aedes aegypti

VÍDEO: em ano de surto, Santa Maria contabiliza mais de 230 casos de dengue

Epidemia foi controlada no segundo semestre do ano, mas índice de infestação do mosquito ainda exige atenção

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Foto: Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Agentes de saúde pública fizeram coleta de amostras em residências do Bairro Campestre do Menino Deus na manhã desta quarta-feira

A retrospectiva de 2020 traz, além das marcas de uma pandemia, um surto de dengue e zika em Santa Maria. No total, foram registrados 233 casos de dengue e 28 de zika este ano. No pico do surto, em abril, houve 116 confirmações de dengue. A título de comparação, nos últimos sete anos, o maior número de casos de dengue confirmados havia sido de oito pacientes, em 2013. A dengue e zika são arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e a presença de reservatórios de água parada pode fazer com que o vetor se prolifere. Apesar do surto ter sido controlado ainda em agosto, alguns bairros da cidade têm índice de infestação média do mosquito, o que inspira cuidados, especialmente no verão.


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Segundo o coordenador técnico de campo da Vigilância Ambiental em Saúde, Denoide Mezeck, em nenhum dos casos de dengue e zika os pacientes tiveram complicações graves e ninguém precisou de internação hospitalar. Três gestantes tiveram diagnóstico de zika na cidade, o que poderia causar problemas como a microcefalia, mas nenhum recém-nascido teve má formação. 

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A maioria dos casos de dengue eram autóctones, ou seja, a doença foi contraída dentro da cidade. Somente dois casos eram importados. O bairro campeão de casos foi o Nova Santa Marta, com 131 moradores infectados. Em segundo lugar ficou o Bairro Nossa Senhora do Rosário, com 19 casos confirmados, e em terceiro, o Bairro Salgado Filho, com 13.

Todos os casos foram de dengue clássica e não da dengue hemorrágica, quando o quadro do paciente se agrava. Segundo Denoide, a dengue hemorrágica ocorre quando há a recontaminação de uma pessoa que já teve um tipo de dengue por um segundo tipo. O cenário indica que somente um tipo viral circulou em Santa Maria.

INVESTIGAÇÃO
Os agentes da Vigilância em Saúde são responsáveis por fazer o trabalho de tratamento ou eliminação dos depósitos de água parada pela cidade. A fiscalização chegou a visitar mais de mil residências por semana em maio, durante o pico da doença.

Com base nos bairros com maior número de infectados, entre novembro e dezembro deste ano, a Vigilância em Saúde deu início à investigação do índice de infestação do mosquito nesses locais. Além dos três primeiros colocados no ranking, entraram na amostra os bairros Tancredo Neves, Juscelino Kubistchek, Patronato e Camobi, que também tiveram registros de dengue e zika.

Para isso, os profissionais fizeram o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), pesquisa feita com uma metodologia desenvolvida pelo Ministério da Saúde. O estudo captura e contabiliza o número de larvas do inseto por prédio ou terreno para avaliar estatisticamente qual é o grau de infestação do mosquito na cidade.

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O resultado apontou um índice médio nos bairros Nova Santa Marta, Patronato, Juscelino Kubistchek e Tancredo Neves. Nos bairros Salgado Filho e Camobi a presença das larvas foi considerada baixa. Para Denoide, o levantamento teve saldo positivo, já que havia o medo de reinfestação nestes pontos da cidade.

- Olhamos com atenção para essas áreas para entender se tínhamos conseguido inibir a disseminação ou se estava ocorrendo uma subnotificação. Hoje podemos dizer que tem o mosquito na cidade, mas a situação não é tão preocupante quanto antes - explica Denoide.

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Piscinas exigem atenção no período de férias

PREVENÇÃO
O coordenador lembra que uma das causas do surto foi a falta de atenção com o acúmulo de água nos pátios e terrenos.

- Tínhamos, nos últimos dois anos, uma infestação relativamente alta, ou seja, tinha mosquito na cidade. Este ano fomos "contemplados" com a visita de alguém que estava doente e com o mosquito, e a doença se espalhou - relembra.

A dona de casa Franciele Schutz da Silva, 38 anos, moradora do Bairro Campestre do Menino Deus, onde os agentes faziam a fiscalização na manhã da última quarta-feira, diz que toma uma série de medidas preventivas para evitar a infestação do mosquito:

- A piscina a gente faz a manutenção diária, até mesmo no inverno. Sempre mantenho com bastante cloro e coberta, até porque tenho criança pequena, e tem também os drenos d'água para não ter água empossada. Eu não tenho vaso de flores dentro de casa, para não ter água parada dentro dos vasos, e os que eu tenho aqui fora tenho floreiras no chão para não ter o potinho que estoca água. Também deixo o pátio sempre limpo - enumera.

E os cuidados para evitar um novo surto não são somente com a prevenção da proliferação do mosquito. É importante que os pacientes com sintomas da doença procurem a unidade de saúde mais próxima de casa para que os casos suspeitos sejam notificados e identificados.

Tire suas dúvidas e veja como evitar dengue e zika

Fique atento aos sintomas

  • Dengue - Febre alta (acima de 38.5°C), dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo 
  • Zika - "Vermelhão" em todo o corpo com muita coceira depois de alguns dias, febre baixa, muitas vezes não sentida, conjuntivite (olho vermelho) sem secreção, dor muscular, dor de cabeça e dor nas juntas
  • Se identificar os sintomas, o usuário deve procurar uma unidade de saúde e não tomar ácido acetilsalicílico ou AAS. É que a medicação pode aumentar a circulação sanguínea e piorar sintomas

Como evitar o mosquito

  • Mantenha a caixa d'água sempre fechada 
  • Encha de areia, até a borda, os potes e os vasos de plantas
  • Não deixe a água da chuva acumular em recipientes
  • Mantenha tampados tonéis e barris de água
  • Guarde garrafas de cabeça para baixo
  • Recolha seus resíduos
  • Use repelente
  • Utilize inseticida em locais escuros (perto do chão e proximidades de piscina)
  • Atenção às piscinas, especialmente as de plástico

*Colaborou Maurício Araújo


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