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MP apreende 4,7 toneladas de produtos sem condições de consumo em Júlio de Castilhos

Sete estabelecimentos foram autuados

João Pedro Lamas
Foto: Fotos: Ministério Público (Divulgação)

Fotos: Ministério Público (Divulgação)

Matéria atualizada às 20h48 de 21 de novembro 2018

O Ministério Público (MP) autuou sete estabelecimentos comerciais e apreendeu 4,7 toneladas de produtos sem condições de consumo durante ação da Força-Tarefa do Programa Segurança Alimentar em Júlio de Castilhos.

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Foram alvo da fiscalização cinco mercados e dois restaurantes. Os locais que foram alvo da força-tarefa da Programa Segurança Alimentar foram a churrascaria Estilo Campeiro, os mercados Zanon, Vila Rica, Divisão, União e Pegoraro e o restaurante Casa Cheia 2. O Diário entrou em contato com o sete estabelecimentos ontem, por telefone. O restaurante Casa Cheia 2 e o mercado União preferiram não se manifestar sobre as apreensões. Veja, abaixo, o que dizem os demais estabelecimentos.

Entre os principais problemas encontrados pela força-tarefa estavam produtos fora do prazo de validade, com embalagens danificadas, fora da temperatura ideal, sem certificado de origem, estragados ou armazenados de forma incorreta.

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Em um dos mercados, houve interdição da padaria por problemas de higiene e presença de insetos, como baratas. Em outro, além da padaria, o açougue também foi interditado - as duas áreas por falta de alvará. Medicamentos também foram encontrados no local.

O QUE DIZEM OS ESTABELECIMENTOS

Churrascaria Estilo Campeiro
"Trabalhamos certo e ficamos na obrigação de uma satisfação a nossos clientes e amigos. Tínhamos nota de toda a mercadoria. Trabalhamos com transparência e nada temos a esconder. Qualquer pessoa tem acesso a todas as partes do restaurante, sendo assim, estamos de alma lavada. Salientamos, ainda, que estamos contentes com o resultado da operação, pois damos garantias a nossos clientes tanto de qualidade dos produtos como de higenização do ambiente. Isso mostra transparência com a comunidade castilhense e região." 

Supermercado Zanon
"O Supermercado Zanon apoia os esforços dos órgãos responsáveis por promover a segurança alimentar, tendo em vista as irregularidades encontradas no município. Não foram encontrados em nosso estabelecimento produtos vencidos ou deteriorados. Tampouco sem nota fiscal ou sem procedência. Todos os produtos descartados pela fiscalização estavam próprios para consumo. O problema encontrado pela fiscalização foi, sobretudo, relativo a embalagens fracionadas ou com lacunas de informação nas etiquetas, o que foi vedado recentemente pela legislação. Entretanto, reconhecemos a necessidade de aprimoramento de processos e acompanhamento da evolução regulamentar." 

Supermercado Pegoraro
"O supermercado Pegoraro, através do seu sócio proprietário, Carlos Alberto Rubin Pegoraro, informa que o estabelecimento sempre procura trabalhar dentro das normas legais inclusive na parte sanitária. Salientamos que no supermercado Pegoraro não foi encontrado nada de ilegal no setores de açougue, padaria, confeitaria nem de produtos resfriados, recebendo até mesmo elogios dos fiscais. Mesmo com controle diário sobre produtos vencidos, ocorreu um erro humano de um funcionário, que não recolheu alguns itens vencidos há poucos dias da prateleira. Pedimos desculpas pelo erro e procuraremos fazer o máximo possível para que não volte a ocorrer. A população castilhense pode continuar confiando no nosso esforço". 

Supermercado Vila Rica
A direção contesta o termo de interdição do MP, pois o mesmo não teria informado nem apresentado documentação da vistoria feita em que teria sido constada a presença de insetos e baratas. O supermercado não contesta o Termo de Interdição, devido à necessidade de ajuste operacionais, os quais serão sanados com a devida brevidade. Mas informa que, em 17 de julho deste ano, foi feita desinsetização, que tem garantia de 365 dias. O termo e o certificado serão disponibilizados na entrada do mercado para conhecimento do clientes. 

Mercado Divisão
Geferson de Oliveira de Souza, proprietário do Mercado Divisão, diz estar indignado, porque, em 12 anos de atuação, nunca houve visita de fiscalização preventiva. Ele considera a fiscalização arbitrária. "Em vez de haver fiscalização rotineira preventiva, optam por denegrir a imagem de vários comerciantes, todos trabalhadores que empregam várias pessoas", diz. "A nova legislação para açougues e friambrerias foi criada para tirar pequenos estabelecimentos do mercado, porque isso demanda alto custo para empresas menores se adaptarem".

*Com informações do Ministério Público


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