vacinação

RS recebe doses para ampliar imunização de pessoas com comorbidades

Santa Maria deve iniciar o grupo nesta semana. Segundas doses seguem com déficit de distribuição pelo Ministério da Saúde

Leonardo Catto
Foto: Foto: Fabiano Marques (Especial/Diário)

Foto: Fabiano Marques (Especial/Diário)

A previsão da prefeitura de Santa Maria é iniciar a vacinação de pessoas com comorbidades nesta semana. Ainda não há definição de como comprovar as doenças, mas uma nota técnica do Ministério da Saúde vai definir a comprovação. Mesmo assim, cidades do Rio Grande do Sul já aplicam a vacina contra a Covid-19 neste grupo. Recentemente, o governo federal alterou a divisão e prioridade de subgrupos das pessoas com comorbidades.

Com novo óbito por Covid-19, total sobe para 553 em Santa Maria

Nesta segunda-feira, chegam 413.750 doses da AstraZeneca em Porto Alegre. A previsão de pouso da aeronave que carrega os imunizantes é para as 8h35min no Aeroporto Salgado Filho. Toda essa remessa será para a vacinação de pessoas com comorbidades. No mesmo voo, chegam as primeiras doses da Pfizer para o Rio Grande do Sul. São 32.760 doses para a primeira dose de idosos de 60 e 61 anos e pessoas com comorbidades, mas apenas de Porto Alegre. Por questões de armazenamento e transporte (a vacina da Pfizer precisa de mais resfriamento e dura menos quando exposta a temperaturas ambientes), essa remessa da será utilizada apenas na Capital.

Até o momento, Santa Maria já dispõe de 4.970 doses destinadas para esse público-alvo. A Secretaria Estadual da Saúde (SES) não divulgou quanto das 413,7 mil doses serão destinadas à cidade. Isso será definido em uma reunião da SES com o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), ainda sem data para ocorrer.

Aplicações de segunda dose em idosos dos distritos estão confirmadas

COMEÇO
O portal de monitoramento da imunização contra a Covid-19 do governo estadual aponta que 5.345 gaúchos com comorbidades já receberam a primeira dose. Entretanto, o número pode ser a partir da imunização de idosos. Porto Algre já inicia a vacinação dos primeiros grupos de comorbidades nesta segunda-feira. A expectativa, para todo o Estado, é vacinar todas as pessoas com comorbidades ainda em maio.

- Com as novas doses da AstraZeneca, vamos conseguir avançar bastante nas comorbidades, chegando até a fase 2 desse grupo e vacinando mais da metade do público total estimado, que é de pouco mais de 1 milhão de pessoas no Rio Grande do Sul. Nossa expectativa é vacinar todas as comorbidades ainda em maio - afirma a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

COMORBIDADES

  • Diabetes _ Pessoas com diabetes mellitus
  • Pneumopatias crônicas graves _ Inclui doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos ou internação prévia por crise asmática)
  • Hipertensão Arterial Resistente (HAR) _ Quando a pressão arterial permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou pressão arterial controlada com uso de quatro ou mais anti-hipertensivos
  • Hipertensão arterial estágio 3 _ Pressão arterial sistólica igual ou maior a 180 e/ou diastólica igual ou superior a 110, independentemente da presença de lesão em órgão-alvo (cérebro, coração, vasos sanguíneos, olhos, rins) ou comorbidade
  • Hipertensão arterial estágios 1 e 2 _ Com lesão em órgão-alvo (cérebro, coração, vasos sanguíneos, olhos, rins) e/ou comorbidade. Pressão sistólica entre 140 e 179 e/ou diastólica entre 90 e 109 na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade
  • Insuficiência cardíaca _ Insuficiência com fração de ejeção (capacidade de bombeamento do coração) reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independentemente de classe funcional da New York Heart Association
  • Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar _ Cor-pulmonale crônico (problema no ventrículo direito que resulta em distúrbio pulmonar), hipertensão pulmonar primária ou secundária
  • Cardiopatia hipertensiva _ Hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo (cérebro, coração, vasos sanguíneos, olhos, rins).
  • Síndromes coronarianas _ Síndromes crônicas como Angina Pectoris (estreitamento das artérias que levam sangue ao coração) estável, cardiopatia isquêmica, pós-infarto agudo do miocárdio, entre outras
  • Valvopatias _ Lesões de válvula cardíaca com repercussão na circulação do sangue, sintomática ou com comprometimento miocárdico
  • Miocardiopatias e pericardiopatias _ De quaisquer causas ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática
  • Doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas _ Aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos
  • Arritmias cardíacas _ Com relevância clínica e/ou cardiopatia associada
  • Cardiopatia congênita no adulto _ Com repercussão na circulação do sangue, crises hipoxêmicas (pouco oxigenação), insuficiência cardíaca, arritmias, comprometimento miocárdico
  • Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados _ Portadores de próteses de válvula biológicas ou mecânicas; dispositivos cardíacos implantados (marcapasso, cardiodesfibrilador, ressincronizador, assistência circulatória de média ou longa permanência)
  • Doença cerebrovascular _ Acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular
  • Doença renal crônica _ Estágio 3 ou mais e/ou síndrome nefrótica (conjunto de sinais que caracterizam uma doença renal e evolução crônica)
  • Imunossuprimidos _ Transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente superior a 10 mg ao dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses; neoplasias hematológicas
  • Anemia falciforme _ Todas as pessoas com a doença
  • Obesidade mórbida _ Índice de massa corpórea (IMC) igual ou superior a 40
  • Síndrome de down _ Trissomia do cromossomo 21
  • Cirrose hepática _ Child-Pugh (tipo de escore de classificação) A, B ou C

NA FASE 1
Vacinar proporcionalmente, de acordo com o quantitativo de doses disponibilizado

  • Pessoas com Síndrome de Down, independentemente da idade
  • Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise) independentemente da idade
  • Gestantes e puérperas com comorbidades, independentemente da idade
  • Pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos
  • Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos
NA FASE 2
Vacinar proporcionalmente, de acordo com o quantitativo de doses disponibilizado, segundo as faixas de idade de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos
  • Pessoas com comorbidades
  • Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no BPC
  • Gestantes e puérperas independentemente de condições pré-existentes

FOTOS: 2.886 idosos de 60 anos ou mais recebem primeira dose da vacina

SEGUNDA DOSE
Assim como outros estados do país, o Rio Grande do Sul tem um déficit nas vacinas para segunda dose. Ações de aplicação da dose de reforço chegaram a ser adiadas para idosos de 64 e 65 anos em Santa Maria. A prefeitura confirmou a segunda dose no Interior para esta semana.

No sábado, o Rio Grande do Sul recebeu 22,8 mil doses da vacina CoronaVac, fabricada pelo Instituto Butantan. Conforme SES, esse quantitativo deve se somar às 7,2 mil doses de CoronaVac que chegaram ao Estado na última quinta-feira, mas que ficaram armazenadas na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi), e deve, ainda ter o acréscimo de uma reserva técnica de 1.780 doses que já estavam no Ceadi. 

Com isso, a expectativa é de que essas doses - que servirão para complementar o esquema vacinal de idosos que estão com a segunda dose atrasada - sejam distribuídas aos municípios nos próximos dias. Mesmo com a nova remessa, ainda haverá atraso em segunda dose no Estado. Segundo a SES, ainda faltam 40,7 mil doses da CoronaVac para completar o esquema vacinal de gaúchos que tomaram a primeira dose em 20 de março. São, ainda 223.400 vacinados em 26 de março que aguardam a segunda dose. 


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