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Manauara recuperada da Covid em Santa Maria precisa de cadeira de rodas para poder voltar para casa

Valdenora Costa Brito é a última dos 15 amazonenses que chegaram na cidade em fevereiro a poder voltar para casa

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Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)

Foto: Pedro Piegas (Diário)
O casal Valdenora e Evandro contam com a solidariedade dos santa-marienses para conseguir voltar para casa

Valdenora Costa Brito, 58 anos, venceu a batalha contra a Covid-19. Agora, a manauara, única entre os 15 amazonenses com coronavírus que foram tratados na cidade a permanecer em Santa Maria, enfrenta outra luta, mas para voltar para casa. Ainda debilitada, mas com condições de viajar, ela precisa de uma cadeira de rodas para poder sair do Hospital Casa de Saúde, onde segue internada, e embarcar no avião que a levará de volta para Manaus. Neste domingo, completam-se três meses que a amazonense chegou à cidade. Entre os 15 manauaras que chegaram na cidade em 2 de fevereiro, foi ela quem desenvolveu o quadro mais grave da doença.

- Ela venceu a Covid mas ficou com sequelas nas pernas. Ela apresenta fraqueza, e vai se recuperar com a fisioterapia, de 30 a 60 dias. Mas ela está com muita saudade de casa. O governo amazonense vai conseguir as passagens para um voo comercial, mas ela precisa do auxílio de uma cadeira de rodas - explica a assistente social da Casa de Saúde Karine Carvalho, que acompanha o caso de Valdenora.

15 pacientes transferidos de Manaus são internados em Santa Maria

A família não tem condições de adquirir o equipamento. O marido de Valdenora, o autônomo Evandro Carlos Brito, de 57 anos, conseguiu viajar a Santa Maria apenas no último sábado. Nos dois meses e meio anteriores, Valdenora teve apenas a companhia dos profissionais de saúde que a trataram no Hospital Regional, no Hospital São Francisco e na Casa de Saúde. Para viabilizar a ponte aérea Manaus-Santa Maria, Evandro contou com a ajuda de amigos.

- Meu filho fez uma vaquinha entre amigos, colegas e conhecidos para arrecadar o dinheiro para a passagem. Juntamos as doações de R$ 2, R$ 5, R$ 10... Conseguimos e sou muito grato por isso - relata.

Após dois meses, paciente que veio de Manaus volta para casa

Desde o começo de abril, a família buscava conseguir, via Ministério da Saúde, uma UTI aérea para levar Valdenora para casa. Como o transporte demorou a ser viabilizado, ela se recuperou e agora pode encarar uma rota comercial, com as passagens custeadas pelo poder público.

LUTA PELA VIDA
Valdenora trabalha como costureira e vendia os produtos, com a ajuda do marido, em uma feira na capital do Amazonas. Quando adoeceu, no final de janeiro, a família perdeu boa parte da renda mensal.

- Quando ela adoeceu, quebrou tudo. Meu filho era desempregado. O pouco que tínhamos dava para comer - explica Evandro.

Mais uma paciente de Manaus recebe alta de hospital de Santa Maria

Quando procurou atendimento, já com saturação de oxigênio abaixo dos 75%, Valdenora esbarrou com a falta de leitos na capital amazonense. Ela era atendida em um leito da ala infantil de um pronto-atendimento quando foi informada da possibilidade de ser tratada fora do Estado.

- No começo eu não queria vir. Fiquei com medo. Mas a doutora chegou comigo e falou: "Dona Val, vou ser sincera com a senhora. Ou a senhora vai, ou vai morrer se ficar aqui. Não temos estrutura aqui para você ficar" - conta a manauara.

Amazonense internada no Hospital Regional recebe alta

Sozinha, doente e sem saber quando voltaria, ela encarou a primeira viagem da vida para fora do Amazonas em 2 de fevereiro, em um avião da Força Aérea Brasileira. Quando chegou no Hospital Regional, foi levada para a UTI e perdeu contato com os familiares. O hospital mandava boletins diários à família, que foram gravados. Valdenora promete que vai escutar todos quando voltar para casa. Ela também vai levar, como lembrança, a prancheta que usou para se comunicar no período em que não conseguia falar, pois precisou passar por uma traqueostomia. Livre da Covid, ela foi transferida para o Hospital São Francisco em 14 de março, e para a Casa de Saúde em 21 de março, onde permanece até hoje. Ainda enquanto estava internada no Regional, Valdenora, que é filha única, perdeu a mãe para a Covid-19. Ela ficou sabendo da notícia apenas dias depois.

A reportagem tentou contato com a Secretaria de Saúde do Amazonas para obter informações sobre o retorno da paciente durante o mês de abril. Foram cinco tentativas por e-mail, sem resposta. Por WhatsApp, a assessoria informou que aguardava uma resposta da área técnica.

COMO AJUDAR
A família pede a doação de uma cadeira de rodas, que pode ser usada. A cadeira será utilizada por Valdenora na viagem de volta a Manaus. Para auxiliar, entre em contato com Karine pelo telefone (55) 9 9918-4093.




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