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Após 3 anos, Regional é referência Covid, mas não tem previsão para funcionamento total

Hospital inaugurado em 2018 tem capacidade para cerca de 200 leitos, mas apenas 98 estão ativos

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Foto: Pedro Piegas (Diário)
Regional conta com dois ambulatórios que atendem pacientes de 33 municípios

Há três anos, o Hospital Regional de Santa Maria começava a funcionar. Atualmente, ainda sem operar em toda sua capacidade, o espaço é referência do Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento de pacientes com Covid-19 e conta com dois ambulatórios. Entretanto, 11 anos após o início da construção, ainda não há previsão para abertura dos leitos restantes (o hospital comporta mais 100) e início de internações de pacientes não Covid, o que ajudaria a desafogar a demanda do Hospital Universitário (Husm), por exemplo. Conforme a direção, medidas nesse sentido poderão ser tomadas apenas após o controle da pandemia.

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A construção do complexo de cerca de 20 mil metros quadrados e R$ 70 milhões começou em março de 2010. O prédio, que fica no Bairro Pinheiro Machado, região oeste da cidade, ficou pronto em 2016.

INAUGURAÇÃO

A inauguração oficial ocorreu em 6 de julho de 2018, às vésperas do início da campanha eleitoral. O primeiro paciente foi atendido em 9 de julho do mesmo ano. No começo dos atendimentos, funcionava ali apenas um ambulatório para diabéticos e doentes crônicos, sem leitos de internação, sob a administração do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Em agosto de 2019, passou a operar também um ambulatório de cardiologia, ainda sem internações. Até julho deste ano, os ambulatórios já realizaram mais de 15 mil atendimentos, em um total de 113 mil consultas.

AMBULATÓRIOS ATENDEM DIARIAMENTE

Atualmente, o Regional recebe diariamente cerca de 25 pacientes, todos encaminhados pelos serviços de atenção básica dos 33 municípios que compõem a 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (4ª CRS), como é o caso de Cláudia dos Santos Morais, de 39 anos. Ela foi atendida no ambulatório na quarta-feira à tarde e faz acompanhamento para diabetes.

- Volto aqui de três em três meses, faço os exames todos por aqui também. É um atendimento bem prático. Não precisa ficar passando de consultório em consultório - avalia.

No mesmo dia, o aposentado Luis Florisbaldo da Silva, 63 anos, acompanhava a esposa Venilda no Hospital. Ele são de Restinga Sêca e também são atendidos no local de três em três meses.

- Não tem queixa nenhuma, somos bem recebidos, bem atendidos - resume Luis.

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Os pacientes passam por circuitos que contam com especialidades nas áreas de cardiologia, endocrinologia, angiologia, nefrologia e oftalmologia, além de equipes multiprofissionais com enfermeiros, psicólogas clínicas, farmacêuticas clínicas, nutricionistas, assistentes sociais, educadores físicos e fisioterapeutas.

- Nossos ambulatórios não têm tanto volume, mas tem qualidade. A gente vai atender menos pacientes que outros ambulatórios, mas esses outros não têm todas essas especialidades, não têm esse circuito - explica Elvis Prestes, diretor-executivo do Hospital Regional.

Os primeiros leitos foram abertos quase dois anos após a inauguração, em abril do ano passado. A medida foi apressada pela pandemia. Até então, os únicos leitos de UTI Covid do sistema público em Santa Maria ficavam no Husm. O Regional começou com 10 leitos de UTI e 30 clínicos exclusivamente para Covid. A UTI triplicou de tamanho, e os clínico hoje são em número dobrado. Mesmo assim, desde janeiro desde ano, a taxa de ocupação da UTI beira os 100%.

LEITOS DE OUTRAS ESPECIALIDADES NÃO TÊM DATA PARA FUNCIONAR

A principal questão que paira sobre o Hospital Regional é quando o complexo passará a funcionar na sua totalidade. A resposta, conforme o diretor executivo Elvis Prestes, está condicionada ao coronavírus. Novos leitos de internação não Covid só serão cogitados após o controle da pandemia. O Hospital Regional foi projetado para conter 168 leitos clínicos e 30 leitos de UTI.

Atualmente, o espaço é referência na região para tratamento da Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS), e funcionam 38 leitos de UTI e 60 leitos clínicos, todos voltados para a Covid-19.

- A projeção do hospital é para ter 30 leitos de UTI. Já estamos com 38, todos Covid. Onde se colocariam os pacientes cirúrgicos? Se tirar 10 leitos de UTI Covid hoje, o que aconteceria com a região? Tudo é importante, mas hoje os 38 leitos Covid que eu tenho estão lotados. Para avançarmos, finalizarmos a segunda fase e receber outros pacientes, precisa ter uma UTI cirúrgica não Covid - explica Prestes.

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Entretanto, conforme o diretor executivo do hospital, todas as adequações elétricas e estruturais do hospital foram feitas, e o Regional conta com aparatos para equipar os demais leitos, com algumas exceções.

Em junho, a secretária adjunta da Secretaria Estadual de Saúde, Aglaé Regina da Silva visitou o complexo e afirmou que não há previsão de abertura de novos leitos. O objetivo da SES, segundo ela, seria estruturar o hospital para colocar em funcionamento a média complexidade e buscar, no ano que vem, habilitações junto ao Ministério da Saúde para a alta complexidade em cardiologia, traumato-ortopedia e neurocirurgia.


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