santa maria

Casa de Saúde busca em Porto Alegre renovar contrato para manutenção do hospital

Se classificada como referência estadual para partos, poderá amenizar déficit de R$ 170 mil mensais só na maternidade

Dandara Flores Aranguiz
Foto: Foto: Renan Mattos (Diário)

Foto: Renan Mattos (Diário)

A direção do Hospital Casa de Saúde, em Santa Maria, deve ir até Porto Alegre, amanhã, para participar de uma reunião com o governo do Estado sobre a renovação do contrato que destina recursos para a manutenção da instituição. A Associação Franciscana de Assistência a Saúde (Sefas), que administra o hospital, quer que a maternidade seja classificada como referência estadual para partos e, com isso, receba recursos, o que amenizaria, em parte, o atual problema financeiro da Casa de Saúde, que opera com déficit mensal de R$ 170 mil só na maternidade, conforme a administração.

- O hospital tem só um pediatra, e ele atende a maternidade, não opera na pediatria. Um dos pontos a serem tratados na renovação com o Estado é a regionalização dos partos, para atender os municípios da região. Na teoria, nós já fazemos isso, mas não recebemos nada. Queremos saber de quanto estamos falando, se vai cobrir o déficit que já temos - comentou irmã Ubaldina Souza e Silva, diretora da Sefas.

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Enquanto os termos da renovação do contrato com o Estado ainda não são firmados, a Unidade Pediátrica Pequeno Príncipe, que interrompeu os serviços em janeiro deste ano por falta de profissionais médicos, segue de portas fechadas. A unidade foi reformada, e a obra terminou em setembro. No entanto, sem dinheiro para poder contratar novos pediatras, o espaço, que conta com 18 leitos pediátricos, não pode reabrir.

- Nós ampliamos o espaço, mas nos falta recursos para poder pagar esses médicos. No mínimo, precisamos de cinco profissionais para poder funcionar 24 horas por dia - declarou Ubaldina.

VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Na tarde de ontem, o hospital recebeu a palestra "Boas Práticas Aplicadas no Hospital Sofia Feldman", com a obstetra Mayara Biasi e a psicóloga Julia Horta, do Hospital Sofia Feldman, de Belo Horizonte (MG). Elas apresentaram alguns dados e relatos sobre o serviço de maternidade da instituição, considerada referência no país. O evento faz parte da 1ª Semana Municipal de Conscientização sobre Violência Obstétrica de Santa Maria.

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Na ocasião, a enfermeira Ângela Maria Naidon apresentou os indicadores e dados de atendimento na maternidade durante o ano de 2018. De acordo com os números, 2,2 % (veja abaixo) dos bebês nascidos na Casa de Saúde este ano precisaram ser transferidos para o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm).

Segundo a assessoria de imprensa da Casa de Saúde, em 2018, dos 593 partos realizados no hospital, 13 foram de bebês que precisaram de cuidados intensivos e foram transferidos para o Husm. Na maior parte das situações, a causa estava relacionada a malformações ou a infecções. Além disso, não foi registrado nenhuma morte neonatal no hospital até o momento.

NÚMEROS DE 2018

  • 593 partos realizados
  • Destes, 13 bebês precisaram de cuidados intensivos e foram transferidos para o Husm
  • Até o momento, nenhuma morte neonatal foi registrada no hospital
  • 4 casos de morte fetal de bebês que já chegaram em óbito (natimortos) foram registrados
  • O índice de cesarianas varia de 15,7% a 36,8% (a Organização Mundial de Saúde recomenda que o índice não ultrapasse os 15%)


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