estudo

Região segue com tendência de agravamento da pandemia, segundo boletim da Fiocruz

Pesquisadores analisaram dados de 23 a 29 de maio para projetar as próximas semanas

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Comparativo entre o boletim divulgado na semana passada (acima) e o boletim desta semana (abaixo)

O boletim do InfoGripe, divulgado semanalmente pela Fiocruz, coloca o Rio Grande do Sul, mais uma vez, com probabilidade de aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Parte da incidência da doença ocorre em razão da contaminação por coronavírus.

A estimativa divulgada nesta sexta-feira é semelhante a da semana passada, que também colocava o Estado em alerta. A curto prazo (três semanas), a macrorregião Centro-Oeste, da qual Santa Maria faz parte, até mantém uma tendência de estabilização. Mas, a longo prazo (seis semanas), a probabilidade de crescimento é superior a 75%. Os principais dados analisados pela Fiocruz são de casos graves e mortes com sintomas de SRAG.

VÍDEO: Santa Maria recebe 9,1 mil vacinas contra a Covid-19 nesta sexta-feira

Segundo Marcelo Gomes, coordenador da pesquisa, a macrorregião Centro-Oeste está, atualmente, com uma média de 30 internações por síndrome respiratória a cada 100 mil habitantes, sendo que a partir de 10 internações já se considera que é um patamar elevado.

- Vemos que a situação já está muito complicada há um bom tempo e tende a piorar no Rio Grande do Sul, o que preocupa, já que os hospitais estão no limite. Tais estimativas reforçam a importância da cautela em relação a medidas de flexibilização do distanciamento - ressalta Gomes.

O cenário mais preocupante é visto nas regiões Norte, Missões, Serra e Sul. Segundo a Fiocruz, esses quatro pontos do Rio Grande do Sul têm sinal forte de alta nos casos nas últimas seis semanas. Isso significa que a probabilidade de crescimento é superior a 95%. Já as macrorregiões Metropolitana e Centro-Oeste estão com sinal moderado (até 75%) de crescimento nas tendências de longo prazo. A Região dos Vales é a única que apresenta estabilidade tanto no cenário a curto prazo quanto a longo prazo.

O levantamento da Fiocruz foi realizado com base em notificações feitas na semana passada por serviços de saúde. O boletim apresenta qual a probabilidade de cada macrorregião do Estado ter redução, se manter estável ou ter aumento nos casos.


O QUE É SRAG
A definição de síndrome respiratória aguda grave no Brasil segue o padrão da Organização Mundial da Saúde (OMS), de forma a manter o padrão entre dados de distintos países. Segundo essa definição, são classificados como casos de SRAG pacientes que apresentem febre e tosse (ou dor de garganta), além de dispneia ou saturação de oxigênio menor que 95% e dificuldade respiratória. São pacientes que necessitam de hospitalização ou que vieram a óbito tendo apresentado esse quadro de sintomas, independentemente de hospitalização.


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