no limite

Em um ano, número de leitos Covid-19 nos hospitais de Santa Maria passou de 10 para 91

Mesmo assim, falta de profissionais preocupa: 'Tão importante quanto abrir leitos, é ter quem atenda os pacientes', afirma gerente do Husm


Foto: Divulgação
Hospitais da cidade ampliaram nove vezes mais a capacidade de internações desde o início da pandemia de coronavírus

Em uma unidade de UTI com 10 leitos, é preciso uma equipe mínima de, pelo menos, um médico, uma enfermeira e cinco técnicos em enfermagem. E levando em conta que esses profissionais não vão trabalhar o tempo inteiro, seria preciso duplicar ou até mesmo triplicar o time para que os pacientes sejam atendidos em tempo integral. Por isso, abrir os leitos não é uma medida suficiente, pois a presença de profissionais capacitados é imprescindível.

- Tão importante quanto abrir leitos, é ter quem atenda aos pacientes. No momento estamos nos esforçando muito com as equipes da própria universidade e contratações emergenciais para tratamento adequado. Não se cogita abrir mais leitos, o que se cogita é ter a equipe adequada para agir com mais rapidez na UTI - salienta a a gerente de Atenção Básica do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), Soeli Guerra.

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Passado quase um ano do início da pandemia de coronavírus, o sistema de saúde precisou se adaptar e ser ampliado rapidamente. Em Santa Maria, conforme os meses passaram e a doença se intensificou, novos leitos foram criados, hospitais equipados e profissionais contratados. No sistema público, por exemplo, o Hospital Regional, até então desabitado mesmo depois da inauguração, abriu 30 leitos de UTI para pacientes com Covid-19, serviu como um desafogo na saúde pública da região e até mesmo abrigou pacientes vindo do Amazonas. Na rede particular, o principal hospital privado na cidade também é exemplo de como o sistema precisou se adaptar à velocidade de aumento de casos: o Hospital de Caridade Astrogildo de Azevedo quadriplicou o número de leitos de UTI e deixou o setor Alcides Brum exclusivo para tratamento da doença.

Se há pouco menos de um ano a cidade contava com 10 leitos de UTI para casos de Covid-19, esse número se multiplicou com o passar do tempo e aumento de casos e, hoje, são 91. Na região central, março de 2020 eram 39 leitos de UTI espalhados em hospitais de seis cidades. Mesmo assim, com nove vezes mais que a capacidade do ano passado, a demanda cresce além da proporção dos leitos. Em março e abril de 2020, a situação era tranquila, nem um terço dos leitos eram preenchidos. Hoje, o cenário é contrastante: mesmo que o mapa de leitos do Estado indique unidades disponíveis, é uma questão de horas que um paciente acabe preenchendo a vaga.

SEMI-INTENSIVO
Na mesma medida que as estruturas se multiplicam, a pandemia exige cada vez mais do sistema de saúde. Por isso, mesmo depois de o governo estadual aumentar em 130% a capacidade hospitalar do Rio Grande do Sul, os índices de ocupação dos leitos se aproximam e, em alguns casos, até ultrapassam do limite.

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Depois de aumentar os leitos de UTI na cidade, uma das soluções foi abrir novos leitos de terapia semi-intensiva. No Husm, foram 15 novos leitos dessa área, que são para pacientes em situação mais agravada, mas que necessitam de monitoramento constante. A unidade está com pacientes desde a semana passada. Com isso, eles servirão como retaguarda para agilizar a alta de pacientes da UTI principal, e assim dar mais fôlego aos leitos intensivos.

- Em casos de pacientes da UTI que apresentem alguma melhora, eles podem ser transferidos para o semi-intensivo. Normalmente, os médicos não liberariam um paciente da unidade com precocidade, mas dada a situação e como fica no mesmo hospital, e com o cuidado dos profissionais, estamos fazendo para facilitar a logística de pacientes intensivos - explica Soeli.

Conforme a gerente, profissionais de áreas ambulatoriais estão sendo remanejados, assim como outros 43 que serão contratados em um processo seletivo emergencial.

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Além do Husm, o Hospital Regional também deverá ganhar 10 leitos de terapia semi-intensiva. A informação foi anunciada pelo prefeito Jorge Pozzobom na semana passada e a previsão, segundo a prefeitura, é de que sejam instalados até o final desta semana. A abertura dos leitos depende da contratação de profissionais para operacionalizá-los, e o processo seletivo já foi iniciado. A reportagem do Diário questionou a assessoria de comunicação do Estado, assim como a direção e assessoria do hospital, sobre o processo de disponibilização desses leitos e mais detalhes sobre as contratações, mas nenhum respondeu.

Confira o panorama dos leitos intensivos, clínicos e semi-intensivos para Covid-19 em Santa Maria neste 1 ano de pandemia:


Expediente: Ian Tâmbara, Gabriela Perufo, Leonardo Catto e Dandara Aranguiz


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