bandeira vermelha

Região de Santa Maria teve piora em 8 dos 11 indicadores do Distanciamento Controlado

Piora diz respeito a velocidade do avanço da doença, incidência de novos casos e capacidade do sistema de saúde

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Foto: Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)


Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

A Região de Santa Maria, que engloba 32 cidades, passou a ser classificada de forma preliminar com a bandeira vermelha no sistema de Distanciamento Controlado do governo estadual, divulgado na tarde de sexta-feira.  

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De acordo com o levantamento completo da 11ª rodada, Santa Maria apresentou piora em 8 dos 11 indicadores levados em consideração para a classificação. Os 11 fatores são classificados em cinco grandes grupos: 1) estágio da evolução da doença na região; 2) capacidade do atendimento; 3) velocidade do avanço da doença; 4) incidência de novos casos sobre a população; e 5) mudança da capacidade de atendimento (que leva em consideração a o número de leitos livres de UTI  para atender Covid-19). Desses cinco grupos, os três últimos tiveram piora na região. 

O QUE PIOROU:

VELOCIDADE DO AVANÇO

  • variação semanal do número de novas hospitalizações por Covid-19
  • variação do número de internados por SRAG (síndrome respiratória aguda grave) em UTI
  • variação no número de confirmados em leitos clínicos
  • variação no número de confirmados em  UTI 

INCIDÊNCIA DE NOVOS CASOS SOBRE A POPULAÇÃO 

  • novas hospitalizações por Covid em relação à população
  • projeção de incidência de mortes relativa à população

CAPACIDADE DO SISTEMA DE SAÚDE 

  • número de leitos livres para cada leito ocupado por Covid-19 na região 
  • variação no número de leitos de UTI livres para atender Covid-19 na região 




ENTENDA
Conforme a nota técnica que apresenta as justificativas da classificação, dos indicadores de velocidade do avanço da doença na região, o de variação no número de hospitalizações confirmadas para Covid-19 entre as duas semanas foi da bandeira amarela para a preta. Foram registradas 26 novas hospitalizações por Covid-19 na região nos últimos 7 dias, saindo de 12 para 38 pacientes, um salto de 217%.

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Como consequência, houve piora expressiva na incidência de novos casos sobre a população, de 2,17 para 6,88 hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos 7 dias por 100 mil habitantes, o que levou a bandeira deste indicador da cor laranja para a preta também.

O mesmo aconteceu com a projeção de número de óbitos para o período de uma semana para cada 100 mil habitantes, como resultado dos quatro falecimentos registrados na semana e a piora no número de leitos de UTI ocupados na macrorregião.

No que diz respeito ao estágio de evolução da doença na região, registraram-se 73 casos ativos na última semana, ao passo que somaram 390 casos recuperados nos 50 dias que antecederam o início da semana de referência. Apesar do aumento, o resultado desse indicador permaneceu na bandeira amarela - a única dentre os 11 indicadores da região.

Além disso, a Macrorregião Centro-Oeste, da qual a região de Santa Maria faz parte, apresentou piora em três indicadores de propagação da Covid-19 e em dois de capacidade de atendimento.

Diante do agravamento da situação, a região entra em alerta, pois corre o risco de migrar para o nível de risco altíssimo. De acordo com os dados desta rodada, de uma semana para outra, a região viu saltar de 10 para 18 os pacientes de Covid-19 em UTI, de 13 para 23 os casos de UTI por SRAG e a queda de leitos de UTI livre recuou de 49 para 36.

Para atingir a bandeira preta, o arredondamento da média ponderada dos 11 indicadores deve alcançar, no mínimo, 2,5, enquanto a da bandeira vermelha é 1,5. Nesta rodada, Santa Maria ficou com média de 2,16.


REVISÃO DOS INDICADORES 

Na quinta-feira, a prefeitura de Santa Maria havia informado que, em tratativas com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o governo do Estado desconsideraria os pacientes que vieram de outras macrorregiões no cálculo da bandeira.  

No entanto, no mapa preliminar divulgado na sexta-feira, esse fator não teria sido levado em conta. Conforme o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB), a internações de pacientes de fora da macrorregião Centro-Oeste contribuiu para o fato de Santa Maria e região terem tido uma elevação significativa junto aos índices de ocupação de leitos de UTI.

- Nós temos pacientes de Cachoeirinha, de Campo Bom, de Novo Hamburgo, de Gravataí, e de Canoas. Sete dos 10 leitos do Hospital Regional estavam sendo ocupados por pessoas de fora da nossa região. Com base nisso, estamos preparando um recurso, pois é a maior injustiça que estaríamos cometendo computar esses pacientes como se fossem daqui. Não podemos ser penalizados com a bandeira vermelha por isso - comenta Pozzobom.

De acordo com o chefe do Executivo, o indicador que utiliza o número de pacientes internados iria desconsiderar, a partir de quinta-feira, casos de outra macrorregião, devendo os hospitais enviarem por e-mail a relação de pacientes internados e sua origem.

- Todos os hospitais, além de credenciar e registrar no sistema, devem informar a região de origem do paciente. Os hospitais têm obrigação de registrar os pacientes e suas localidades, o Estado não tem como adivinhar de onde vem esses pacientes. Não houve nenhuma irresponsabilidade por parte do Estado nesse sentido. Estamos analisando os dados com base nos números de hoje (sábado) para entrar com o recurso - afirma o prefeito de Santa Maria.

Com isso, a prefeitura reforçou o pedido para que os hospitais de Santa Maria informem no sistema do Estado que parte dos internados aqui veio de outras regiões do Estado, pois isso pode ajudar na reclassificação de pelo menos dois indicadores.

As prefeituras e associações regionais têm 36 horas (encerrando às 6h domingo) para apresentarem recurso por meio do formulário de on-line. Os pedidos de reconsideração serão avaliados pelas equipes técnicas do governo. A decisão será tomada pelo Gabinete de Crise na segunda-feira e, à tarde, o mapa definitivo, vigente a partir de terça, será divulgado.


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