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Em um mês, UTIs do Estado triplicaram número de pacientes com Covid-19

No primeiro dia de bandeira preta, mais de 200 leitos estavam disponíveis. Hoje, faltam 213

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Pela terceira semana consecutiva, todo o Rio Grande do Sul está em bandeira preta - nível considerado de risco máximo para transmissão do coronavírus previsto no modelo de Distanciamento Controlado -, conforme já havia sido divulgado pelo governador Eduardo Leite na semana passada. Com isso, seguem valendo, pelo menos, até o dia 21 de março, as restrições de funcionamentos de atividades como o comércio, bares e restaurantes, que não podem atender presencialmente, assim como uma série de outras regras que afetam as atividades não essenciais. 

VEJA AS REGRAS DA BANDEIRA PRETA 

Além disso, está suspensa a cogestão, não permitindo a flexibilização dos protocolos pelas prefeituras. Também não serão admitidos pedidos de reconsideração de bandeira e está suspensa a adoção de protocolos da bandeira imediatamente inferior nos casos de municípios com zero registros de hospitalizações e zero óbitos nos 14 dias anteriores da apuração.

Mesmo considerando o aumento de 3% no número total de leitos de UTI existentes no Rio Grande do Sul e a redução dos internados por outras causas, a elevação dos confirmados com Covid-19 em UTI fez com que se mantivesse quase a totalidade dos leitos de UTI do Estado ocupados, inclusive fora dos leitos regulares, o que indica operação acima da capacidade indicada em algumas regiões. Nesta sexta-feira, Santa Maria bateu um novo recorde, e a taxa de ocupação de leitos chegou a 97,9%.

Por conta desse índice, foi mais uma vez acionada a regra que aplica automaticamente a bandeira de nível máximo a todas as regiões. Nesta rodada, novamente teriam ficado em bandeira vermelha (nota abaixo de 2,50) as regiões de Bagé (2,41) e Pelotas (2,31), por conta da variação de leitos de UTI, visto as correções de residência dos pacientes hospitalizados nos leitos intensivos. No entanto, a regra tem o objetivo de evitar colapso da regulação de leitos estadual e garantir que haja possibilidade de transferência de pacientes.

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Na 43ª rodada (divulgada em 26 de fevereiro), o Estado tinha 229 leitos livres para atender Covid. Na semana passada (44ª rodada, dia 5 de março), esse número passou a ser negativo, com déficit de 25 leitos. Agora, apresenta falta de 213 leitos de UTI.

- Para se ter uma ideia, há 30 dias, tínhamos 800 pessoas em leitos de UTI confirmadas com Covid. Passamos para 2,4 mil pessoas em 30 dias. Se esse ritmo continuasse, teríamos de triplicar o número de leitos, o que é inviável. Esse é o tamanho do nosso drama - afirmou o governador Eduardo Leite.

Piora em todos indicadores
Todos os 11 indicadores monitorados com relação à velocidade de propagação do coronavírus e à capacidade de atendimento hospitalar tiveram piora nesta semana - mesmo calculados em cima de números recordes da rodada anterior. Entre os quais, o número de registros de novas hospitalizações (+19%), de internados em leitos clínicos (+27%), de internados em UTIs (+19%) e de óbitos (+54%), contabilizando 1.343 mortes em apenas sete dias. Na quinta-feira (11 de março), houve recorde no número diário: foram 276 mortes confirmadas em apenas 24 horas.

DESTAQUES DA 45ª RODADA

  • número de novos registros semanais de hospitalizações confirmadas com Covid-19 aumentou 19% entre as duas últimas semanas (de 2.818 para 3.367);
  • número de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentou expressivamente em 15% no Estado entre as duas últimas quintas-feiras (de 2.220 para 2.563);
  • número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS aumentou expressivamente em 27% entre as duas últimas quintas-feiras (de 4.204 para 5.352);
  • número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS aumentou expressivamente em 19% entre as duas últimas quintas-feiras (de 2.015 para 2.392);
  • número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS é zero. No agregado do Estado o déficit de leitos aumentou de 25 para 213 entre as duas últimas quintas-feiras;
  • número de casos ativos aumentou 41% entre as últimas semanas consideradas (de 37.456 para 52.884);
  • número de registros de óbito por Covid-19 aumentou expressivamente em 54% entre as duas últimas quintas-feiras (de 872 para 1.343).

Comparativo: situação entre 11/2/2021 e 11/3/2021

  • número de novos registros semanais de hospitalizações confirmadas com Covid-19 aumentou 296% entre as duas últimas semanas (de 851 para 3.367);
  • número de internados em UTI por SRAG aumentou 119% no Estado no período (1.171 para 2.563);
  • número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS aumentou 229% no período (de 1.627 para 5.352);
  • número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS aumentou 143% no período (de 985 para 2.392);
  • número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS reduziu 145% no período (de 476 para um déficit agregado no Estado de 213 leitos de UTI);
  • número de casos ativos aumentou 188% no período (de 18.381 para 52.884);
  • número de óbitos por Covid-19 acumulados em sete dias aumentou 268% no período (de 365 para 1.343).


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