imunização

Primeira remessa da vacina de Oxford será destinada aos profissionais de saúde

As vacinas que chegaram neste domingo ao RS devem ser destinadas prioritariamente aos trabalhadores da linha de frente contra a Covid-19

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Foto: Gustavo Mansur (Governo do RS)
Doses da vacina de Oxford chegaram neste domingo ao Estado

Depois da chegada das primeiras doses da vacina de Oxford ao Rio Grande do Sul neste domingo, o governo do Estado divulgou qual será o público-alvo que irá receber as 116 mil vacinas que já estão em solo gaúcho. De acordo com o Estado, as doses devem ser destinadas aos profissionais da saúde, principalmente aqueles da linha de frente de combate à Covid-19. 

A campanha de vacinação no RS segue as diretrizes do Plano Nacional de Imunizações, priorizando os grupos de risco. Nesta primeira fase, são os profissionais da saúde da linha de frente contra a Covid-19, idosos que vivem em instituições de longa permanência e indígenas. A divisão desta remessa de Oxford será direcionada às Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) de acordo com número estimado de profissionais de saúde de cada região. Isso porque a Secretaria Estadual de Saúde (SES) considera que as grupos de indígenas e de idosos em lares de longa permanência já foram praticamente 100% contemplados com as doses da CoronaVac, que chegaram ao Estado na última semana.

Mais de 74 mil pessoas já foram vacinadas contra a Covid-19 no Estado

Assim, as 116 mil vacinas que chegaram neste domingo devem ser destinadas prioritariamente aos trabalhadores da saúde que estão mais expostos ao vírus, no atendimento a pessoas com a doença ou suspeitas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), na rede de urgência e emergência (Samu e Unidades de Pronto Atendimento), ambulatórios de Covid-19, entre outros.

AS DOSES
Foram recebidas 11,6 mil frascos, sendo que cada um com capacidade para a aplicação de 10 doses. As vacinas que chegaram serão aplicadas em 116 mil pessoas. A segunda dose da vacina será oferecida em 12 semanas, quando há previsão de um novo repasse desse imunizante por parte do Ministério da Saúde. 

Por enquanto, de acordo com o governo do Estado, não há previsão de vacinação para os idosos que não vivem em lares de longa permanência. Por isso, ninguém deve procurar os postos de saúde neste momento, pois ainda não há vacinas disponíveis nesses locais. 

Conforme mais doses forem distribuídas daqui para frente, enviadas pelo Ministério da Saúde, progressivamente esse grupo será ampliado até a sua totalidade, além da campanha começar a abranger demais grupos de risco, como os idosos e as pessoas com doenças crônicas (comorbidades).

PRÓXIMAS ETAPAS
A Secretaria Estadual de Saúde, agora, trabalha no cálculo de quantas doses irão para cada CRS e, dentro das coordenadorias, quantas ficam para cada prefeitura. Esse cálculo é proporcional à população que integra os grupos prioritários de cada cidade, neste caso em específico, de profissionais da saúde. A maioria das doses destinadas à região deve ser para Santa Maria, que é a maior cidade da Região Central. Os dados sobre quantas vacinas virão para a região ainda não foram divulgados. 

Vacinação é o começo do fim, mas ainda há um longo caminho

Depois de fazer a conferência das doses e a separação, a SES libera as vacinas para as coordenadorias. Dessa vez, em vez de ir até a a Capital buscar as doses, a 4ªCRS vai receber as vacinas em um avião que deve chegar à cidade na tarde de segunda-feira. Depois, a coordenadoria irá armazenar as doses em seis freezers, no Setor de Imunologia. Cada umas das 32 prefeituras da região que integram a 4ª Coordenadoria deve retirar as doses correspondentes na sede do órgão. 

Na última semana, outras 8,4 mil doses de vacina contra a Covid-19 foram distribuídas aos municípios da região. Na ocasião, as doses entregues foram da CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e produzida em parceria com o Instituto Butantan. 

QUEM DEVE RECEBER AS DOSES
Trabalhadores dos serviços de saúde são todos aqueles que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde, sejam eles hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais. Desta maneira, compreende tanto os profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos, odontólogos...) quanto os trabalhadores de apoio, (recepcionistas, seguranças, pessoal da limpeza, cozinheiros e auxiliares, motoristas de ambulâncias e outros).

De acordo com o governo do Estado, para o planejamento da ação, é recomendado aos municípios a identificação dos serviços e levantamento do quantitativo dos trabalhadores da saúde envolvidos na pandemia nos diferentes níveis de complexidade da rede de saúde.

Nessa estratégia será solicitado documento que comprove a vinculação ativa do trabalhador com o serviço de saúde ou a apresentação de declaração emitida pelo serviço de saúde. Aqueles que trabalham diretamente em um serviço de saúde (hospital ou Unidade Básica de Saúde, por exemplo) recebem a dose no próprio local, de acordo com o cadastro dos funcionários e prestadores.

Essas articulações podem vir a variar conforme estrutura e organização em cada cidade, por isso é importante a pessoa buscar a informação junto ao seu município de como comprovar, onde ir e em que momento da campanha.

*Colaborou Janaína Wille

AS CIDADES DA REGIÃO
A 4ª Coordenadoria Regional de Saúde abrange 32 municípios, mas outras cidades da Região Central integram outras regionais. Confira, abaixo, como fica a distribuição:  

4ª CRS

  • Agudo
  • Cacequi
  • Capão do Cipó
  • Dilermando de Aguiar
  • Dona Francisca
  • Faxinal do Soturno
  • Formigueiro
  • Itaara
  • Itacurubi
  • Ivorá
  • Jaguari
  • Jari
  • Júlio de Castilhos
  • Mata
  • Nova Esperança do Sul
  • Nova Palma
  • Paraíso do Sul
  • Pinhal Grande
  • Quevedos
  • Restinga Sêca
  • Santa Maria
  • Santiago
  • São Francisco de Assis
  • São João do Polêsine
  • São Martinho da Serra
  • São Pedro do Sul
  • São Sepé
  • São Vicente do Sul
  • Silveira Martins
  • Toropi
  • Unistalda
  • Vila Nova do Sul

OUTRAS CIDADES
Outras cidades da região são abrangidas por outras coordenadorias regionais de saúde, veja: 

7ª CRS (sede em Bagé):

  • Lavras do Sul

9ª CRS (sede em Cruz Alta):

  • Cruz Alta
  • Tupanciretã

10ª CRS (sede em Alegrete):

  • São Gabriel
  • Rosário do Sul
  • Santa Margarida do Sul 


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