repercussão

Após morte de paciente no PA, Estado explica que Santa Maria não é referência para atendimento em neurologia

Vídeo de familiar de um homem que foi para o PA do Patronato e acabou morrendo antes de ser encaminhado para UTI provocou questionamentos na internet

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A morte de um paciente na madrugada do último sábado ainda repercute entre os familiares e a população de Santa Maria. Após a publicação em redes sociais de um vídeo feito por uma sobrinha do paciente, que foi encaminhado ao Pronto-Atendimento (PA) Municipal, no Bairro Patronato.

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No vídeo, publicado na sexta à noite, ela conta que o tio estava no local desde 9h em atendimento após ele ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Por volta de 23h30min do mesmo dia, horas depois de ele ser encaminhado para atendimento, ela diz que não há leito de UTI em Santa Maria, porque o tio precisaria ser transferido para um hospital na cidade de Rio Grande, e questiona o fato de a cidade estar na bandeira laranja.

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Ainda no sábado, a prefeitura já havia informado que, neste caso, o paciente precisaria ser encaminhado a uma UTI neurológica, e que a transferência para Rio Grande seria necessária, mas que para transferir o paciente, ele precisava ser estabilizado.

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Questionado pela reportagem do Diário, o governo do Estado se posicionou sobre o caso nesta segunda-feira. Por e-mail, a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde (SES) disse que o paciente foi cadastrado no Sistema de Gerenciamento de Internações (Gerint) por volta das 10h da manhã de sexta-feira, em estado crítico gravíssimo. Disse, ainda, que Santa Maria não é referência para atendimento em neurologia na região, e sim Cruz Alta. No entanto, a cidade que é referência para a região, não pode receber o paciente por indisponibilidade de leito SUS de UTI Geral Tipo 2. A SES diz, ainda, que o leito foi disponibilizado por volta das 15h de sábado, em hospital de Rio Grande, e salienta que o médico regulador é autoridade sanitária para escolher o melhor destino para o paciente.

O homem sofreu três paradas cardiorrespiratórias e morreu antes de ser transportado para Rio Grande.

NOTA DO GOVERNO DO ESTADO

A Central de Regulação Hospitalar do Estado rapidamente começou a busca de leitos disponíveis em todo o território Estadual que atendessem as necessidades de saúde do paciente. Santa Maria não é referência para atendimento em neurologia. Para a Região a referência é o município de Cruz Alta, que não pode receber o paciente por indisponibilidade de leito SUS de UTI geral tipo 2. Não bastaria somente encaminhar para leito de UTI, mas para locais que atendessem toda a complexidade do caso, pois o paciente apresentava diversas comorbidades pré-existentes.

O leito foi disponibilizado por volta das 15 h conforme consulta ao sistema em hospital de Rio Grande. Cabe salientar que o Médico regulador é autoridade sanitária para escolher o melhor destino para o paciente.

NOTA DA PREFEITURA

A Prefeitura de Santa Maria, por meio da Secretaria de Saúde, informa que o paciente chegou em estado grave no Pronto-Atendimento do Patronato, e, após avaliação, foi constatado que ele precisava de vaga em UTI especializada para esse tipo de atendimento, no caso, UTI neurológica, pois o quadro clínico apontava para um AVC. Como o Plano de Urgência e Emergência do Estado prevê que a regulação de leitos seja feita pelo Sistema de Gerenciamento de Internações (Gerint), e não pelo Município, no momento em que o paciente deu entrada no PA, seus dados foram inseridos no sistema, e a vaga em UTI neurológica disponível para ele encontrava-se em Rio Grande, na Santa Casa. Por conta do quadro grave de saúde, para ser transferido, o paciente precisava ser estabilizado. Ele sofreu três paradas cardiorrespiratórias e veio a óbito antes de ser transportado para Rio Grande. O Município não dispõe de leitos de UTI pelo SUS para todas as especialidades e não tem gestão plena na regulação, o que é feito pelo Estado por meio do Gerint, que procura hospitais de referência em outras cidades com leitos disponíveis e destinados para determinadas especialidades, como era o caso desse paciente. A Prefeitura fez todos os procedimentos recomendados para a situação, lamenta a morte do paciente e se solidariza com os familiares.


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