Santa Maria

VÍDEO: 'ainda não dá para dizer que estamos no pico da doença', avalia especialista

Médico epidemiologista da Vigilância em Saúde, Marcos Lobato participou de entrevista ao vivo no Direto da Redação e tirou dúvidas sobre a situação da pandemia na cidade

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Foto: Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Médico epidemiologista e professor da UFSM falou sobre a situação da pandemia na cidade em entrevista ao Direto da Redação na manhã desta quarta-feira


Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)/Médico epidemiologista e professor da UFSM falou sobre a situação da pandemia na cidade em entrevista ao Direto da Redação na manhã desta quarta-feira

Nas últimas semanas, os santa-marienses vêm observando os números de casos e mortes relacionados à Covid-19 aumentarem na cidade. No último boletim divulgado pela prefeitura, na noite de terça, eram 4.452 casos confirmados e 69 óbitos. Só na terça-feira, seis mortes foram confirmadas, o maior registro em um único dia até então. 

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As estatísticas preocupam e também chamam a atenção para o atual momento em Santa Maria. De acordo com Marcos Lobato, médico epidemiologista da Vigilância em Saúde, ainda não se pode afirmar que o município atingiu o pico da pandemia. Segundo ele, é preciso manter as medidas de prevenção e enfrentamento ao vírus. Na manhã desta quarta-feira, o especialista, que também é coordenador do Centro de Referência Municipal de Covid-19 e professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participou ao vivo do programa Direto da Redação, na TV Diário e no Facebook, e respondeu a dúvidas de leitores e espectadores sobre a situação da doença no município (veja a entrevista completa abaixo). 

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- Ainda não dá para dizer que estamos no pico da doença, porque dizer isso significa que logo depois essa curva vai cair, que é o que tem acontecido, em geral, nos outros lugares do mundo e do país. Antes de termos certeza que chegamos no pico, temos que ter pelo menos uma estabilização de novos casos ao longo de um período, que pode ser de uma a duas semanas. Isso é o que chamamos de platô - explica. 

Para Lobato, a curva de casos em Santa Maria deve se comportar de forma parecida à de casos do Brasil, que atingiu um número máximo diário, permaneceu em um platô (estabilidade) longo e, agora, está reduzindo. 

- Isso não significa que teremos uma queda imediata. Como temos visto nesta pandemia, temos que esperar estabilizar. Já aconteceu de termos alguns lugares do país com picos de casos, quedas importantes, e novamente outros picos - salienta. 

ALERTA
Por conta disso, o epidemiologista alerta para que as pessoas aguardem o resultado de testes de Covid em isolamento, evitando sair à rua ou realizar atividades fora de casa, para evitar a circulação do vírus. 

- A gente ainda está longe de um momento que possamos dizer que o vírus já passou, portanto, as medidas que falamos desde o início estão valendo tanto quanto em qualquer outro momento da pandemia. Nós não podemos relaxar com essas medidas - enfatiza Lobato. 

HOSPITALIZAÇÕES
Até as 15h09min desta quarta-feira, a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município estava em 71,6% - com 78 dos 109 leitos ocupados. Conforme Lobato, a média de hospitalizações tem oscilado entre 60% e 70% na cidade, tendo chegado, em alguns momentos ao longo do dia, perto dos 80%. 

- O que nós costumamos analisar, também, é o número de internações que aconteceram ao longo de um período. E esse número tem aumentado lentamente nas últimas semanas, o que é um indicador que mostra que o número de casos tem realmente aumentado na cidade, principalmente casos moderados e graves, que geram essas internações hospitalares - afirma. 

RECUPERADOS
Em relação ao número de pacientes considerados recuperados - 3.462, segundo o boletim de terça-feira - em Santa Maria, o médico ressalta que o município está conseguindo manter um percentual alto, o que indica que, apesar dos óbitos registrados, há resolubilidade:

- O número de recuperados é cumulativo, sempre vai crescer desproporcionalmente aos demais, porque estamos acumulando casos desde o início da pandemia. Quando a pessoa é infectada, ou ela se recupera, ou, infelizmente, vai a óbito. Os números nos mostram que estamos conseguindo resolver os casos mais graves, senão teríamos muito mais óbitos.

MÁSCARAS
Em função do aumento no número de casos nas últimas semanas, a prefeitura decidiu antecipar a publicação da lei e do decreto que normatizam a aplicação da Lei das Máscaras em Santa Maria. Inicialmente, o prazo previsto era a primeira quinzena de outubro. Porém, como o município teve uma incidência maior de casos e, inclusive, de mortes, o Executivo municipal antecipou a aplicação da regra. Sendo assim, as pessoas que usam de maneira incorreta, serão orientadas a usá-la de forma adequada. A multa para quem for flagrado sem máscara varia de R$ 106 a R$ 568. 


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