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Nova Santa Marta é o bairro com mais casos de dengue em Santa Maria

Município tem 51 casos confirmados e 93 suspeitos da doença

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Foto: Prefeitura de Santa Maria (Divulgação)

 Na manhã de sexta-feira, 24 de abril, foi realizada uma reunião que envolveu representantes da Vigilância em Saúde, Secretaria de Saúde e 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (4ª CRS) para tratar do assunto dengue. Segundo Denoide Mezeck, coordenador técnico de campo da Vigilância Ambiental em Saúde, foi deliberado que se intensifiquem as ações de contenção ao espalhamento da doença nos bairros Nova Santa Marta e Salgado Filho. 

Em Santa Maria, a concentração maior de casos é originada do bairro Nova Santa Marta, onde já foram registrados 35 casos de pessoas doentes. Em função disso, a Vigilância em Saúde do município e a 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (4ª CRS) realizaram ações complementares de ataque ao mosquito Aedes aegypti no local e no bairro Nossa Senhora do Rosário, onde também há registros de pessoas infectadas. Ainda no fim de março, a prefeitura lançou um edital convocando 15 profissionais da área da saúde para compor o corpo de agentes de saúde e vigilância ambiental. Deste total, 8 já se apresentaram, e 7 devem assumir nos próximos dias.  

- A gente tem a Nova Santa Marta como ponto principal do surto com 35 casos até a última sexta. Temos os primeiros casos, e esse número se deve ao fato de a origem vir da mesma residência. Algumas casa têm de 4 a 5 pessoas contaminadas. Estamos tentando controlar para que não dissipe para outros lugares. Também estamos fazendo uma investigação epidemiológica com pessoas de outros bairros que possam ter tido contato com essas pessoas contaminadas - afirma o biólogo. 

Hospitais vão retomar cirurgias não urgentes nos próximos dias

Denoide explica que ainda é cedo para considerar uma epidemia. Segundo ele, a prefeitura estuda a ligação entre os casos.

- Se os casos têm ligação, é porque a contaminação tem um foco só. Se começarem a aparecer casos em lugares distantes e sem nenhuma ligação, aí sim poderemos chamar de epidemia, já que os casos aumentam. Por enquanto, estamos tratando como um surto e tentando controlar com ação direta, dedetizando os locais amplos e entrando nas casa para eliminar possíveis focos do mosquito. Para cortar esse ciclo, é importante eliminar criadouros de mosquitos, onde tem água parada. Os arroios e córregos não têm esse potencial, pois o que cria o mosquito é água parada - explica. 

Segundo o biólogo, o número realmente impressiona, e a preocupação é muito representativa porque a dengue mata muito em todo o país. Ele ressalta que a prefeitura abriu licitação para adquirir equipamento, insumos e adicionar profissionais concursados na frente de trabalho, que é intensa, pois o surto surge junto com toda a logística de cuidados com a pandemia do coronavírus.

Os número da dengue nos bairros:

Autóctones

  • Nova Santa Marta: 35
  • Patronato: 4
  • Salgado Filho: 3
  • Divina Providência: 2
  • Rosário: 2
  • Camobi: 1
  • Lorenzi: 1
  • Tancredo Neves: 1

Importados

  • Camobi: 1, de Guaíra (PR)
  • Medianeira: 1, de Bonito (MS) 

AÇÕES CONTRA O MOSQUITODenoide Mezeck diz que as ações mais fortes para conter a Dengue estão centradas nos bairros Nova Santa Marta e Salgado Filho: 

- O inseticida dá uma resolução temporária, e nesse período podemos fazer a remoção mecânica e posteriormente avaliar o retorno para fazer a dedetização local. Na próxima terça-feira, já devemos fazer essa aplicação em ruas e locais próximos às residências com casos confirmados. Enquanto houver registros na Nova Santa Marta, seguiremos dando toda atenção até ter segurança, para então atuar mais intensamente em outros bairros.  

SINTOMAS E DIFERENÇAS DA COVID-19 
Denoide explica que os sintomas da dengue são bem diferentes da Covid-19. A doença transmitida pelo mosquito causa o aparecimento de pequenas manchas vermelhas na pele, o que não se verifica na Covid-19, e dor atrás do olhos. O covid apresenta sintomas respiratórios, e a dengue não. 

- Quem tiver os sintomas deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima.Uma recomendação é que não se automediquem, principalmente com aspirina ou AAS, que aumenta o risco de hemorragias. É bem importante utilizar repelentes, pois o mosquito segue buscando sangue após picar uma pessoa, e isso vai proliferar a doença em pessoas que residam na mesma casa.

CONFIRMAÇÃO DOS CASOS
O coordenador informa que até sexta-feira, 24 de abril, os números confirmados de pessoas contaminadas com dengue em Santa Maria eram 51. Porém, ainda existem 93 casos esperando análise do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs).

- Quando a pessoa procura atendimento, é feita a análise clínica. Mas para a confirmação, é necessário coleta do sangue e envio para o Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen), que é quem vai validar. O tempo depende da disponibilidade deles. Em função do coronavírus, o fluxo de trabalho é muito grande, e tem levado até 3 dias para termos o retorno - finaliza.


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