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9ª etapa da pesquisa Epicovid traz novo método de testagem

O teste, chamado de Elisa, foi desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e é mais sensível e preciso

Jaiana Garcia
Foto: Foto: Anselmo Cunha (Diário)
Nesta etapa, voluntários precisam coletar quatro gotas de sangue: uma para o teste rápido e três para o teste Elisa

Foto: Anselmo Cunha (Diário) Nesta etapa, voluntários precisam coletar quatro gotas de sangue: uma para o teste rápido e três para o teste Elisa

Neste fim de semana, Santa Maria recebe a 9ª etapa regional do Estudo de Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Rio Grande do Sul (Epicovid19-RS). São realizadas 500 testagens e entrevistas em regiões diferentes da cidade por 25 voluntários. A pesquisa, coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), também acontece em Porto Alegre, Canoas, Pelotas, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul, Passo Fundo, Ijuí e Uruguaiana. No município, a pesquisa tem o apoio da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O objetivo é indicar a prevalência do coronavírus na população gaúcha e analisar a velocidade de expansão da infecção. A primeira etapa aconteceu em abril do ano passado.

Nesta fase, além do teste rápido que aponta a presença de anticorpos para o vírus SARS-CoV-2, ou seja, se a pessoa já teve contato com a Covid-19 ou não, os pesquisadores realizam o teste Elisa-UFRJ de anticorpos. O novo método de testagem coleta três gotinhas de sangue que são colocadas em uma fita (veja foto ao lado). As amostras serão levadas para os laboratórios da UFPel para análise.

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- É um teste mais sensível e específico que o teste rápido, que às vezes pode dar um falso negativo, embora seja muito confiável. Em 10 a 15 dias, os pesquisadores entram em contato com a pessoa para confirmar o diagnóstico. Normalmente, quando um dá negativo o outro também dá - explica uma das voluntárias da pesquisa em Santa Maria, a farmacêutica Fabiane Baptista.

Um dos entrevistados neste sábado, no bairro Menino Jesus, foi o professor aposentado Luiz Antônio Soares, 64 anos, que faz parte do grupo de risco por ter doença cardiovascular e nunca havia feito o teste da Covid.

- Fiquei bem tranquilo em saber que nunca tive contato com o vírus. Sempre fomos muito rigorosos com os cuidados em casa e saio somente para o essencial. Importante valorizarmos a pesquisa.

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A analista de negócios Liliane Paz de Oliveira, 40 anos, teve sintomas da Covid em dezembro do ano passado. Mesmo com cansaço e dor no corpo, não chegou a procurar atendimento médico e nem fez teste. Neste sábado, teve a oportunidade de saber se já havia sido contaminada. O resultado deu negativo.  

- O resultado é reflexo dos nossos cuidados, vale a pena o esforço. Desde o começo da pandemia, usamos máscara, álcool em gel, mantemos o distanciamento.

RESULTADOS
A expectativa é que em 15 dias o governo do Estado divulgue os resultados desta etapa da pesquisa. Ainda há uma previsão de realização da 10ª rodada, em abril deste ano. Em julho do ano passado, o Ministério da Saúde deixou de financiar a pesquisa. Em agosto, os estudos foram retomados, mesmo sem os recursos do governo federal. 



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