força-tarefa

Em um mês, UFSM já realizou 960 exames moleculares de coronavírus

Do total de testes realizados, 41 deram positivos e 919 negativos

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Foto: Foto: Assessoria do Husm (Divulgação)

Foto: Assessoria do Husm (Divulgação)

Atualizada: matéria atualizada às 18h45min em 3 de junho de 2020

Em uma ação liderada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) no combate à Covid-19, uma força-tarefa integrada por pesquisadores, técnicos e alunos completa seu primeiro mês com a realização de 960 exames moleculares (RT-PCR).  A iniciativa, que contou com recursos da prefeitura de Santa Maria, por meio de destinação do Ministério Público do Trabalho (MPT), e união de esforços também com o Ministério Público Federal (MPF) e a 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (4ª CRS), permitiu a redução significativa no tempo de espera pelo resultado, que leva de 24 a 48 horas para ficar pronto.  

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Desde 30 de abril até 31 de maio, foram realizados 960 testes moleculares para SARS-CoV-2, sendo que 41 (4,27%) deram positivos e 919 (95,73%), negativos. Do total de exames, 170 foram de pacientes (16 positivos) e 790 de trabalhadores da saúde (25 positivos).

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- Estes exames realizados foram imprescindíveis para o diagnóstico de pacientes e trabalhadores da saúde, o que agiliza o isolamento, o tratamento e o retorno ao trabalho -afirma o farmacêutico Elehu Moura de Oliveira, chefe do Setor de Apoio Diagnóstico do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), que integra a força-tarefa da universidade.

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A prioridade para aplicação dos testes moleculares, conforme acordado pelo Conselho Estratégico de Santa Maria para o Enfrentamento à Covid-19, é para pacientes sintomáticos graves, pacientes sintomáticos leves e profissionais de saúde que atuam no combate ao novo coronavírus em instituições de saúde de Santa Maria e região.

A capacidade foi estimada em 100 exames ao dia, podendo ser ampliada. Por enquanto, o trabalho transcorre conforme planejado. Houve um aumento na demanda na segunda e na terceira semana de aplicação. No momento, a demanda é menor que a capacidade diária.

COMO SÃO FEITOS
O Laboratório de Análises Clínicas (LAC) do Husm tem a responsabilidade técnica para a Secretaria Estadual da Saúde (SES) pela análise das amostras coletadas tanto no hospital quanto nas demais unidades de saúde de referência do município e da região da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (4ª CRS), abrangendo o recebimento formal das amostras, o processamento e a liberação dos laudos através de um sistema de vigilância laboratorial da SES.

Inicialmente, um profissional de saúde coleta amostra com swab (um tipo de cotonete colocado na boca e no nariz) de um paciente internado ou de um profissional suspeito, internado ou não, para a realização do teste molecular. A coleta é rápida e indolor e a amostra conservada em frasco em temperatura adequada.

Já no hospital, após o recebimento do LAC, a amostra é encaminhada ao Laboratório do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), que conta com uma cabine de segurança biológica. Nela, os profissionais realizam a extração do RNA do SARS-CoV-2. Em seguida, o material é encaminhado ao Setor de Virologia do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, do Centro de Ciências Rurais (CCR), para o restante do procedimento e investigação do vírus pela técnica de RT-PCR. O resultado é encaminhado ao Laboratório de Biologia Molecular do Husm para análise e liberação do laudo. Todo o processo ocorre em até 48 horas.

Os resultados são encaminhados às instituições solicitantes, secretarias de saúde e órgãos de saúde do trabalhador, que, por sua vez, adotam as medidas de acordo com seus protocolos estabelecidos. Os casos relacionados ao Husm são notificados à Vigilância do Município, responsável pela divulgação dos resultados. Os testes foram validados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen/RS). No total, são cerca de 30 pessoas diretamente envolvidas nas diferentes etapas. A previsão é de que mais kits para testes cheguem até agosto ou setembro.

TESTE MOLECULAR: "DIVISOR DE ÁGUAS"
A testagem molecular impactou de forma positiva na rotina dos profissionais da saúde, na avaliação da superintendente do Husm, Elaine Verena Resener. Antes do teste, se um funcionário tivesse sintoma, tinha que ficar até 14 dias afastado do trabalho. Agora, o resultado já sai no mesmo dia. Isso trouxe segurança e confiança para o funcionário permanecer no hospital.

- No Husm, representou um verdadeiro 'divisor de águas', visto que trouxe oportunidade de testagem aos trabalhadores e monitoramento seguro para os pacientes, além do reconhecimento institucional da qualidade de nossos laboratórios pelo Lacen - salienta Elaine.

Segundo ela, em menos de um mês, reduziu-se em 361 dias a necessidade de afastamentos do trabalho. Todos os profissionais com sintomas gripais são testados com teste rápido e, se positivo, complementado com o teste molecular.

- O afastamento desnecessário resulta um significativo impacto funcional, econômico e psicológico, além de restabelecer um clima de segurança e confiança na abordagem e enfrentamento da pandemia da Covid-19 - observa a superintendente.

CONVÊNIO OFICIALIZADO
Na tarde desta quarta-feira, o convênio entre Estado e Husm foi oficializado. Um termo de cooperação foi assinado via videoconferência pelo governador Eduardo Leite, pelo reitor da UFSM Paulo Burmann e pela procuradora do Trabalho Bruna Iensen Desconzi, representando o MPT.

O convênio não envolve repasses financeiros e tem prazo de seis meses, podendo ser prorrogável enquanto o Estado e o hospital acharem necessário. Os insumos para a realização dos testes continuarão sendo viabilizados com recursos financeiros do MPT, para a aquisição de kits de extração e plásticos consumíveis e reagentes para 6 mil testes. 

*Com informações da UFSM


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