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Pesquisa aponta que avanço do coronavírus está estabilizado no Estado

Estudo aponta que para cada 1 milhão de habitantes gaúchos, 1.778 estão infectados, mas só um terço está registrado

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Foto: Renan Mattos (Diário)

O governo do Estado divulgou, na tarde desta quarta-feira, os resultados da quarta etapa da pesquisa EpiCovid19 sobre a incidência do coronavírus no Rio Grande do Sul. No último fim de semana, foram aplicados 4,5 mil testes rápidos e questionários em nove cidades gaúchas, incluindo Santa Maria. 

Dos 4,5 mil testes aplicados na última rodada, oito foram positivos - quatro desses em Passo Fundo, dois em Uruguaiana, um em Porto Alegre e um em Pelotas. Em Santa Maria, nenhum dos 500 participantes testaram positivo para a Covid-19.

Com os dados, a estimativa é que 20 mil pessoas tenham anticorpos da doença - na fase anterior, a estimativa era 24 mil no Rio Grande do Sul. De acordo com o reitor da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) Pedro Hallal, que coordena a pesquisa, a diminuição dos números não significa que diminuiu o percentual de anticorpos na população, mas que a prevalência da doença tem sido baixa e que essas diferenças têm ficado dentro da margem de erro estimado. 

A subnotificação, que na fase três do estudo estimou que os números reais de pessoas infectadas chegava a ser nove vezes maior do que os números contabilizados pelo Estado, caiu para três vezes, ou seja, para cada um caso notificado, existem outros três pacientes infectados. Para cada 1 milhão de habitantes, a estimativa aponta 1.778 infectados reais, mas só 580 registrados.

- Isso indica que não há um crescimento descontrolado no RS, o que é uma ótima notícia. Esses números da quarta e terceira fase não têm diferença, dá empate. A única coisa que dá para dizer que há uma estabilidade neste momento - explicou o reitor.

O governador Eduardo Leite (PSDB), que também participou da divulgação dos dados, comentou que esses dados vão de encontro com o que o Estado observa sobre as internações hospitalares de pacientes com a suspeita ou a confirmação do coronavírus, que também estão estabilizadas.

A letalidade, baseada nos casos notificadas, é de 3%. Entretanto, quando baseada nos dados da pesquisa, ela cai para 0,97% .

DISTANCIAMENTO SOCIAL
O RS está entre os três estados do país que teve maior adesão às medidas de distanciamento. Na quarta rodada, a estimativa é que 54% da população gaúcha só sai às ruas para atividades essenciais, outros 14,5% estão sempre em casa e 31,5% saem diariamente. 

Em Santa Maria, conforma a última rodada de estudos, 55,5% dos entrevistados só saem para atividades essenciais, 13,2% não saem de casa e outros 31,3% saem diariamente. Na penúltima rodada, os resultados apontavam que 61% só saiam para as atividades essenciais, 12,4% não saiam de casa e 26,6% saiam diariamente. 

SINTOMAS
Até agora, 26 pessoas que participaram da pesquisa nas quatro fases testaram positivo. Nelas, o sintoma mais frequente foi tosse, dor de garganta ou diarreia. O sintoma menos relatado foi febre.

  • Febre 3,8%
  • Dor de garganta 15,4%
  • Tosse 23,1%
  • Dificuldade para respirar 7,7%
  • Alterações olfato/paladar 7,7%
  • Diarreia 15,4%

OS RESULTADOS


FASE 1FASE 2FASE 3FASE 4
TESTES POSITIVOS26108
% COM ANTICORPOS0,05%0,13%0,22%0,18%
NÚMERO COM ANTICORPOS5.65015.06624.86020.226
1 INFECTADO A CADA2.000769454562
RELAÇÃO ESTIMADOS/ NOTIFICADOS8x12x9x3x

MAIS QUATRO RODADAS
Inicialmente prevista com quatro fases, Pedro Hallal anunciou hoje que o estudo terá mais quatro fases. Com isso, a pesquisa deve seguir monitorando a incidência do coronavírus no Estado até metade de agosto, com intervalos quinzenais em cada rodada. 

- Isso tornará esse estudo gaúcho ainda mais inédito. É muito provável que outro lugar consiga desenhar uma pesquisa com oito fases e 36 mil entrevistados - completou Hallal.

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COMO FUNCIONA
A pesquisa, encomendada pelo governo gaúcho e coordenada pela Universidade Federal de Pelotas, já teve quatro rodas nas cidades de Santa Maria, Pelotas, Porto Alegre, Canoas, Uruguaiana, Santa Cruz do Sul, Ijuí, Passo Fundo e Caxias do Sul. Ao total, são 4,5 mil testes rápidos aplicados por etapa. O custo R$ 1,5 milhão têm financiamento da Unimed Porto Alegre, do Instituto Cultural Floresta e do Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro. São doze universidades gaúchas que apoiam a pesquisa, inclusive a UFSM.

Em cada cidade, as casas que visitadas são sorteadas aleatoriamente. Em cada domicílio, um novo sorteio decide qual morador realiza o teste rápido. Para fazer o exame, é coletada uma gota de sangue do participante. Em cerca de 15 minutos, o resultado aponta se a pessoa tem o anticorpo da doença, que ainda pode estar ativa ou não. Caso o resultado seja positivo, a equipe informa como se da o encaminhamento para os órgãos de saúde.  

Todos os entrevistadores são identificados com crachás e estão com equipamentos de proteção individual: máscaras descartáveis, jalecos e sapatilhas descartáveis, luvas e óculos de proteção. Em Santa Maria, são cerca de 50 entrevistadores, todos profissionais da saúde e estudantes em fase avançada do curso de graduação.  

A PESQUISA 
O principal objetivo da pesquisa é mapear os casos de Covid-19 e acompanhar, quinzenalmente, a velocidade de disseminação do contágio. Além disso, o estudo também busca:

  • Estimar o percentual de pessoas infectadas no Estado
  • Conhecer a velocidade de propagação do coronavírus
  • Identificar o percentual da população que não manifesta sintomas da doença
  • Auxiliar os governos a definir estratégias de enfrentamento da pandemia


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