pandemia

VÍDEO: Husm conta com força-tarefa voluntária na luta contra a Covid

28 pessoas alocadas em outros setores se disponibilizaram a trabalhar na linha de frente da pandemia

Felipe Backes


Foto: Renan Mattos (Diário)
Rosinara e Carla passaram a trabalhar no Husm durante a pandemia

Uma verdadeira força-tarefa voluntária tem auxiliado o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) a dar conta da alta demanda de atendimentos durante a pandemia do novo coronavírus. Pelo menos 28 servidores de outros setores da UFSM se voluntariaram para atuar dentro do hospital, que é uma das referências regionais para casos graves da Covid-19. Os voluntários auxiliam nas atividades diárias do hospital e suprem a demanda de colegas afastados por algum tipo de vulnerabilidade. Conforme a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da UFSM, são, em média, 51 servidores afastados por mês no hospital desde o começo da pandemia.

Já foram realizadas quatro edições para inscrição de voluntários, de acordo com Marcia Helena do Nascimento Lorentz, pró-reitora de Gestão de Pessoas da UFSM. Na última, apenas um servidor preencheu os requisitos, mas outros 14 profissionais de Enfermagem se dispuseram a atuar no Husm por outros meios. Dos 28 voluntários desde o começo da pandemia, metade eram vinculados ao Departamento de Enfermagem, do Centro de Ciências da Saúde, e Departamento de Ensino, do Colégio Politécnico. São profissionais de diferentes formações: biólogos, enfermeiros farmacêuticos, químicos, nutricionistas e técnicos de laboratório.

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Uma das voluntárias mais recentes é a enfermeira Carla Brites, de 32 anos, que estava locada no Departamento de Enfermagem há três anos. Lá, ela trabalhava com estudantes, em aulas práticas, e no Laboratório de Enfermagem. Agora, ela trabalha com pacientes com Covid-19 internados nos 15 leitos semi-intensivos abertos no começo de março. Outros 13 colegas também se disponibilizaram para formar a equipe que viabilizou a abertura dos leitos.


Foto: Renan Mattos (Diário)
Carla Brites atua na linha de frente contra a Covid-19 desde o começo de março

- É um auxílio junto aos colegas do hospital, que estão tão sobrecarregados neste momento - justifica.

Carla atua em jornadas de seis horas, que variam entre manhã e tarde. Ela também é voluntária nas ações de vacinação contra a Covid-19, assim como cerca de outros 50 servidores da Federal. Ela ainda cumpre parte da carga horária no Departamento de Enfermagem, onde segue com as atribuições de origem. A decisão de atuar na linha de frente contra o coronavírus foi conversada com a família.

- Eles ficaram um pouco preocupados. Mas é a minha profissão, estou dentro de uma universidade, da qual o hospital faz parte também. É o momento de ajudar - relata a enfermeira.

Conforme Marcia, parte dos servidores foram removidos temporariamente do setor de origem para dedicar a jornada de trabalho integral ao Husm. Outra parte, como é o caso de Carla, mantêm a atividade no setor de origem, apenas com parte da carga horária disponível ao hospital. Não há reposição de servidores na unidade de origem. As atividades são absorvidas por outros colegas. As portarias de remoção temporária são emitidas com prazo de 6 meses, sendo prorrogadas, caso haja necessidade de permanência do profissional no Husm.

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Os voluntários desempenham, no Husm, funções de triagem, assistência direta a pacientes fora e dentro da área Covid, acompanhamento e inserção de dados em plataformas de controle e atuação em laboratórios, entre outras atividades.

60 HORAS SEMANAIS DE DEDICAÇÃO

Durante a pandemia, a enfermeira Rosinara Ribeiro dos Santos Cornelio, de 50 anos, dedica uma considerável parte do seu tempo a cuidar de outras pessoas. Ela é uma das servidoras da UFSM que, ainda no ano passado, se disponibilizou a atuar na linha de frente contra a Covid-19 dentro do Husm. Anteriormente, ela cumpria as 30 horas de trabalho no Hospital Veterinário da instituição. Além disso, ela trabalha outras 30 horas por semana nos plantões noturnos na área infantil do Pronto-Atendimento Municipal, no Bairro Patronato.


Foto: Renan Mattos (Diário)
Rosinara acumula 60 horas de trabalho por semana como enfermeira

- Penso que, nesse momento da pandemia, nada mais certo que eu estivesse atuando junto ao hospital de humanos, no cuidado das pessoas, colaborando com os demais colegas. Os profissionais também acabam adoecendo, familiares, e vai havendo uma diminuição na mão de obra - conta Rosinara.

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Atualmente, ela atua no pronto-socorro do Husm. Quando chegou ao hospital, ainda em maio do ano passado, ela trabalhou na coleta de testes da Covid em funcionários do hopistal. Rosinara conversou com a reportagem na terça-feira, no início da tarde, após uma noite de apenas uma hora de sono, por conta da sequência de trabalho. Nascida em São Sepé e formada em Enfermagem pela Unifra, Rosinara trabalha como enfermeira para o município há 21 anos e, desde 2010, é servidora da UFSM. Para ela, os últimos meses de pandemia têm sido marcantes, seja pela dedicação dos profissionais no cuidado dos pacientes, seja pela tristeza da perda de tantas vidas.

- Tem famílias que estão sendo dizimadas. Tem momentos que a gente fica mais triste ainda, fica difícil se manter estável. A gente se solidariza com as famílias. Eu perdi parentes, vários conhecidos. Às vezes a gente fica sem palavras com o familiar, e hoje não se pode nem dar um abraço - lamenta.



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