reforço

Hospital São Francisco de Assis transforma UTI em unidade exclusiva para Covid-19

Decisão ocorreu em virtude da alta demanda na cidade e região e em função do esgotamento da capacidade hospitalar nas últimas semanas

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Foto: Foto: Hospital São Francisco de Assis (Divulgação)


Foto: Hospital São Francisco de Assis (Divulgação)/

Diante do aumento dos casos graves de pacientes com Covid-19 e da alta demanda por hospitalizações em leitos intensivos, o Hospital São Francisco de Assis de Santa Maria transformou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da instituição - que conta com 10 leitos - em uma ala voltada exclusivamente para o atendimento de pessoas com a suspeita ou confirmação da doença.

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Desde o começo da pandemia, o hospital, que é administrado pela Associação Franciscana de Assistência a Saúde (Sefas), funciona como retaguarda da rede privada para atender casos não Covid e liberar espaço nas instituições de referência na cidade.

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Conforme a assessoria de imprensa da Sefas, como a instituição está abrigada em um complexo hospitalar que possui dois prédios com acessos distintos, foi redefinido o fluxo para isolar a área e reduzir ao máximo o risco de contaminações. Sendo assim, a UTI, localizada no primeiro prédio, será acessada na parte frontal do complexo, por uma rampa lateral que será utilizada tanto pelos pacientes, quanto pela equipe médica, técnica e de apoio do São Francisco.

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- Temos uma UTI preparada, com profissionais qualificados, acreditamos que esse é o momento de contribuir com nossa sociedade, abrindo as portas da UTI neste momento delicado. Principalmente, porque a UTI fica em um ambiente totalmente separado do hospital, que não vai influenciar no atendimento das outras patologias que cuidamos - afirma o diretor-técnico, o médico Daniel Barros.

A UTI Covid do São Francisco começou a ser ocupada por pacientes conveniados e da rede particular nesta quinta-feira e já tinha 70% de ocupação, primeiro dia de atendimento, com leitos sendo ocupados por doentes transferidos do Hospital Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo, Hospital Geral da Unimed e Hospital Regional. Como não existe um pronto-atendimento no São Francisco, os enfermos são encaminhados via contato prévio de transferência com a UTI.

A diretora da SEFAS, Irmã Acélia Schwengber, ressalta a importância desse novo formato de atendimento em um momento tão delicado da pandemia.

- Hoje, o Hospital São Francisco abriu suas portas para atender demandas Covid por compreender a gravidade da situação que estamos vivenciando na sociedade - afirma a diretora.

No segundo prédio do São Francisco, segue em operação o centro cirúrgico, as unidades únicas de clínicas, espaços de apoio e de exames, unidade de saúde mental e demais clínicas que funcionam no complexo hospitalar para o atendimento de outras enfermidades que não são casos de Covid-19. A medida vale enquanto o cenário de necessidade de leitos se manter e será reavaliada se o número de internações por Covid-19 baixar.

REFORÇO

Desde o começo do mês de março - que já se mostrou ser o mês mais cruel nas estatísticas da Covid-19 no município - 28 leitos de UTI exclusivos para o tratamento de pacientes Covid-19 foram criados na cidade, incluindo esses 10 do São Francisco, que antes eram voltados a pacientes não Covid. 

Em 8 de março, o Hospital de Caridade Sr. Astrogildo de Azevedo abriu mais 10 leitos intensivos, ampliando para 70 o número de vagas em UTI, a maior da Região Central. A direção planeja abrir mais 10 a partir da tarde desta sexta-feira, após ter recebido a doação de 10 respiradores da CVI Refrigerantes. Na sexta-feira passada, foi a vez do Hospital Regional de Santa Maria ampliar a sua capacidade: de 30, agora são 28 leitos de UTI Covid à disposição da população pelo SUS.

Mesmo assim, a taxa de ocupação de leitos intensivos na cidade continua alta. Na tarde desta quinta-feira, o painel da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que monitora a situação em todo o Rio Grande do Sul, apontava que dos 152 leitos de UTI existentes em Santa Maria, 146 estão ocupados, o que representa 96% no índice de hospitalizações. Na manhã desta quinta, a ocupação chegou a 96,3%, e nenhum leito SUS Covid-19 estava disponível. 

* Com informações da assessoria da Sefas


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