imunização

Intervalo entre doses da AstraZeneca e da Pfizer será reduzido no Estado

Em decorrência da suspeita da variante Delta no Rio Grande do Sul, imunização deverá ser antecipada

Foto: Foto: Leonardo Catto (Diário)

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Depois de registrar dois casos suspeitos da variante Delta (com origem na Índia) em investigação no Estado, o Rio Grande do Sul reduziu o prazo de intervalo de aplicação entre as doses das vacinas AstraZeneca e Pfizer. 

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O objetivo é garantir melhor resposta imune para essa nova variante, uma vez que apenas uma dose é pouco efetiva. A decisão foi tomada durante reunião da Secretaria da Saúde (SES) e o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems/RS).

Foi considerado que a SES tem 687.105 doses da AstraZeneca reservadas na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi) para serem distribuídas às Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) e aos municípios nos próximos dias. Quanto a Pfizer, o adiantamento da aplicação não trará impacto neste momento, uma vez que não há remessas com prazo para dose 2 até o início de agosto.

Todas as remessas daqui para frente que o Estado receber dessas duas fabricantes utilizarão o intervalo de 10 semanas. De acordo com a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, este intervalo diminui individualmente a proteção contra a doença, mas é efetiva para interromper uma possível circulação da variante Delta. Isso significa um adiantamento de duas semanas na D2, mas todo o planejamento restante segue o mesmo. Ou seja, a aplicação em primeira dose para todos gaúchos acima de 18 anos segue prevista para 20 de setembro.

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LACTANTES
Também foi definido que lactantes, mães que estejam amamentando bebês com até 11 meses e 29 dias poderão se vacinar independentemente da faixa etária. Essa estratégia visa a proteção dos bebês ao serem amamentados por mães vacinadas. Não serão distribuídas doses extras para esse grupo, e a organização desta população ficará a cargo dos municípios.

CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos, 11 meses e 29 dias que apresentem comorbidades poderão ser vacinadas com a Pfizer. Esta vacina possui aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a faixa etária. Todas as pessoas com essa idade que vieram a óbito no Rio Grande do Sul tinham alguma comorbidade, segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). Este grupo começará a ser vacinado a partir da próxima distribuição, em que o Estado enviará doses específicas para a faixa etária. O Cevs publicará nota técnica especificando as comorbidades que serão abrangidas.


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