distanciamento controlado

Nesta segunda-feira, UTI do Husm chegou a 95% de ocupação

Médicos analisam o cenário e pedem cuidados

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Foto: Foto: arquivo pessoal

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De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), até as 15h desta segunda-feira, a taxa de ocupação de leitos de UTI adulto em Santa Maria estava em 61,5%, com 56 internações. O levantamento contabiliza tanto os leitos de UTIs Covid-19 quanto de UTIs comuns, para outras enfermidades. Ao todo, o município tem 91 leitos intensivos, em oito hospitais.

Ainda de acordo com informações do Estado, o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) chegou, no início da tarde, a 95,8% de ocupação dos 24 UTIs. Desses, 10 são exclusivos para o tratamento da Covid-19, dos quais oito estão ocupados.

O chefe da Divisão Médica e diretor técnico do Husm, Humberto Palma, afirma que a situação deixa a instituição em alerta. Na opinião dele, medidas restritivas como as impostas pela bandeira vermelha são necessárias até mesmo para os municípios que ainda não têm nenhum caso da doença.

- O Husm é o recurso final da região. Eu sei das repercussões econômicas, mas temos de ter cuidados. Estamos em ascensão do número de casos, óbitos e ocupação dos leitos de UTI. Temos dificuldade de aumentar a equipe de trabalho, o processo seletivo aberto pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) não está tendo muita aderência por parte dos colegas médicos e enfermeiros - preocupa-se Palma. 

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O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS
Na opinião de especialistas da área da saúde, é hora da população se resguardar mais. Entretanto, o médico infectologista Reinaldo Ritzel afirma que, quanto à necessidade de fechamento do comércio, seria preciso analisar caso a caso, tarefa que pode ser difícil para o poder público. Mesmo assim, o aumento do número de casos confirmados na cidade, principalmente os internados nos leitos de Unidade Terapia Intensiva (UTI) o preocupa:

- Ninguém sabe dizer qual é o nível certo de isolamento, mas a melhor medida para a contenção do coronavírus é o distanciamento. No Hospital de Caridade, em três dias, lotou a CTI Covid, e a instituição teve que abrir leitos temporários. O Hospital Universitário, pelo que sei, está próximo da lotação _ diz Ritzel.

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Para o profissional, se a atividade econômica tiver condições funcionar com o distanciamento de, no mínimo, dois metros entre as pessoas, o fechamento dela pode ser revisto. Por outro lado, o descuido da população em algumas situações chama a atenção.

- Fui em um restaurante, para buscar almoço, que não precisava ser fechado. Havia distanciamento entre as mesas e não identifiquei risco. Talvez, para o poder público, seja complicado analisar caso a caso e seja mais fácil fechar tudo. Porém, no Dia dos Namorados, a forma como as pessoas se aglomeraram foi um escândalo em alguns lugares - analisa Ritzel.

A médica infectologista Jane Costa prefere não opinar sobre os critérios utilizados pelo Governo do Estado para que ocorra a troca da cor da bandeira, mas lembra que Santa Maria recebe pacientes de várias cidades. Por isso, a situação das cidades no entorno do Coração do Rio Grande também deve ser constantemente monitorada, visto que, segundo a especialista, a quantidade de pessoas internadas em UTIs cresceu nos últimos dias.    

- O motivo de algumas cidades não terem registrado casos de coronavírus é o fato de ainda não terem feito o número necessário de diagnósticos. O povo estava muito solto em Santa Maria, não estava respeitando o distanciamento social. Nós vamos ter o reflexo do Dia dos Namorados nas próximas semanas - comenta Jane.

*Colaborou Rafael Favero


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