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Duas das geladeiras da 4ª Coordenadoria de Saúde aguardam conserto desde setembro

Com isso, prefeituras enfrentam corrida para retirar medicamentos para pacientes com diabetes, câncer, esclerose múltipla, entre outros

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Foto: Foto: Divulgação

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Desde setembro, as secretarias municiais de Saúde enfrentam uma corrida para a retirada de insulina e de outros medicamentos termolábeis na 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (4ª CRS), com sede em Santa Maria. Com duas geladeiras estragadas, a 4ª CRS não tem como acondicionar o material até a retirada pelas prefeituras. Assim, os medicamentos chegam de Porto Alegre pela manhã e devem ser retirados à tarde pelos 32 municípios da região. Nesta quarta-feira, as secretarias municipais de Saúde foram convocadas a recolher a remessa mensal dos termolábeis. Além das insulinas, fazem parte deste grupo alguns medicamentos para câncer, artrite, insuficiência renal, hormônios do crescimento, esclerose multipla, entre outros. 

Em outubro, a reportagem do Diário mostrou que alguns municípios chegaram a ficar sem insulinas porque não solicitaram quantidades superiores à demanda necessária. As insulinas podem ser retiradas gratuitamente em farmácias credenciadas no programa Farmácia Popular. Porém, muitas cidades não têm nenhum estabelecimento cadastrado ao programa.

Na época, as farmácias de municípios como Santiago, por exemplo, tiveram de adequar a estrutura de armazenamento trazendo uma geladeira do gabinete do secretário para a farmácia para acondicionar as doses para abastecer os usuários por mais de um mês.

- As farmaceuticas da 4ª CRS fazem de tudo para minimizar a situação, se desdobram para separar e enviar tudo no mesmo dia que recebem devido ao armazenamento não ser possivel, mas vejo que o problema é a burocracia para consertar esses equipamentos - diz a farmacêutica Liana Canterle, da farmácia municipal de Santiago.

Em Silveira Martins, a farmacêutica Suelen Paetzold Orlando resume a situação:

- Se o município não se compromete a retirar na data e horário determinados para a chegada do medicamento, fica desabastecido.

De acordo com Suelen, o prazo do pedido também tem de ser feito com um período maior de antecedência. Antes, o pedido era feito no dia 15 de cada mês e retirado no final. Agora, a previsão tem de ser feita 45 dias antes.

- Fica complicado fazer a previsão, pois nesse meio tempo entra gestante e outros pacientes novos, que muitas vezes a gente não estava contando no pedido - relata.

O farmacêutico Luciano Coimbra, de Restinga Sêca, diz que a prefeitura não chegou a ficar sem o estoque, mas que o desafio é manter a logística da retirada dos medicamentos e transporte de pacientes:

- Não temos um carro específico para o transporte de medicamentos. Geralmente, íamos buscar os termolábeis em uma "folga" entre o transporte de pacientes. Agora temos que deixar o carro exclusivo para transportar medicamento em determinado dia. Além disso, são medicamentos de alto custo que não podemos correr risco de perder - explica.

O QUE DIZ O ESTADO

A delegada da 4ª CRS Fabrícia Ennes da Silva Costa confirmou que a coordenadoria solicitou que os municípios retirassem toda a remessa mensal de termolábeis nesta quarta-feira. Segundo ela, ainda não há geladeiras suficientes para armazenar o estoque dos municípios.

Por meio da assessoria de comunicação, a Secretaria Estadual de Saúde informou que "o conserto das câmaras já foi autorizado e depende da chegada de peças necessárias para concluir os reparos". A pasta não deu previsão para solucionar o problema.



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