Distanciamento Controlado

Governo do Estado entra com recurso para tentar liberar cogestão e abertura de comércio não essencial

Pedido foi protocolodo na noite deste sábado junto ao Tribunal de Justiça gaúcho e procura derrubar liminar que suspendeu o sistema que previa regras mais brandas

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Foto: Foto Rodrigo Nenê (Diário)
Se liminar for derrubada, lojas não essenciais, como de roupas, restaurantes e bares poderão abrir a partir de segunda-feira


Foto Rodrigo Nenê (Diário)/Se liminar for derrubada, lojas não essenciais, como de roupas, restaurantes e bares poderão abrir a partir de segunda-feira

A Procuradoria-Geral do Estado entrou, na noite deste sábado (20), com recurso chamado Agravo de Instrumento junto ao Tribunal de Justiça gaúcho buscando a suspensão da liminar que impedia o retorno do modelo de cogestão regional, já anunciado pelo governador do Estado em pronunciamento realizado na sexta-feira. Com isso, o governo gaúcho tenta derrubar liminar dada em ação civil pública ajuizada pelo Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Rio Grande do Sul e outros 8 autores, em trâmite na 10ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Comarca de Porto Alegre, que suspendeu a cogestão na noite de sexta-feira. Em Santa Maria, a prefeitura aguarda o desfecho judicial para decidir como proceder e se terá condições de adotar a cogestão a partir de segunda-feira ou não. Já 12 entidades empresariais informaram neste sábado que, mesmo que a Justiça não libere a cogestão, as empresas não essenciais devem abrir as portas a partir de segunda-feira na cidade, desrespeitando a decisão judicial. A intenção das entidades é dar liberdade a cada lojista para decidir. Neste sábado, o Estado registrou 307 novas mortes por Covid.

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Segundo o Palácio Piratini, em suas razões, a PGE destacou que a decisão parte de uma equivocada compreensão do que consiste a cogestão (gestão compartilhada com os Municípios), a qual não representa medida de liberação indiscriminada das atividades.

Ainda de acordo com o governo do Estado, explicou-se que o enfrentamento à pandemia de Covid-19 no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul dá-se por meio do Sistema de Distanciamento Controlado, instituído por meio do Decreto nº 55.240/20, segundo o qual é determinado, semanalmente, a partir do constante monitoramento da evolução da epidemia causada pelo novo Coronavírus (Covid-19) e das suas consequências sanitárias, sociais e econômicas, um conjunto de medidas destinadas a preveni-las e a enfrentá-las de modo gradual e proporcional, observando segmentações regionais do sistema de saúde e segmentações setorizadas das atividades econômicas, tendo por objetivo a preservação da vida e a promoção da saúde pública e da dignidade da pessoa humana, em equilíbrio com os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e com a necessidade de se assegurar o desenvolvimento econômico e social da população gaúcha.

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A PGE esclareceu, ainda, que, no âmbito desse sistema, há medidas permanentes, que são obrigatórias e gerais para todo o território estadual, e há, também, medidas ditas segmentadas, específicas para, a partir da análise das evidências científicas, preservar a autonomia dos municípios, bem como as peculiaridades regionais e locais, além das especificidades de cada atividade econômica, buscando, com isso, garantir a proteção à saúde, sem excessivo prejuízo ao desenvolvimento econômico e social.

Outra alegação: segundo a PGE, destacou-se, também, que a adesão à cogestão depende do cumprimento pelos Municípios de rigorosos requisitos, dentre eles um plano estruturado de prevenção e enfrentamento à epidemia do novo Coronavírus (Covid-19), o qual deverá conter medidas de proteção à saúde pública devidamente embasadas em evidências científicas, através de critérios epidemiológicos e sanitários, firmado por responsável técnico, médico ou profissional da vigilância em saúde há mais de dois anos, observadas as peculiaridades locais, bem como conter compromisso de fiscalização quanto ao cumprimento dos protocolos a serem adotados.

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Por fim, a Procuradoria referiu, ainda, que a dinâmica na análise dos dados e a celeridade com que as medidas devem ser modificadas decorrem justamente de que as medidas, se desproporcionais ou prolongadas, podem causar danos inesperados, razão pela qual é que deve ser privilegiada a tomada de decisão pela autoridade com competência para tal, sendo absolutamente danoso ao sistema a intervenção judicial. (Com informações do Palácio Piratini)


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