covid-19 em santa maria

VÍDEO: após dois meses, serviço de telemedicina encerra consultas online

Durante este período, a Lauduz, pioneira na telemedicina gratuita em combate ao coronavírus no país, realizou 3.790 atendimentos

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Foto: Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
A médica Isabel Lotti foi uma das voluntárias da  
plataforma e destaca a importância da segurança neste processo

A Lauduz Covid-19, primeira plataforma de telemedicina gratuita do Brasil a ser criada para auxiliar no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, encerrou o serviço de consultas online no último domingo.

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Criado emergencialmente para dar o primeiro combate à Covid-19 na cidade, o serviço realizou 3.790 atendimentos por videochamadas desde quando começou a funcionar, em 20 de março.

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O criador da plataforma, o estudante do sétimo semestre de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Wilson Zatt, conta que levou três dias para executar o primeiro sistema que proporcionou o início dos atendimentos:

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- Eu estava em um intercâmbio de trabalho nos Estados Unidos e estava no aeroporto, voltando para casa, quando eu vi que o pessoal no Brasil estava meio perdido ainda. No final de 2018 e começo de 2019 eu fiz um outro intercâmbio, em Moçambique, na África, e lá tive me despertou esse propósito em querer unir a medicina com a tecnologia, para impactar mais pessoas. Quando retornei para o Brasil agora em março, quis tentar fazer alguma coisa para ajudar e pensei na telemedicina. Comecei a desenhar um plano para tentar fazer um sistema inicial, falei com a reitoria e em três dias ele estava pronto.

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Zatt conta que foram mais de mil horas de trabalho para colocar a plataforma no ar.

- Me sinto absurdamente grato, fico relembrando os tempos de Moçambique e vejo que tudo fez sentido e valeu a pena. É uma sensação muito boa de poder contribuir com uma coisa que vai ter tanto impacto na vida das pessoas - fala.

A médica do trabalho Isabel Castro Lotti, que trabalha no Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo, foi uma das cerca de 300 pessoas que se voluntariaram no projeto.

- Foi bastante interessante, uma experiência muito enriquecedora. É uma novidade trabalhar com a telemedicina para descobrir e entender as queixas dos pacientes em um formato completamente diferente daquilo que estamos acostumados. Mas nós sempre mantivemos uma preocupação em adotar os processos mais seguros possíveis nesse processo de atendimento, e foi uma experiência que nos trouxe bastante segurança também - relata.

O médico infectologista Fabio Lopes Pedro, um dos idealizadores da iniciativa, destaca a importância do serviço, que se manteve em funcionamento por mais de dois meses.

- Iríamos ficar 40 dias e acabamos ficando um mês a mais. A gente acredita que as pessoas competentes para organizar o serviço de saúde cumpriram sua missão, sabemos que os serviços estão disponíveis e as duas centrais telefônicas continuam operando - lembra o especialista, que também ajudou a criar os outros dois serviços de telemedicina que continuam em funcionamento em Santa Maria - o Disque Covid, da UFSM, e o Alô, Doutor, da Unimed.


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