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Santa Maria registra dois casos de mormo em equinos neste ano

Doença não era registrada desde 2015 na cidade. Os dois cavalos foram eutanasiados

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Santa Maria passou cinco anos sem ter novos registros de mormo. O último caso havia sido em 2015. Depois desse período, o primeiro foi confirmado em agosto deste ano. Próximo do fim, 2020 teve um total de dois registros conforme a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR). 

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O segundo caso, assim como o primeiro, foi registrado no CTG Sentinela da Querência. Somente no CTG, foram testados 40 equinos neste ano. A SEAPDR aponta que este foi o único foco da doença na cidade. 

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O animal foi eutanasiado na semana passada. Segundo o patrão do Sentinela da Querência, Renato Bissaque, o CTG deve se adequar às medidas que a inspeção veterinária determinar. Até o momento, contudo, apenas foram coletadas novas amostras dos animais que ficam no local.

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Em outubro, Coió, o cavalo de 15 anos que foi o primeiro caso de 2020, foi eutanasiado. O tempo entre o diagnóstico e a eutanásia se deu devido a um entrave judicial. A justificativa do proprietário, na época, era de que o animal foi o único com resultado positivo para a doença no CTG. Já o proprietário do outro cavalo concordou com o sacrifício logo após o diagnóstico.

TESTAGEM
Mesmo que os registros se concentrem em um local, a SEAPDR acredita que tenham sido testados mais animais na cidade, já que a testagem é obrigatória para participação de eventos. Quando os laboratórios têm resultados positivos, a pasta é notificada.

Em todo ano, a secretaria conta com 40 casos de mormo no Rio Grande do Sul. O número é quatro vezes maior que o informado em 14 de setembro, quando eram 10 casos 

SOBRE OS EXAMES

  • A coleta de amostras de rotina faz parte de uma lista maior de exigências especificadas pela IN 06/2018 para declarar uma área como zona livre de mormo - tais como controle de trânsito animal, controle de fronteiras, registro de proprietários, entre outros 
  • Os métodos oficiais utilizados para o diagnóstico do mormo no Brasil e, consequentemente, adotados no Estado do Rio Grande do Sul, são os de Fixação do Complemento (FC), ELISA (testes de triagem), previstas na IN 06/2018 
  • Também pode ser utilizado para diagnóstico confirmatório e conclusivo o método de diagnóstico molecular e bioquímico de Western Blotting (WB) 
  • Todos esses métodos estão previstos nas inúmeras recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e foram utilizados por países como os EUA e a Inglaterra, que obtiveram sucesso na erradicação do mormo 

SOBRE A DOENÇA

  • Mormo é uma enfermidade infecciosa, de caráter agudo ou crônico que acomete, principalmente, equídeos, podendo também acometer o homem, os carnívoros e eventualmente pequenos ruminantes 
  • O agente etiológico do mormo é a bactéria Burkholderia mallei, um bacilo gram negativo responsável por alta taxa de mortalidade de equídeos. Quando afeta o homem a doença é altamente letal
  • Os sinais clínicos mais frequentes são febre, tosse e corrimento nasal (purulento que evolui para sanguinolento), além de prostração, pústulas na mucosa que evoluem para úlceras, abscessos nos linfonodos e dispneia. Na fase final da doença, a broncopneumonia vai levar o animal a morte por insuficiência respiratória. No entanto alguns equídeos podem apresentar-se portadores assintomáticos, forma considerada preocupante, pois um animal positivo que não manifesta sinais clínicos pode ser fonte de disseminação da doença para outros animais e para as pessoas
  • Na ausência de tratamento e de vacinas eficazes à prevenção da enfermidade, as recomendações e estratégias de profilaxia e controle estão descritas em legislação específica do Programa Nacional de Sanidade de Equídeos, a Instrução Normativa nº 06 de 2018 (IN 06/2018). Entre elas, a obrigatoriedade de exame negativo para trânsito de equídeos e participação em eventos e sacrifício de animais positivos

Fonte: Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural 

*Colaborou Leonardo Catto


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