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VÍDEO + FOTOS: obra da Central de UTIs do Husm está em fase final

Previsão é que prédio seja entregue à UFSM pela empresa responsável até 5 de novembro

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Foto: Pedro Piegas (Diário)


Foto: Pedro Piegas (Diário)
Na última quinta-feira, equipe fazia os últimos reparos antes da obra ser finalizada

A tão aguardada obra da Central de UTIs do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) entrou na reta final e está em fase de finalização. De acordo com a Pró-Reitoria de Infraestrutura (Proinfra) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a previsão é que a estrutura seja entregue pela empresa responsável até 5 de novembro.  A obra teve início em 26 de agosto de 2013, passou por seis processos licitatórios e estava parada de 2018 a abril deste ano, quando foi retomada em caráter emergencial.


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No último dia 19, uma vistoria de recebimento preliminar foi realizada pela Proinfra no prédio, ocasião em que foi apontada a necessidade de realização de alguns reparos, como pintura e instalação.

- A parte interna está prevista para esta data, mas em função da chuva que começou na sexta e permanece hoje (segunda), talvez atrase uns dias, para colocação das placas externas e pintura - explica o pró-reitor José Mario Doleys Soares.

Em abril, a UFSM havia lançado uma licitação para a compra e instalação de 65 estativas - painéis hospitalares de teto que possuem parte elétrica, eletrônica, ponto de gases e suportes para de prateleiras, gavetas, suportes para soros e infusão. Conforme o engenheiro civil Daniel Sacchet Barin, responsável pela obra, as estativas devem ser instaladas nesta semana pela empresa vencedora da licitação. Dessa forma, fica faltando apenas a ligação elétrica, de lógica e de gases dos equipamentos.

Para que a Central de UTIs entre em funcionamento, no entanto, ainda falta a conclusão de algumas etapas e processos. Os demais equipamentos que serão utilizados pelo complexo hospitalar já foram adquiridos e também precisam ser instalados, o que deve ocorrer após a entrega da obra ao Husm, por parte da UFSM.

- No momento, nós não podemos fazer nenhum tipo de planejamento e nem previsão em relação à transferência dos leitos antes de receber a obra. Antes dessa data, não temos como fazer nenhum tipo de projeção. Os equipamentos que já vieram foram testados pelas equipes. Já em relação aos recursos humanos, não temos nenhuma perspectiva de contratação de pessoal específico para essas UTIs. A ideia é fazer com o que a gente tem - ressalta o médico Itamar Riesgo, presidente da Comissão de Acompanhamento técnico da obra.

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Atualmente, o Husm conta com 60 leitos de UTI, sendo que 15 são exclusivos para o enfrentamento da Covid-19. Há pouco mais de 10 dias, um outro edital, o de mobiliário, foi publicado no site da UFSM, com menção a 82 leitos no total para a Central: 20 leitos de UTI Adulto, 10 leitos de UTI Cardiológica, 10 leitos de UTI pediátricos e 42 de UTI neonatal - sendo 20 para recém-nascidos, 16 para a unidade intermediária e seis para a unidade canguru. No entanto, conforme Riesgo, ainda não ficou definido quantos leitos entrarão em funcionamento em um primeiro momento:

- A transferência vai ser gradual, até porque vai demandar uma série de coisas. A gente não sabe quantos leitos vamos conseguir ativar inicialmente, vamos definir isso a partir da data que recebermos a obra. Mas vai ser um divisor de águas, com certeza.

Em relação à possibilidade de ampliação de leitos Covid, o médico comenta que o assunto deve ser debatido após a entrega da obra ao hospital.

HISTÓRICO
A obra foi retomada em 8 de abril, depois de ficar quase dois anos parada. A retomada foi em caráter emergencial para reforçar a rede hospitalar de Santa Maria e da região no combate à pandemia do novo coronavírus.

Ainda em abril, o Ministério da Educação (MEC) liberou recursos à UFSM, garantindo R$ 12 milhões junto ao governo federal para ações de combate ao novo coronavírus. A construção tem um custo total de R$ 4,4 milhões. Já foram empregados cerca de R$ 7,1 milhões para a compra de equipamentos para a Central de UTI. Além disso, o recurso também foi utilizado para a compra de EPIs, insumos, produção de álcool em gel e também para a aplicação de exames RT-PCR.

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