trabalho inédito

Cirurgia do Husm remove tumor de quase 2 quilos de criança de 6 anos

Procedimento durou 8 horas e envolveu o trabalho de 13 médicos

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Foto: Foto: Assessoria de Comunicação do Husm

Foto: Assessoria de Comunicação do Husm

Uma cirurgia inédita no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) mobilizou 13 médicos durante 8 horas para a retirada de um tumor. O procedimento foi realizado em uma criança de 6 anos. Conforme a assessoria de comunicação do hospital, tratava-se de um Tumor de Wilms - tumor renal comum em crianças - que pesava quase 2 quilos. E que, nesse caso, invadiu a veia cava inferior, comprometendo o coração.

Os sintomas do tumor começaram a aparecer em outubro de 2021, quando a criança começou a apresentar queixas de confusão mental, distensão e desconforto abdominal. Até chegar ao diagnóstico, foram diversas consultas e exames. 

- Essa criança chegou ao ambulatório de oncologia pediátrica com uma massa tumoral bastante volumosa. O trombo obstruiu a principal veia do abdômen, cava inferior, adentrando o coração. Quando ela chegou, já sabíamos que teríamos uma cirurgia desafiadora e que, pela extensão da lesão, eu iria precisar de ajuda de outros profissionais - recordou Gabriela Zanolla, cirurgiã pediátrica do Husm.

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A retirada do tumor de quase 1,7 quilos ocorreu no dia 4 de janeiro. O procedimento - realizado na sala 6 do bloco cirúrgico - iniciou às 7h30min e terminou às 15h30min. Em seguida, a criança foi para Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Pediátrica, onde permaneceu 24 horas intubada. Três dias depois, ela já foi para um leito clínico na companhia dos familiares. 

- Em seguida vai para casa, irá passar pelo período de cicatrização das lesões. Depois, vai dar continuidade ao tratamento com mais quimioterapia e radioterapia. Nossa expectativa é de cura, realmente. Vale ressaltar que tudo deu certo por causa do trabalho em equipe. Me sinto muito feliz em ter feito parte dessa equipe e ter contribuído para a vida dessa criança de uma forma impactante - conclui Gabriela.

O PROCEDIMENTO

Antes da cirurgia, ocorreu uma reunião em que as equipes de diferentes especialidades médicas e Enfermagem definiram as etapas cirúrgicas. A equipe da cirurgia pediátrica realizou a nefrectomia, para a retirada do tumor. Na sequência, profissionais da cirurgia vascular isolaram a veia cava inferior para proceder o ressecamento.

Para isso, a equipe da cirurgia cardiovascular conectou a paciente em uma máquina de circulação Extracorpórea com circuito pediátrico - uma técnica que visa substituir o trabalho do coração e dos pulmões por uma máquina externa ao corpo. O sangue não oxigenado do paciente é desviado para o equipamento, que irá devolvê-lo reoxigenado para a sua circulação. Foi preciso reduzir a temperatura corporal (hipotermia profunda de 18°C) para interromper o fluxo sanguíneo da paciente e realizar a retirada de parte da veia cava inferior, invadida pelo tumor.

- O resfriamento visa reduzir a taxa metabólica do paciente. Ou seja, diminui o consumo de oxigênio pelos tecidos e, por consequência, faz com que os órgãos aguentem período maior de isquemia sem provocar a morte do tecido - explicou o enfermeiro perfusionista Victor do Espírito Santo Rodrigues.


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