novo bloco cirúrgico

Com 55 procedimentos por mês, Regional começa a operar na próxima semana

Ampliação de leitos e alta complexidade ficarão para 2022, promete governo

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Foto: Foto: Renan Mattos (Diário)

Foto: Renan Mattos (Diário)

O Hospital Regional deixará de ser exclusivo para atendimento de pacientes com Covid-19. O complexo, com capacidade total para cerca de 200 leitos, passará a ter também um bloco cirúrgico de média complexidade para atendimento não-Covid. 20 leitos clínicos, que antes eram utilizados no combate à Covid, foram tranformados em leitos não-Covid para apoiar o funcionamento do bloco cirúrgico, além da criação de mais 10 leitos de recuperação pós-operatória. O atendimento Covid também segue, e não houve anúncio de criação de novos leitos. As mudanças foram anunciadas na manhã de quarta-feira, com a presença do governador Eduardo Leite (PSDB) e outras cerca de 100 pessoas na recepção do hospital, sem respeito ao distanciamento mínimo para prevenção da Covid-19. Participaram deputados, vereadores e prefeitos e secretários da região. Também não faltaram promessas: o funcionamento pleno do hospital ficou para o fim de 2022.

RESUMO

  •  Foi inaugurado bloco cirúrgico de média complexidade, com seis salas
  • 20 leitos clínicos antes usados para covid-19 foram realocados para apoiar internações do bloco cirúrgico
  • Regional segue atendimento Covid-19, com 30 leitos de UTI e 20 leitos clínicos
  • Para o ano que vem, promessa é de início de atendimentos de alta complexidade em neurologia, traumatologia e cardiologia.

A principal novidade é a instalação do bloco cirúrgico de média complexidade, que terá capacidade, inicialmente, para 55 cirurgias ao mês. São seis salas cirúrgicas equipadas, mas apenas duas serão utilizadas por enquanto em cirurgias gerais, torácicas e vasculares, por exemplo. O bloco conta ainda com 10 leitos de recuperação do pós-operatório, em que o paciente permanece por algumas horas após a cirurgia para depois ser encaminhado a um leito clínico. Fora isso, não houve acréscimo no número de leitos. Anteriormente, os leitos do Hospital Regional eram destinados apenas para atendimento Covid-19. Eram 30 leitos de UTI e 40 leitos clínicos. Agora, os 30 leitos de UTI permanecem para atendimento Covid-19, mas 20 desses leitos clínicos foram destinados para atendimento geral, de forma a dar suporte ao bloco cirúrgico. No painel com informações oficiais da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RS), o Hospital Regional consta com 60 leitos clínicos. Entretanto, em setembro, 20 foram desativados. O portal ainda não foi atualizado. 

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O anúncio oficial foi feito pela secretária de Saúde do Estado, Arita Bergmann, que se emocionou ao falar sobre o Hospital. O Regional foi inaugurado em julho de 2018, com atendimento ambulatorial. Os primeiros leitos de internação foram abertos em abril do ano passado, para atendimento exclusivo para Covid-19. Agora, com ampliação nas especialidades, mais de três anos depois, o Regional torna-se um hospital geral.

- Gradativamente, com o apoio dos prefeitos da AMCentro, vamos ampliando a capacidade de atendimento - disse Arita.

Entretanto, a estrutura ainda está longe da capacidade plena a que foi projetado. São cerca de 20 mil metros quadrados, que podem comportar 168 leitos clínicos e 30 leitos de UTI. Atualmente, operam no local 30 leitos de UTI e 40 clínicos. Os 20 leitos clínicos cirúrgicos estão no subsolo. Os leitos clínicos covid são alocados no primeiro pavimento e a UTI no terceiro.

PRIMEIRAS CIRURGIAS NA PRÓXIMA SEMANA

A estrutura está pronta e já conta com profissionais, mas as primeiras cirurgias e internações devem acontecer apenas no final da próxima semana, conforme o governador Eduardo Leite. De acordo com a coordenadora da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde, Fabrícia Ennes da Silva Costa, já nesta quinta-feira começa a organização dos pacientes, que são encaminhados pelos 33 municípios que compõem a região de abrangência.

- Estamos com uma lista de pacientes que vem dos municípios. Essa lista será organizada, faremos a avaliação dos pacientes para começar as cirurgias o mais breve possível - afirma.

ALTA COMPLEXIDADE FICOU PARA 2022

O governador Eduardo Leite considerou o anúncio como mais uma etapa para a instalação de serviços de alta complexidade, principalmente na área da neurologia e cardiologia. Leite também prometeu o funcionamento pleno do hospital, com sua capacidade de cerca de 200 leitos, até o fim de 2022.

- A expectativa é, para o início do ano que vem, dar mais esse passo de ampliação de serviços do hospital para chegar ao fim do governo com o hospital funcionando a pleno - afirmou Leite.

Após demissões, Estado promete R$ 8,8 milhões para Hospital Regional

O bloco cirúrgico inaugurado nesta quarta-feira atende apenas cirurgias de média complexidade. Para o ano que vem, a promessa da secretária de Saúde Arita Bergmann é a instalação de atendimento de alta complexidade nas áreas de neurologia, traumatologia e cardiologia.

- São áreas que avaliamos a demanda reprimida na região. Já estamos em tratativas com o Ministério da Saúde, pois isso depende também de recursos federais - anunciou a secretária.

Em setembro, o governo estadual garantiu recurso de R$ 8,82 milhões para a instalação da unidade de cardiologia de alta complexidade e Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), com implantação de serviços de hemodinâmica, UTI cardiológica e vascular e UTI geral. Os recursos fazem parte do programa Avançar Saúde.

O HOSPITAL REGIONAL

O Hospital Regional foi inaugurado em 2018. No começo dos atendimentos, funcionava ali apenas um ambulatório para diabéticos e doentes crônicos, sem leitos de internação, sob a administração do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Em agosto de 2019, passou a operar também um ambulatório de cardiologia, ainda sem internações. Ambos os ambulatórios seguem com atendimentos normalmente. No ano passado, em abril, foram abertos os primeiros leitos de internação, exclusivamente voltados para a Covid-19. 

 HISTÓRICO

  • O Hospital Regional foi anunciado em 2003. Até o ano de 2007, o endereço que abrigaria o empreendimento mudou três vezes, até que ficou definido que seria no Parque Pinheiro Machado
  • Em 2018, o Ministério da Saúde empenhou R$ 19 milhões para dar início ao empreendimento
  • A construção começou em 2010, mas parou e foi retomada diferentes vezes, além de alterações no prazo de conclusão
  • Entre 2010 e 2018, o empreendimento teve alterações em prazos de finalização e, depois, de começo dos atendimentos ao público
  • O Hospital Regional de Santa Maria foi inaugurado em 6 de julho de 2018, mas fez o primeiro atendimento no dia 9 de julho
  • Hoje, o Regional tem 30 leitos Covid-19 de UTI e outros 60 clínicos, embora o mapa de leitos do Estado ainda contabilize 30 leitos. Porém, 8 foram fechados depois do pior momento da pandemia
  • Além dos pacientes em tratamento contra a Covid-19, atualmente realiza uma média de 25 atendimentos ambulatoriais por dia de pessoas que tratam doenças do coração, e especialidades como endocrinologia, angiologia, nefrologia e oftalmologia, além de atendimento multiprofissional em saúde


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