coronavírus em santa maria

Óbitos por Covid têm queda de 96% em comparação ao momento mais letal da pandemia

Melhora dos números é diretamente relacionada ao avanço da vacinação

Gustavo Martinez
Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)


Foto: Pedro Piegas (Diário)

Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES), 59,7% da população total de Santa Maria está totalmente vacinada contra a Covid-19. Quando considerada apenas a população adulta, o percentual sobe para 75,8%. Os números ainda não são o ideal, mas já representam um horizonte de esperança para o retorno à normalidade.

Um decreto estadual recente determina que, ao alcançar 90% da população adulta plenamente vacinada, as medidas de proteção sanitárias podem ser flexibilizadas, como a dispensa de comprovante vacinal para adentrar em certos eventos e estabelecimentos.

De acordo com o médico epidemiologista da Vigilância em Saúde, Marcos Lobato, existem três motivos que atrasam a chegada aos 90% de adultos imunizados.

- Tem uma parte da população, que são os mais jovens, que foram vacinados há menos de três meses, e temos que esperar o prazo para fechar o período de três meses para fazer a segunda dose - disse Lobato. A primeira ação de vacinação de pessoas com 18 anos ou mais na cidade aconteceu em 21 de agosto.

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Os outros motivos apontados são as pessoas com segunda dose em atraso - mais de 5,7 mil estão nessa situação em Santa Maria - e a parcela da população que rejeita os imunizantes. Lobato diz que é difícil estimar quantas pessoas fazem parte deste último grupo, mas, segundo estudos que ele conhece, imagina que o número esteja perto dos 10%.

O médico afirma ainda que a prefeitura cogita realizar a busca ativa de pessoas que ainda não se vacinaram. Ou seja, ir atrás de quem ainda não recebeu nenhuma dose e oferecer a vacina. Mas afirma que a prioridade é colocar em dia quem está com a segunda dose em atraso.

MORTALIDADE

Em novembro, segundo a prefeitura de Santa Maria, foram registrados cinco novos óbitos decorrentes da Covid-19, um dos menores números desde que a primeira morte foi confirmada no ano passado. De lá para cá, de acordo com o Observatório de Informações em Saúde da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), apenas maio de 2020 e os meses de setembro e outubro deste ano tiveram menos mortes.

Em comparação, abril de 2021 foi o mês mais letal em Santa Maria até o momento. Segundo os dados da UFSM, foram registrados 153 óbitos naquele mês. Em comparação com abril, novembro apresentou uma queda de 96,74% no número de mortes.

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O cenário de redução da letalidade se repete quando se leva em consideração toda a região da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (4ª CRS), que formada por 33 municípios, incluindo Santa Maria. Em abril deste ano, foram 272 óbitos registrados nos dados da UFSM. Em novembro, apenas sete. Uma queda de 97,43%.

O número de casos confirmados na cidade, por outro lado, flutuou nos últimos meses. Os dados da prefeitura indicam que novembro viu 1.109 novos santa-marienses infectados, enquanto outubro teve 462, menos da metade.

CASOS CONFIRMADOS NOS ÚLTIMOS SEIS MESES EM SANTA MARIA

  • Junho - 4.493;
  • Julho - 1.307;
  • Agosto - 1.468;
  • Setembro - 1.170;
  • Outubro - 462;
  • Novembro - 1.109;

De acordo com Lobato, os números de casos confirmados não são representativos do momento atual da pandemia em Santa Maria e que, na verdade, são "um pouco menores".

Isso porque a equipe que atua no Centro de Referência da Covid-19 da cidade, está em processo de rever os exames realizados na cidade. Segundo Lobato, são mais de 200 mil exames sendo revisados. Dessa forma, infecções que aconteceram em momentos anteriores acabam sendo registradas agora, inflando os números.

A expectativa é que até o final deste mês a maior parte dos dados estejam atualizados. Para Lobato, a melhora dos números está diretamente ligada ao avanço da vacinação.

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VARIANTE ÔMICRON

Contudo, a variante nova variante, chamada Ômicron, se tornou tema de discussões, em especial após ser considerada uma "variante de risco" pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O medo se dá pela possibilidade da Ômicron ser ainda mais transmissível e, possivelmente, ser resistente à imunidade concedida pelas vacinas atuais.

Lobato acredita, porém, que a ineficiência das vacinas é um cenário extremamente improvável.

- A origem dessa variante é de regiões de baixa vacinação. Se tem muita baixa vacinação, é possível, é provável que essa variante não tenha sido selecionada entre pessoas vacinadas. A barreira de seleção, entre as barreiras, não estava ter contato com pessoas vacinadas. - explicou o epidemiologista.

Nesse caso, explicou Lobato, mesmo que a nova variante tenha alguma capacidade de "enganar" o sistema imunológico de uma pessoa vacinada, ainda assim ela terá um efeito menor do que em uma pessoa não-vacinada. A expectativa dele é que, dentro de uma semana, mais estudos sejam publicados e então teremos "menos incertezas" em relação à Ômicron.

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O médico também criticou o fechamento de fronteiras, por ser ineficaz, e afirmou que o necessário são vacinas, testes e quarentena para quem chega de fora do país. E faz um alerta:

- Enquanto alguns lugares do mundo, alguns países mais pobres, ainda tiverem menos de 10%, a gente vai ter novas variantes. O mundo tem que olhar para o mundo e dizer "pandemia é em todos os lugares" - afirmou o médico - Onde tem ser humano, pode ter vírus - finalizou Lobato.


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