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Pelo segunda dia seguido, taxa de ocupação de leitos de UTI fica acima de 80% na região

Índice pode oscilar durante o dia, mas hospitalizações têm aumento durante a semana

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ATUALIZADA: matéria atualizada às 19h20min em 2 de dezembro de 2020

A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na região de Santa Maria - que abrange 32 municípios, conforme divisão estabelecida pelo governo do estado no modelo de Distanciamento Controlado - está em 82,2% na tarde desta quarta-feira. O índice considera os números de internação atualizados no sistema da Secretaria Estadual de Saúde (SES) de 26 hospitais.

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De acordo com o painel da SES, até as 14h07min desta quarta-feira, 106 dos 129 leitos de UTI estavam ocupados. Esse é o segundo dia consecutivo que a região apresenta índice superior aos 80%. Na última terça-feira, o número ficou em 80,6%. Dos 106 pacientes internados, 39 (36,8%) são diagnosticados com a Covid-19 e outros quatro (3,8%) com a suspeita da doença ou outra Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na UTI. Os demais 63 (59,4%) pacientes estão internados por outras doenças.

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As situações mais graves são no Hospital de Caridade de Santiago e no Hospital Regional de Santa Maria, que estão com 100% da capacidade dos leitos intensivos ocupados sendo 10 leitos no hospital de Santiago e 20 no Regional. O índice, no entanto, pode oscilar no decorrer do dia, de acordo com as altas de pacientes. Às 15h07min, o painel da SES já apontava uma pequena redução na taxa de ocupação, que caiu de 82,2% para 79,1%.

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Imagem: Reprodução (SES)

SANTA MARIA
Em Santa Maria, a situação é parecida com a da região: até as 14h07min desta quarta-feira, 80,2% dos leitos de UTI estavam ocupados. Uma hora depois, às 15h07min, o índice caiu para 77,1% - 84 dos 109 leitos em uso. Do total de internados, 34 (40,5%) são pacientes com confirmação de Covid-19, quatro (4,8%) são suspeitos de terem a doença ou outra Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), e 46 (54,8%) são pacientes com diagnóstico negativo para Covid-19, mas que estão hospitalizados por outras doenças.

Depois do Hospital Regional, que estava com todos os leitos ocupados, o Hospital de Caridade era a segunda instituição com a maior taxa de ocupação na cidade. Entretanto, de acordo com o diretor técnico do hospital, Luiz Gustavo Thomé, apesar da constante preocupação em não ter leito disponível, a situação é considerada controlada (hoje, 50 leitos de UTI, 38 estavam ocupados). Thomé garante ainda que um "plano b" já está sendo articulado e caso seja necessário, serão feitas parcerias com o Hospital São Francisco de Assis e o Hospital da Unimed para mais leitos. 

Mesmo assim, a situação geral põe em alerta os especialistas e gestores públicos em um momento em que a segunda onda do novo coronavírus começa a avançar em todo o território nacional:

- A situação estava crescendo. Estávamos chegando perto dos 80% aos poucos, cada semana tínhamos uma média de ocupação um pouco maior. Em parte, é reflexo do que já está acontecendo na região e no resto do Estado. Nós temos, claramente, uma segunda onda. Começa a aumentar o número de casos, aumentam as internações, aumenta a ocupação dos leitos e aumentam os óbitos depois. É um sinal de alerta. A gente não tem como não considerar que estamos no início de uma segunda onda por aqui. E a tentativa do governador é deixar o Estado em alerta nessas próximas semanas, para ver se evita algo pior para quando estivermos próximos das festas de final de ano. Mas isso depende muito do comportamento das pessoas - destaca o médico epidemiologista da Vigilância em Saúde Marcos Lobato, que é coordenador do Centro de Referência Municipal de Covid-19 em Santa Maria.

Segundo o especialista, a média do número de casos confirmados por semana duplicou em novembro, em comparação com outubro. Para Lobato, a estratégia mais importante no combate à disseminação do vírus no mundo inteiro tem sido testar a população e isolar, pontualmente, os pacientes sintomáticos e assintomáticos com exame positivo, para quebrar a cadeia de transmissão da doença.  

- A gente tem notado que aumentou muito a demanda nos serviços. Nós estamos com uma dificuldade que deve ser resolvida ainda esta semana, que é o atraso de no diagnóstico em função de um equipamento do laboratório da UFSM que quebrou. Como os exames estão demorando um pouco para chegar, é provável que a gente tenha um boom de confirmados daqui uns dias. Mas nós tivemos um momento de relaxamento de distanciamento físico entre as pessoas, muita aglomeração, viagens... as pessoas relaxaram nos cuidados e aí nós começamos a ter um aumento - comenta. 


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