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Boletim da Fiocruz indica tendência de estabilização da pandemia na Região Central

Apesar de estável, situação ainda preocupa. Outras cinco regiões do Rio Grande do Sul devem ter agravamento da situação

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Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)


Fonte: Fiocruz

O boletim semanal divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica que a macrorregião centro-oeste do Rio Grande do Sul, que compreende as regiões de Santa Maria e Uruguaiana, apresenta tendência de estabilização de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). A previsão aponta que essa estabilização pode se manter nas próximas seis semanas. 

Apesar de não haver tendência de crescimento, os índices de casos, mortes e hospitalizações permanecem altos na região, com hospitais, principalmente do Sistema Único de Saúde (SUS), atuando no limite. Já outras cinco macrorregiões do Estado apresentam tendência de aumento de casos de SRAG. Parte da incidência da doença ocorre em razão da contaminação por coronavírus, explica a instituição.

- É importante ter redução sustentada de número de casos para uma recomposição do sistema de saúde. Tais estimativas reforçam a importância da cautela em relação a medidas de flexibilização do distanciamento enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos - destaca o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe da Fiocruz.

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O cenário mais preocupante é visto nas regiões Norte e Missões. Segundo a Fiocruz, ambas as localidades do Rio Grande do Sul têm sinal forte de alta nos casos nas últimas seis semanas. Isso significa que a probabilidade de crescimento é superior a 95%. Já as macrorregiões Metropolitana, Sul e Serra estão com sinal moderado (até 75%) de crescimento nas tendências de curto e longo prazo.

O levantamento da Fiocruz foi realizado com base em notificações feitas na semana passada por serviços de saúde. O boletim apresenta qual a probabilidade de cada macrorregião do Estado ter redução, se manter estável ou ter aumento nos casos.

O QUE É SRAG 

A definição de síndrome respiratória aguda grave no Brasil segue o padrão da Organização Mundial da Saúde (OMS), de forma a manter o padrão entre dados de distintos países. Segundo essa definição, são classificados como casos de SRAG pacientes que apresentem febre e tosse (ou dor de garganta), além de dispnéia ou saturação de oxigênio menor que 95% e dificuldade respiratória. São pacientes que necessitam de hospitalização ou que vieram a óbito tendo apresentado esse quadro de sintomas, independentemente de hospitalização.


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