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VÍDEO: depois de 8 anos, obra da Central de UTIs é entregue ao Husm

Local ainda não tem data para recebimento dos leitos que hoje funcionam em outro prédio do hospital

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Foto: Fotos: Renan Mattos (Diário)


Foto: Renan Mattos (Diário)/

Um processo licitatório já leva tempo. Para demorar mais, somente se forem três desses. Foi o que aconteceu com a obra da Central de UTIs do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), a qual foi entregue nesta quarta-feira pela Pró-Reitoria de Infraestrutura (Proinfra) da UFSM, depois de oito anos e três rescisões de contrato. A partir de agora, o hospital é quem fica responsável pelos próximos trâmites da abertura.



Em 2021, Central de UTIs será responsabilidade do Husm

Para a Proinfra, a entrega foi um presente de Natal agora que a administração do espaço é do Husm. O pró-reitor de Infraestrutura, José Mario Doleys Soares, celebra a etapa, mesmo com as dificuldades:

- É um prédio que tem uma história longa de atraso e abandono de construtoras. Finalmente, apesar de um ano muito difícil, fechamos 2020 com esta obra concluída.

No entanto, ainda não há data para que o novo espaço seja inaugurado. Na próxima semana, uma equipe do Husm vai fazer a vistoria no local. Além disso, será iniciada uma série de limpezas. Primeiro, é necessário remover o pó, o qual indica a obra recente, caixas de materiais e fazer a limpeza dos vidros. Depois, é feita a desinfecção hospitalar. Somente então o espaço está apto a receber os leitos.

Husm fez mais de 3 mil procedimentos contra o câncer de pele neste ano

Depois da entrega, ainda é necessário instalar os equipamentos e mobiliário. Entretanto, a transferência das unidades clínicas não é tão simples. Como os leitos da UTI estão ocupados e ligados a aparelhos, o procedimento de transferência envolve estabilizar o paciente, ligá-lo a equipamentos de transferência para, enfim, levá-lo à central.

Para a superintendente do Husm, a doutora  Elaine Resener, a central tem relevância pelo atendimento à comunidade das regiões Central e Oeste do Estado. Além disso,  ela encara como um espaço que valoriza a formação de novos profisisonais.

- Nós temos um importante papel de formar especialistas intensivistas. Isso nunca se tornou tão evidente como neste ano, em que faltam esses profissionais no país inteiro - defende.

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Além dos 15 leitos de UTI Covid já existentes, que devem ficar no segundo andar, todas as UTIs do Husm serão transferidas. Não há previsão de abertura de novos leitos por enquanto, e o Husm deve ficar ainda com o total de 60 leitos já existentes. Depois da transferência dos 60, o prédio novo terá espaço para abrigar mais 22 leitos. 

HISTÓRICO 

  • A obra começou em agosto de 2012 e tinha previsão de término em dois anos
  • Em julho de 2013, após discussões entre UFSM e empreiteira, o contrato foi rescindido
  • No mês seguinte, em agosto de 2013, um novo contrato foi firmado com uma segunda empresa
  • Em 2015, a construtora responsável iniciou um debate com a UFSM sobre reequilíbrio financeiro. Em 2016, o contrato foi encerrado
  • Ainda em 2016, em abril, uma terceira empreiteira assinou contrato com a UFSM. O prazo de entrega foi prorrogado, mas o contrato foi rescindido em 2018
  • Em julho de 2019 foi lançado mais um edital de licitação, porém a empresa foi considerada inabilitada. Em outubro do mesmo ano, a situação se repetiu
  • A obra foi retomada outra vez em abril de 2020 em caráter emergencial, já nos primeiros dias de pandemia na cidade

*Colaborou Leonardo Catto

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