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Restinga Sêca confirma caso de febre amarela em bugio

É a primeira notificação da doença na Região Central neste ano

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Restinga Sêca confirmou o primeiro caso de febre amarela em um bugio. O animal foi encontrado na localidade de São Miguel do Novo, que fica próximo ao trevo de acesso ao município. A partir dessa confirmação, a cidade passa a ser considerada área de transmissão do vírus da febre amarela. Este é o primeiro caso de febre amarela confirmado na Região Central neste ano.

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Conforme o diretor da Vigilância em Saúde do município, Rafael Dorneles Kohls, o bugio morto foi encontrado em 14 de junho próximo da ERS-149, perto do trevo de acesso ao município. O trabalho de monitoramento é constante, e outros 15 animais mortos foram identificados entre abril de 2020 e julho de 2021, mas sem a confirmação do vírus.

A partir da confirmação, a estratégia de monitoramento será modificada.

- Agora temos que fazer uma busca ativa na população da região onde o animal foi encontrado. Precisamos ver se todos estão vacinados contra a febre amarela - explica Rafael.

A principal orientação é que todos que ainda não tenham se imunizado contra a febre amarela busquem pela vacina, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Apenas uma dose é suficiente para garantir a imunidade por toda a a vida. Deve ser respeitado intervalo de 14 dias entre a vacina da Covid-19 e da febre amarela.

A comunidade também deve ficar atenta à mortandade de bugios.

- É esperado que possa aparecer mais animais mortos. Se alguém ver algum caso, é importante nos informar o mais rápido possível - afirma Kohls.

A confirmação em Restinga se dá em um momento de avanço do vírus pelo Rio Grande do Sul. Até 14 de agosto, eram 103 casos confirmados de febre amarela em bugios no Rio Grande do Sul, limitados a Região Metropolitana, Serra Gaúcha, Vale do Rio Pardo e divisa com Santa Catarina. Até então, a cidade mais próxima com caso registrado era Santa Cruz do Sul.

A doença não é novidade na região. Em 2002, mortes de bugios com febre amarela foram registradas em Jaguari e municípios próximos, o que chegou a provocar o cancelamento da 17ª edição do Grito do Nativismo Gaúcho de Jaguari. Em 2009, bugios com febre amarela foram encontrados na localidade de Estância Velha, no distrito de Boca do Monte, em Santa Maria. O temor pela doença fez com que a população santa-mariense fizesse filas em pontos de vacinação - em um dia, chegaram a ser aplicadas mais de 13 mil doses.

Os primeiros sintomas de febre amarela em humanos são febre alta e repentina, dor de cabeça duradoura, falta de apetite e dores musculares.

TRANSMISSÃO

Os bugios não transmitem a doença para humanos, mas a verificação de casos nesses animais servem como alerta para a propagação do vírus. Nos humanos, em áreas urbanas, o principal vetor da doença é o mosquito Aedes aegypti, mesmo da transmissor da dengue. Restinga Sêca está na lista dos município gaúchos infestados pelo mosquito.

A FEBRE AMARELA

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, que pode ser silvestre ou urbana. O vírus é transmitido por mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. Os casos que ocorrem no Brasil são silvestres, quando o vírus é transmitido por mosquitos que vivem em áreas de mata. Desde 1942, não existem casos de febre amarela urbana, transmitida pelo Aedes aegypti. Em área de matas, a morte de primatas não humanos (epizootias) servem de sentinelas da chegada do vírus em determinada região.

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O Rio Grande do Sul não registrava a presença do vírus causador da febre amarela desde 2009. Em janeiro de 2021, foi confirmado o caso de um bugio morto no município de Pinhal da Serra, na Região Serrana, próximo à divisa com Santa Catarina. Em 15 de abril, foi confirmada a circulação do vírus no Estado, após a morte de um bugio em uma área rural de Porto Alegre. E desde o fim de abril, o Rio Grande do Sul em saúde pública por conta da febre amarela.


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