitura, o primeiro caso autóctone foi identificado em 2017 em um cão considerado idoso, de 8 anos. Na época, a tutora optou por tratá-lo. Naquele ano, dos 97 animais testados, 22 foram diagnosticados, o que possibilitou a caracterização do município como área de transmissão. Desde 2017, 116 casos de leishmaniose foram confirmados em cães.

CASOS CONFIRMADOS EM SANTA MARIA

Em animais

  • 2016 - 3 (todos importados)
  • 2017 - 22 (primeiros casos autóctones)
  • 2018 - 11
  • 2019 - 16
  • 2020 - 31
  • 2021 - 36

Em humanos

  • Em 2021, pela primeira vez na história, Santa Maria teve dois casos confirmados e um óbito

O QUE É?

  • É uma doença infecciosa sistêmica, caracterizada por febre de longa duração, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular, anemia e outras manifestações. A leishmaniose afeta tanto os cães quanto os seres humanos

COMO É A TRANSMISSÃO

  • Ocorre tanto em animais quanto em humanos
  • A transmissão acontece por meio da picada de insetos conhecidos popularmente como mosquito-palha, asa-dura, tatuquiras, birigui, dentre outros. Esses insetos são pequenos e têm como características a coloração amarelada ou de cor palha e, em posição de repouso, suas asas permanecem eretas e semiabertas. A transmissão acontece quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados e, depois, picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi, causador da leishmaniose visceral.

SINTOMAS

Em humanos

  • Febre por mais de duas semanas
  • Palidez, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia e aumento do baço e do fígado também são sintomas comuns

Nos animais

  • Crescimento abrupto das unhas
  • Perda de pelo
  • Emagrecimento rápido
  • Inchaço das patas
  • Feridas (úlceras) nas orelhas, em volta dos olhos e na região da boca

PREVENÇÃO

  • Limpeza periódica dos quintais e retirada de matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo, locais onde os mosquitos se desenvolvem)
  • Destino adequado do lixo orgânico, a fim de impedir o desenvolvimento das larvas dos mosquitos
  • Limpeza dos abrigos de animais
  • Para os moradores das regiões com risco de transmissão, recomenda-se a colocação de telas em janelas e portas da residência, para evitar a entrada de mosquitos na casa
  • Usar repelente, principalmente ao anoitecer e ao amanhecer, horário em que o mosquito-palha costuma voar
  • Para os animais, recomenda-se o uso de coleiras contra a leishmaniose (varia de R$ 60 a R$ 300, dependendo da marca e do tempo de duração, e tem de 80% a 85% de eficácia) e também a castração das fêmeas, já que o animal infectado transmite para o filhote a doença pelo sangue


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