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Pesquisa aponta que Santa Maria tem três vezes mais casos de Covid-19 do que notificados

Sexta rodada do estudo coordenado pela Ufpel foi aplicado em nove cidades gaúchas no último fim de semana

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Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)

Foto: Pedro Piegas (Diário)

Foi divulgado, na tarde desta quarta-feira, o resultado da sexta rodada da pesquisa EpiCovid19, que busca entender a incidência do coronavírus na população gaúcha. O estudo, que aplicou questionários e 4,5 mil testes rápidos em Santa Maria e outras oito cidades gaúchas - que representam 31% da população do Estado - ocorreu no último fim de semana. 

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De acordo com o professor Fernando Barros, da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), foram 43 diagnósticos positivos nas nove cidades, dois deles em Santa Maria. Isso significa que, de forma geral, quase 1% da população do Rio Grande do Sul já tem anticorpo para a Covid-19, ou seja, cerca de 108,7 mil infectados. Hoje, os dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) apontam que há 62.347 pessoas diagnosticadas com o coronavírus no Estado. 

Diferente da primeira fase da pesquisa, que aconteceu em abril, que indicava que havia uma pessoa infectada a cada 2 mil, na sexta fase, o estudo indica que há um infectado a cada 104 habitantes. 

Para a professora de epidemiologia do Departamento de Saúde Coletiva da UFSM Marinel Mór Dall'Agnol, que coordena o grupo de entrevistadores em Santa Maria, a pesquisa indica que a cidade tem pelo menos três vezes mais casos do que o número de notificados apresentados até agora pela Vigilância.

- Aumentou bastante a prevalência aqui no Rio Grande do Sul, dobrou a prevalência de infectados. Aqui em Santa Maria, no penúltimo inquérito não tinha aparecido nenhum caso, e agora, na última rodada, foram três. Dois residentes sorteados e um morador. Parecem números pequenos, mas para uma pesquisa amostral é bastante. Temos que lembrar que essa pesquisa demonstra a realidade de duas semanas atrás. Ela foi feita no último final de semana, então se projetarmos para duas semanas atrás, indica que Santa Maria, em 11 de julho, seriam 2.708 notificados, enquanto a Vigilância apresentava, nesta data, 792 casos notificados- completa.

CASOS POSITIVOS

  • Santa Maria: 2
  • Porto Alegre: 18
  • Canoas: 9
  • Pelotas: 1
  • Caxias do Sul: 2
  • Santa Cruz do Sul: 2
  • Passo Fundo: 7
  • Ijuí: 1
  • Uruguaiana: 1

- Para Porto Alegre, esses 18 casos de 500, nos dá uma prevalência de quase 4% da população da capital com anticorpos, quase 2% em Canoas e quase 1,5% em Passo Fundo. Enquanto nos outro seis municípios que testamos, a prevalência está abaixo de 1% - comenta Barros. 

Questionado sobre o número em Santa Maria, o professor explica que a circulação do vírus na cidade ainda é cerca de 10 vezes menor do que em Porto Alegre, mas que o aumento ou não dos casos nos próximos dias vai depender do comportamento de cada um, como a adoção das práticas de isolamento social e o aumento da testagem. Isso vai determinar que o vírus siga controlado no município e que o sistema de saúde não entre em colapso. 

OS RESULTADOS

  • 4,5 mil testes
  • 43 positivos
  • 0,96% da população com anticorpos
  • 1 infectado a cada 104 habitantes 
  • 108.716 pessoas com anticorpos no RS
  • 1,4% da letalidade baseada nos casos positivos, enquanto a letalidade de hoje apontada pelos dados oficias do Estado é de 2,6%

CONTAMINAÇÃO DE FAMILIARES 
Nas seis fases do estudo, 162 familiares que moram junto com as pessoas que tiveram diagnóstico positivo para a doença também foram testados. A maioria deles (74%) teve resultado negativo e só 26% testaram positivo. 

- Muitas pessoas pensam que quem mora junto com alguém obrigatoriamente teve a infecção também. Mas o que aprece na nossa pesquisa, que também é corroborada em outras pesquisas, é que a infecção secundária familiar é em torno de 30%, não é como se pensava inicialmente que todos os contatos familiares também terão a doença - completa Barros. 

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SINTOMAS
Junto com os testes rápidos, os pesquisadores também aplicam questionários nos entrevistados, com perguntas relacionadas a rotina durante a pandemia. As 43 pessoas que testaram positivo também responderam sobre os sintomas. Os mais comuns foram tosse e alteração no olfato ou paladar. O menos comum foi dificuldade para respirar.

  • Tosse: 51,2%
  • Alteração olfato/paladar: 44,2%
  • Diarreia: 37,2%
  • Dor de garganta: 34,9%
  • Febre: 30,2%
  • Dificuldade para respirar: 9,3%

DISTANCIAMENTO SOCIAL
A pesquisa também revela que o número de pessoas que tem aderido ao distanciamento social tem caído desde abril. Antes, apenas um em cada cinco precisava sair de casa todos os dias. Agora, é um em cada três que sai diariamente. 

Em Santa Maria, 32,4% saem diariamente, 54,2% só saem para atividade essenciais e os outros 13,4% ficam sempre em casa. Em abril, eram 17,3% o percentual de pessoas que saiam diariamente, 59,3% das pessoas que saiam só para atividades essenciais e 23,4% ficavam em casa o tempo todo. 

As próximas etapas da pesquisa devem ser relizadasentre 17 e 17 de agosto e 12 e 14 de setembro.

*Colaborou Dandara Flores Aranguiz 


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