reinfecção ou reativação?

VÍDEO: caso de gabrielense que testou positivo duas vezes para a Covid-19 será avaliado pela Fiocruz

Vigilância Epidemiológica do Estado encaminhará amostras para o Rio de Janeiro, onde será feito o sequenciamento genético do vírus

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O caso do gabrielense de 29 anos que testou positivo para a Covid-19 pela segunda vez em um intervalo de dois meses será avaliado pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. A informação é da Vigilância Epidemiológica do Estado, que disse que o caso só chegou ao conhecimento do órgão, oficialmente, na manhã desta quarta-feira, por e-mail.

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O secretário municipal de Saúde, Ricardo Coirolo, disse que a pasta encaminhou à Secretaria Estadual de Saúde (SES) toda a documentação sobre o caso:

- O Estado vai investigar para que se tenha ideia se é uma reinfecção ou reativação do vírus. Na reinfecção, o paciente teria tido contato com o vírus, em maio, em Sergipe, e teria tido um novo contato com um outro vírus aqui no município, ou no seu deslocamento para cá e desenvolvido a doença. A reativação seria ter o contato com o vírus, e esse vírus teria que ter ficado latente, e, na vinda para cá, o paciente acabou baixando a imunidade, e o vírus teria se manifestado - comentou o secretário, que gravou um vídeo comentando o caso:

Conforme a coordenadora do Comitê de Combate à Covid-19, a médica Kátia Raposo Pereira, quando o paciente tem dois exames positivos, o sistema E-SUS identifica pelo CPF e o Centro Operacional de Emergência (Coe) do Estado avalia a razão.

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- A gente só referiu esse caso porque deu positivo novamente, dois meses depois, mas pode ter um (teste) RT-PCR positivo por até três meses, que é o teste que busca detectar o RNA do vírus. Tem que haver laudo de infectologista, a avaliação por uma comissão para dizer do que se trata. A gente sabe que vai ser avaliado e pode ser uma reativação viral. Não dá para dizer que se trata de reinfecção - avalia.

O secretário de saúde do município ainda disse que a informação foi lançada no sistema em julho, mas que o Estado não teria dado a devida atenção ao caso.

- Em uma entrevista que dei a uma emissora local o caso acabou tomando uma repercussão maior. Agora mandamos um e-mail com toda a documentação novamente para o Estado para que eles façam a análise - comenta.

SEQUENCIAMENTO GENÉTICO 
O governo do Estado informou que "possíveis casos de reinfecção não são determinados unicamente com a detecção em dois ou mais exames com datas diferentes. Isso porque o conhecimento que se tem do coronavírus até agora já apontou casos de infecção prolongada, quando o vírus é detectado por longos períodos na pessoa, mesmo em assintomáticos".  

Quando há, então, um caso que pode se enquadrar como uma possível reinfecção, a SES faz a busca pelas duas ou mais amostras que essa pessoa coletou. Nesse caso, os laboratórios devem manter um banco das amostras dos testes realizados, seja no Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen-RS), ou no Lacen de outro estado, e até mesmo a rede privada.

Essas amostras são, então, encaminhadas para a Fiocruz no Rio de Janeiro, onde é feito o sequenciamento genético do vírus para que possa ser determinado se é o mesmo agente ou uma mutação. Ainda conforme a SES, "diferentemente dos exames de RT-PCR, essa é uma análise científica de maior complexidade e que pode levar um prazo maior para que se possa ter um resultado determinante".

CASOS NO MUNDO E NO BRASIL 
Na última segunda-feira, cientistas de Hong Kong relataram que um paciente teve a doença duas vezes. Os pesquisadores testaram o código genético e descobriram diferenças nítidas entre os vírus responsáveis pela primeira e pela segunda infecção. O paciente, um homem de 33 anos, com bom histórico de saúde, foi infectado pela segunda vez 142 dias depois da primeira infecção.  

Um dia depois, um canal de televisão holandês relatou dois novos possíveis casos de reinfecção, um na Bélgica e um na Holanda, que estão em investigação. Em todo o mundo, investigações de casos suspeitos de reinfecção intrigam cientistas, que se debruçam em pesquisas para compreender não só como o organismo reage a uma segunda contaminação, mas também o processo de evolução e mutação do vírus na população.

Os primeiros casos reportados de possível reinfecção em fevereiro, no Japão, parecem casos de pacientes que continuaram a expelir material genético viral após um longo período de tempo.

O Hospital de Clínicas de São Paulo também investiga sete possíveis casos de reinfecção pelo novo coronavírus. Os pacientes estão sendo acompanhados há duas semanas. Cinco dos sete pacientes são profissionais de saúde. Outros casos de possível reinfecção também estão sendo investigados no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

* Com informações da Folhapress 


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