covid-19

Especialistas rebatem fala de Bolsonaro e reiteram por que é necessário usar máscara

Médicos esclarecem que a vacina não impede a circulação do coronavírus

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Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)


Foto: Pedro Piegas (Diário)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um estudo e um parecer para flexibilizar o uso de máscaras no Brasil. De acordo com o ministro, o governo federal estaria satisfeito com números das vacinações e a chegada de doses no país. O anúncio foi divulgado no Twitter do Ministério da Saúde. A ideia, conforme o próprio Bolsonaro, é deixar de ser obrigatório o uso do acessório para quem já está vacinado ou para quem já foi diagnosticado com Covid-19. 

Médicos, no entanto, consideram a fala de Bolsonaro precipitada e reiteram que ainda é necessário usar máscara, mesmo quem estiver com as segunda dose da vacina. Segundo eles, o acessório de proteção deve acompanhar os brasileiros por mais um tempo.

A Sociedade Riograndense de Infectologia emitiu uma nota em que esclarece que a vacina não impede a circulação do coronavírus. "Quem já se vacinou ainda pode carregar o vírus e transmiti-lo para uma pessoa que não tenha sido imunizada. Por isso usar a máscara e manter o distanciamento é muito importante. As máscaras profissionais PFF2 e N95 possuem melhor adesão ao rosto, além de boa vedação para a filtragem do ar, sendo recomendadas até para uso fora do ambiente hospitalar" diz a nota.

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Na mesma linha, o médico epidemiologista da prefeitura, Marcos Lobato, destaca que o uso de máscara é uma maneira eficiente de combate à pandemia ao diminuir a proliferação do vírus por pessoas doentes, muitas vezes assintomáticas:

- A vacina é eficiente para combater casos graves de internações e óbitos, mas não impede que uma pessoa se contamine e transmita o vírus. O uso de máscara e as medidas de distanciamento terão que nos acompanhar por um bom tempo ainda - afirma.

Com base em estudos que têm como referência países onde a vacinação já está mais avançada, a expectativa de relaxamento de medidas preventivas, como o uso de máscaras, só deve acontecer depois que cerca de 70% da população esteja imunizada com as duas doses. Atualmente, em Santa Maria, 35% dos moradores já foram contemplados com uma dose e 14% com as duas. No Brasil, esse índice é ainda menor: 22% fizeram a primeira dose e 9% as duas vacinas. 

Especialistas em saúde também se manifestaram nas redes sociais. O médico infectologista do Hospital de Clínicas Alexandre Zavascki, é taxativo ao explicar a importância das máscaras  e considerou o aviso como uma tentativa de criar conflito e tensão. 

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"Não seja burro, use máscara mesmo se você foi vacinado ou teve covid anteriormente. Em qualquer das situações você pode se infectar e infectar outras pessoas. Risco diminuído não é igual a risco zero. Não ouça quem trabalha pelo vírus" disse o médico, pesquisador e vice-presidente da Sociedade Riograndense de Infectologia em um post no Twitter. 

Paulo Lotufo, médico e doutor em epidemiologia, professor da Universidade de São Paulo (USP), disse que a declaração obriga os especialistas "a dizer o óbvio". 


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